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Livros de Alice Bailey

Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Índice Geral das Matérias

Seção Dois - Divisão E - O Movimento no Plano da Mente
I. OBSERCAÇÕES PRELIMINARES
II. A NATUREZA DESTE MOVIMENTO
III. RESULTADOS DE SUA ATIVIDADE
IV. O GIRAR DA RODA
V. O MOVIMENTO E O IMPULSO CONSTRUTOR DAS FORMAS
VI. EFEITOS DO MOVIMENTO SINTÉTICO
I. Observações Preliminares - II. A Natureza deste Movimento
I. Observações Preliminares
II. A Natureza Deste Movimento

I. OBSERVAÇÕES PRELIMINARES

Acabamos agora nossas considerações sobre os pensamentos-forma, abrangendo todo o universo, incluindo o homem, como um pensamento corporificado, e abordamos a habilidade do próprio homem para criar formas com as quais revestir suas ideias.

Voltamos agora mais uma vez ao reino dos tecnicismos, e à parte mais científica de nossa dissertação. Uso o termo “científica” porque o que temos a dizer refere-se a assuntos comprovados e conhecidos pelos ocultistas, e lida com fatos. O fato moderno, do cientista moderno, consiste na sua aproximação a uma parte, e frequentemente uma parte infinitesimal, de algum todo maior, e mesmo essa parte trata somente do lado mais objetivo da manifestação, uma vez que, aquilo que representa a essência, não é considerado uma realidade, como o faz o verdadeiro conhecedor ocultista. Aquilo que podemos ver e tocar nada mais é do que um efeito de causas subjacentes internas. O ocultista não se atém aos efeitos, e sim às suas causas originadoras. O cientista moderno ainda não se ocupa com as causas e, no passado, somente se aproximou desses impulsos iniciais quando ele começou a compreender o aspecto energia da matéria, e a considerar a natureza do átomo. Quando ele conseguir voltar seus pensamentos mais diretamente para a discussão e consideração do substrato etérico que subjaz às coisas tangíveis, então, e somente então, ele estará penetrando no campo das causas, e mesmo neste caso, somente as causas físicas subjacentes à grosseira objetividade; porém, ele não terá determinado realmente os impulsos vitais que produzem o Ser. Não obstante, um grande passo terá sido dado, pois, sob a Lei da Analogia, ele estará então em posição de compreender alguns dos principais segredos da manifestação solar, pois os planos do nosso sistema solar constituem como sabemos, e este Tratado procura demonstrar, os sete subplanos do plano físico cósmico.

Será evidente para todos os estudantes atentos deste Tratado sobre o Fogo que esta seção trata:

Primeiro, daquele modo de atividade que distingue o aspecto Vishnu da Deidade, ou o movimento dos Divinos Manasaputras. Isto envolve, portanto, uma consideração dos efeitos deste movimento:

a. Dentro dos esquemas planetários, Seus corpos.

b. Sobre os átomos, ou “Pontos” nesses corpos, as Mônadas humanas e dévicas.

Segundo, aquele impulso que é a base da Lei da Periodicidade, e que resulta na encarnação cíclica de todos os Seres, o qual se manifesta em três ciclos, ou em três voltas da roda do Ser.

a. A atividade que produz a involução, ou a submersão da Vida ou Espírito na matéria.

b. A atividade que produz o equilibrium dessas duas forças, matéria e Espírito, ou manifestação, ou os processos de evolução.

c. A atividade que retira da forma a energia central e produz o obscurecimento.

Terceiro, aquela atividade causadora da interação - atração e consequente repulsão - entre os átomos, desde o grande átomo cósmico - um sistema solar - até o minúsculo átomo físico do químico ou físico. Podemos considerar esta atividade como

a. Intercósmica, ou afetando constelações.

b. Interplanetária, ou afetando os esquemas.

c. Entre cadeias, ou afetando as cadeias.

d. Entre globos, ou produzindo um intercâmbio de força entre os globos das cadeias.

e. Interseccional, ou afetando a transferência de força entre os cinco reinos da natureza.

f. Inter-humana, relativa á interação entre as várias unidades humanas.

g. Interatômica, ou a passagem da força de um átomo para outro.

Os estudantes precisam lembrar-se de que estamos tratando da energia, ou atividade, que produz as formas, e, portanto das forças que tendem à coerência, à concreção, e à estabilização do trabalho dos construtores. Não sei se perceberam, porém a chave para muita coisa relacionada à produção de formas, ou seja, a respeito do Filho, o segundo aspecto, está contida na tabulação acima, pois toda a natureza se mantém unida, e a vida de qualquer esquema, globo, reino ou átomo, torna-se por sua vez o princípio animador de outro esquema, globo, reino ou átomo. Tudo no sistema solar flui como tudo no universo, e a energia vital circula, assim como o sangue ou a energia nervosa do corpo circula através de todo o sistema. É nisto que se baseia o fato oculto de que tudo que existe na natureza passará, está passando ou já passou pelo reino humano. (5) Sob este tipo de atividade solar, obtém-se o bem último pelo método de interação, intercâmbio e atração e repulsão mútuos.

Aconselhamos que os estudantes revejam aquilo que foi comunicado na primeira parte deste tratado a respeito do movimento nos planos físico e astral. Observaremos que, pela Lei da Analogia, notaremos que grande parte será necessariamente transferida para o plano superior para ser transmutada na energia do impulso construtor da forma. O que temos a dizer nesta seção será apresentado sob os seguintes títulos:

1. A natureza deste movimento Espiral cíclica.

2. Os resultados desta atividade. Estes resultados podem ser considerados como quatro leis subsidiárias à lei maior de Atração e podem ser chamadas:

A Lei de Expansão.
A Lei de Retorno Monádico.
A Lei de Evolução Solar.
A Lei de Radiação.

É pois evidente, que, ao considerarmos estas leis, estaremos tratando de assuntos que dizem respeito

Ao processo de iniciação.
À vida dos divinos peregrinos no arco ascendente.
Ao impulso que produz o Filho e O impulsiona a ganhar experiência por meio do sistema solar.
Ao Magnetismo ou Alquimia Divina.

3. O girar da roda.

a. A roda solar.
b. A roda planetária.
c. A roda humana.

Isto nos levará à consideração do caminho orbital das várias esferas, seus centros, interação e intercomunicação e transferência de força, e revelará o conceito de que a atividade cíclica em espiral não resulta da ação giratória da própria matéria, mas sim de um impulso vindo de fora de qualquer átomo, e portanto, estranho a ele.

4. O movimento, ou impulso construtor da forma latente em:

a. O próprio envoltório mental não só cósmico como humano.
b. O corpo causal do macrocosmo e microcosmo.
c. Os centros divinos e humanos.

5. Os efeitos da atividade conjunta do envoltório, dos centros, e do corpo causal ao produzir:

a. A manifestação periódica.
b. A vinculação dos triângulos.
c. A relação entre o centro da garganta, o centro alta maior, e o centro mental, considerados macro-cósmica e microcosmicamente.

II. A NATUREZA DESTE MOVIMENTO

Como bem sabemos, é giratória a natureza do movimento no plano da matéria. Cada átomo gira sobre seu próprio eixo, e, sob o ponto de vista exclusivamente físico, cada átomo maior, faz o mesmo. Um átomo cósmico, um sistema solar, um átomo planetário, e um átomo humano, um homem, podem ser vistos igualmente girando sobre seus eixos, ou ao redor de seus polos, a diferentes graus de velocidade. Quando chegamos ao plano da mente, e precisamos considerar a atividade do segundo aspecto da divindade, aquela que constrói e mantém as formas coesas, e que é a base do fenômeno chamado tempo (literalmente, a percepção da forma), um diferente tipo de força ou movimento torna-se aparente. Este tipo de energia de modo algum anula a energia do tipo giratório atômico; pelo contrário, ela o envolve e ao mesmo tempo põe os átomos de todos os graus sob a influência de sua própria atividade, de modo que em todas as formas existentes em manifestação, encontram- se os dois tipos. Quero lembrar ao estudante que estamos considerando aqui primariamente a força do segundo aspecto, no que concerne os reinos humano e super humano, ou seja, os Manasaputras e seus vários grupos. No arco involutivo, a força de Vishnu é igualmente sentida, porém, até que a natureza da alma grupal seja melhor percebida, e a qualidade da Vida que dá forma a cada reino sub-humano na natureza seja conhecida com maior acurácia, ser-nos-á mais proveitoso estudar a força que afeta o ser humano, o planeta onde ele possa ser encontrado, e o sistema no qual esse planeta está desempenhando o seu papel.

A atividade do segundo aspecto tem sido chamada espiral cíclica o que envolve o conceito da dualidade. Esta atividade é a causa de toda evolução cíclica, e em si mesma, envolve o conceito de dualidade. É a causa da evolução cíclica, e tem sido chamada na fraseologia oculta “a atividade do ano de Brahma.” É ela que produz o aparecimento e desaparecimento periódicos de todas as existências, grandes ou pequenas. Está intimamente vinculada ao aspecto vontade da Divindade, e aos Senhores Lipika do mais elevado grau e, por essa razão, é difícil compreender sua origem. Talvez tudo que podemos dizer a seu respeito é que sua origem deve-se em grande parte a certos impulsos que, no que diz respeito ao nosso sistema solar, estão ligados ao sol Sírios. Esses impulsos têm sua analogia nos impulsos que emanam ciclicamente do corpo causal do homem, impulsos esses que provocam o aparecimento do homem no plano de maya temporariamente. Podemos aqui oferecer um indício ao estudante atento: no tríplice Ego, (as vidas que formam o botão central, as vidas das pétalas, e o tríplice grupo de vidas que formam os três átomos permanentes), vê-se uma correspondência dos três grupos de Senhores Lipika que constituem a causa cármica da manifestação solar, e que controlam sua manifestação periódica. Os três grupos estão relacionados às Suas Inteligências diretoras existentes em Sírio.

A Lei da Periodicidade é o efeito produzido pela amalgamação desses dois tipos de força com uma terceira. Os dois tipos de força ou energia constituem a atividade do primeiro aspecto, a vontade ou propósito logoico, e a energia do segundo aspecto. Este propósito está oculto na presciência do Logos, e completamente oculta até mesmo de um Adepto da quinta Iniciação. O Adepto já alcançou a compreensão do propósito do Filho, mas resta-Lhe ainda reconhecer o propósito do Pai. Um constitui o impulso por trás do movimento para a frente de toda a vida, e o outro o impulso por trás de sua atividade cíclica, chamada espiral cíclica. Quando esta força dual mesclada se põe em contato com a atividade giratória da própria matéria, temos a tríplice atividade do Ego, por exemplo, que é cíclica-espiral-gitarória; e traz como resultado a estimulação do átomo autocontido, na periódica emergência da forma, e no firme, embora lento, progresso em direção a uma meta. Para maior clareza, podemos diferenciar os efeitos da seguinte maneira:

1. Atividade giratória

A atividade interna de cada átomo visto como uma unidade, a atividade de Brahma ou o Espírito Santo, aperfeiçoada no primeiro sistema solar. É consciência individual unificada.... “Eu sou.”

2. Atividade cíclica

A atividade de todas as formas, vistas sob o aspecto da consciência e do tempo. É consciência grupal unificada.... “Eu sou Aquele”, a atividade de Vishnu no processo de aperfeiçoar-se neste segundo sistema solar.

3. Atividade em espiral

A influência que impressiona todas asformas que emanam de seus centros maiores, e que apenas se mescla um pouco - muito pouco - com os outros dois modos de movimento, praticamente perdendo-se de vista na vibração mais forte. É a atividade que será aperfeiçoada no terceiro sistema solar, e constitui a forma de movimento de Shiva, e a consciência unificada de todos os grupos. É a consciência que proclama “Eu sou Aquele Eu sou.”

Uma das coisas básicas que o estudante do ocultismo deve lembrar ao considerar a natureza da atividade cíclica-espiral, é que ela produz dois efeitos.

Primeiro, é uma força atrativa, reunindo os átomos giratórios da matéria em tipos e formas definidas, mantendo-os assim pelo tempo que for necessário.
Segundo, ela própria é gradualmente dominada por uma outra vibração superior, e em seu caminho espiralado através da matéria, impele essas formas sistematicamente a se aproximarem, cada vez mais, de um outro e mais poderoso ponto de energia.

Esses efeitos manifestam-se claramente na evolução do homem quando ele, através dos ciclos, se aproxima uniformemente do centro de energia cíclica espiralada, e subsequentemente, daquele ponto ainda mais esplêndido que é o seu “Pai no Céu.” O Anjo atrai primeiro o homem- animal, atuando ciclicamente sobre os envoltórios materiais, dando-lhes coerência, e impulsionando-os sempre para uma relação mais estreita com Ele próprio. Mais tarde, à medida que o momentum se intensifica, o homem é trazido a uma relação mais íntima com o aspecto monádico, até que esse ritmo superior impõe-se sobre ele. O mesmo podemos dizer a respeito de um Logos planetário ou um Logos solar.

A força cíclica em espiral demonstra-se, como é de se esperar, de sete modos, estando os três métodos principais simbolizados no Cetro de Iniciação de Sanat Kumara. O Cetro mais conhecido pelos homens é o do Hierofante, o Bodhisattva, que consiste de uma serpente ereta com duas outras entrelaçadas ao seu redor, representando, entre outras coisas:

a. As três emanações,
b. Os três mundos,
c. A coluna vertebral e seus canais,

ou aqueles principais fatores que dizem respeito ao próprio iniciado, o qual tem forçosamente de compreender algo sobre a matéria e aquilo que está oculto sob essa expressão, sua própria tríplice constituição, os três mundos nos quais ele tem de desempenhar a sua parte, e o instrumento que ele tem de utilizar. O cetro do Boddhisattva está encimado por um diamante, não tão grande quanto o “Diamante Flamejante” do primeiro Kumara, porém, de rara beleza. No momento da Iniciação, quando as forças elétricas são tocadas, este diamante gira sobre o seu eixo, representando a natureza giratória da matéria atômica.

O Cetro de Sanat Kumara é bem mais intricado, e em lugar do Cetro central, ou Serpente ereta sobre a ponta de sua cauda, vemos três serpentes entrelaçadas em espiral, e o Diamante Flamejante que o coroa brilha tão fortemente que produz uma aura esferoidal ao redor das serpentes entrelaçadas, simbolizando a natureza construtora de formas da atividade de Vishnu.

De acordo com a iniciação realizada, vê-se um reflexo de uma parte das serpentes entrelaçadas, o que cria a ilusão de que o diamante está circulando para cima e para baixo entre o cume e a parte irradiada.

Ao mesmo tempo, cada serpente gira em torno de si mesma, girando ao mesmo tempo ao redor de sua vizinha, produzindo um efeito de extraordinário brilho e beleza, simbolizando a força giratória-cíclica-espiral.

Os sete tipos de energia cíclica espiral sugerem a natureza do Logos planetário que elas representam e produzem, portanto, as distinções existentes entre os homens, sendo também responsáveis pela natureza dos ciclos, porém este é um ponto frequentemente esquecido. Os estudantes discutem os períodos de emergência dos Raios, estabelecendo datas arbitrárias, como 2.500 anos, para a manifestação de qualquer Raio. Somente um Raio atravessa esse período de tempo, sendo os outros ou mais extensos ou mais curtos. A diferença tem um grande efeito sobre os ciclos egoicos, e é responsável pelo o período de tempo entre as encarnações. Alguns Egos cumprem seus ciclos de encarnações e pralayas muito rapidamente; outros levam incontáveis eons, e portanto, é impossível dizer que há u’a “média” sequer relacionada ao aparecimento de Egos no plano astral, por exemplo. Este fato apoia-se no pronunciamento de H. P. B. acerca do esforço efetuado pela Loja a cada cem anos. Sob a influência do particular tipo de força cíclica que emana da Loja, o ponto alto de sua atividade revela-se uma vez a cada sete ciclos. Tudo o que se origina nesse Raio é controlado por esforços espiral-cíclicos baseados no número 10 e seus múltiplos, e encontrando sua mais alta vibração cíclica, conforme ocorre, durante o último quarto de cada século. O que nossos estudantes mais modernos tendem a esquecer é que esta atividade é apenas a demonstração de um tipo de força dentre as sete possíveis, a qual afeta primariamente aquele grupo de adeptos que pertence a essa determinada linha de energia, e afetará bastante todos os discípulos e pessoas que pertençam a uma linha similar. Ao mesmo tempo, o trabalho que essa linha inicia foi aprovado por toda a Loja, uma vez que ela é parte da emanação da força do Logos planetário. Ela tem, naturalmente, grande importância devido ao fato de que esta energia é a de um dos três Raios principais; porém, no processo equilibrador ela será balanceada por uma atividade emanatória cíclica partindo dos outros dois Raios principais.

Podemos acrescentar aqui que, quando isto for reconhecido, ficará evidente que as revolucionárias descobertas científicas que têm aparecido ao longo dos séculos, como a formulação da Lei de Gravitação, a circulação do sangue, a descoberta da natureza do vapor, a descoberta pelo homem daqueles fenômenos elétricos que ele já domina, e a recente descoberta do radium, são, no seu próprio departamento, o do Mahchohan, análogas ao esforço feito durante o último quarto de cada século, para estimular a evolução dos homens por meio da revelação de uma parte da Doutrina Secreta. Newton, Copernicus, Galileo, Harvey, e os Curies são em sua própria linha de força, portadores da luz da mesma categoria de H. P. B. Todos eles revolucionaram o pensamento de sua época; todos deram um grande impulso à habilidade do homem para interpretar as leis da natureza, e para entender o processo cósmico, e somente aqueles de visão limitada deixarão de reconhecer a unidade dos muitos impulsos de força que emanam da Loja una.

Esses ciclos não coincidem, uma vez que eles não são todos semelhantes ao ciclo-espiral de cem anos. Uma ideia do ciclo de impulsos emanando do Mahachohan pode ser percebida se observarmos as datas das mais destacadas descobertas científicas desde a época de Platão; também os ciclos do segundo Raio poderão ser reconhecidos, se observarmos o aparecimento dos grandes Instrutores ao longo das eras.

As emanações de força do Manu, ou seja, as oriundas do primeiro Raio, são facilmente registradas quando estudamos as raças, e isto tem sido feito no reconhecimento de raças e sub-raças. O que frequentemente deixamos de observar é que, cada um destes raios de energia, demonstra- se construtivamente por meio dos agentes construtores de formas, e destrutivamente devido à capacidade da força de destruir antes de construir. É a partir destes dois ângulos que os ciclos devem ser considerados.

É neste ponto que os estudantes de um ramo do nosso movimento teosófico precisam reconhecer o fato de que, assim como H. P. B. apareceu numa corrente cíclica de energia para destruir as formas limitadoras encontradas no mundo da ciência e da religião, também seu trabalho deve ajustar-se a outras emanações de força atuais, como as do trabalho construtivo do segundo Raio em conjunção com a energia do sétimo Raio.

Quando os estudantes aprenderem a mesclar os ciclos de cem anos do primeiro tipo de energia com os igualmente poderosos impulsos do segundo e do terceiro Raios, nós veremos o fim de muitas controvérsias. Nenhum grande impulso na linha da Vontade ou Poder emanará da Loja até o fim do século. (NT. Esta obra foi editada em inglês em 1925 pela primeira vez). Um impulso semelhante, em outra linha de força, apareceu quando da descoberta da natureza do átomo através do estudo da eletricidade, e substâncias radioativas, e é iminente um impulso do segundo aspecto. Não é seguro para estudantes de visão limitada dogmatizar sobre a questão dos ciclos. Além dos impulsos cíclicos que surgem continuamente e se superpõem, suplantam-se e se entremeiam com os outros, há muitos que podem ser chamados impulsos menores (e o ciclo de cem anos ao qual H. P. B. se refere, é um dos impulsos menores. Existe um ciclo de mil anos muito mais importantes). Há ciclos ainda mais vastos, de 2.500 anos, de 7.000 anos, de 9.000 anos, de 15.000 anos, e muitos outros que somente iniciados avançados conhecem ou conseguem acompanhar. Estes podem irromper durante qualquer dos impulsos menores, aparecendo inesperadamente no que tange ao conhecimento dos homens e que, contudo são impulsos recorrentes, postos em movimento cíclico há talvez milhares de anos.

H. P. B. está certa na sua afirmação, no que diz respeito ao impulso do primeiro Raio; porém seus seguidores erram, uma vez que negam e deixam de perceber os outros seis tipos de impulsos, de igual ou maior importância, que podem ciclicamente emanar da Loja, e que encontrarão resposta daqueles que respondem à vibração desse particular tipo de energia.


Notas:
5 D. S. I, 215, 242, 295

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