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Livros de Alice Bailey

A Exteriorização da Hierarquia

Índice Geral das Matérias


Seção IV - Etapas da Exteriorização da Hierarquia - Parte 1
A Base Subjetiva da Nova Expressão Religiosa no Mundo
A Exteriorização dos Ashrams

A BASE SUBJETIVA DA NOVA EXPRESSÃO RELIGIOSA NO MUNDO

Enunciados de Introdução

Dezembro de 1919

Essas formas-pensamento que se materializarão como a religião da Nova Era já existem no plano mental e estão em processo de precipitação no plano físico. Já é possível discernir as suas características. Os sábios Guias da raça, trabalhando sob as ordens do Cristo e sabendo que o público necessita de uma forma, estão procurando neste momento manter tanto quanto possível da antiga forma e características, isto é, tudo que é compatível com a evolução e o progresso. No Ocidente, o que os Grandes Seres procuram quebrar não é a forma do cristianismo, mas o controle das Igrejas sobre as mentes das massas. As antigas formas-pensamento e interpretação são agora muito restritas e muito restritivas em seu domínio sobre a vida aprisionada e em luta. Essa vida deve irromper. Não pode permanecer confinada nas antigas restrições. Entretanto, no momento atual, não é necessário haver uma empresa inteiramente nova nem uma apresentação totalmente nova da verdade. A natureza e a evolução avançam em suaves gradações e não com rupturas e manifestações sem correlação no mundo das formas. Em todos os desenvolvimentos progressivos, as antigas características podem ser vistas - ampliadas, purificadas e embelezadas, mas reconhecíveis como a antiga forma em uma volta mais elevada da espiral. Não são os cultos extravagantes, nem as seitas amplamente divergentes, nem os grupos de revolucionários religiosos avançados que podem atender à imperiosa necessidade de todos que buscam hoje em dia. O que se requer é a revivificação das antigas formas, é infundi-las de vida nova; as antigas organizações devem despertar para a oportunidade de se transformar, de passar de organizações estáticas para organismos vivos. Os antigos rituais devem ser restaurados e atualizados (no sentido esotérico do termo), e os estudantes de religião do mundo devem passar para uma escola superior, dar a eles as interpretações ocultas e lhes ensinar que, afinal, a verdade sempre esteve presente, mas oculta e mal interpretada.

É certamente mais fácil levar as massas a uma mudança dinâmica e lhes dar novas luzes sobre a verdade se essa luz for vertida em um terreno familiar. Todos devem ter a chance de ver e ouvir e receber a oportunidade de pesar e julgar a significação da realidade. No se trata de dar uma atenção primordial às duas ou três pessoas de importância suprema, ou àqueles que têm a coragem de dar os passos necessários para a frente; a verdade deve ser adaptada e posta ao alcance das mentes avançadas, das mentes inquiridoras e das massas reacionárias, de tal maneira que cada um tenha uma oportunidade na medida de sua receptividade. Não foi o que fez o maior de todos os Grandes Seres na sinagoga e com Seus discípulos nos dias da Judeia?

Os aspirantes e discípulos do mundo devem se dar conta de que chegou a hora e que as forças do Cristo estão sendo organizadas para um supremo esforço. Estas forças incluem tanto a evolução humana como a angélica. Poderia ser útil lhes dar alguma ideia do esquema de preparação para o período de transição entre a antiga era e a nova, tal como está em processo de conclusão na Câmara do Conselho do Grande Senhor. Que a aceitem e compreendam, assim como suas implicações simbólicas, na medida de sua capacidade de assimilar a verdade, de usar a intuição, e assim ajudar no trabalho quando chegar a hora oportuna.

Um acontecimento já está em processo de manifestação. O Cristo e Seus discípulos, os Mestres de Sabedoria e os Grandes Associados estão se aproximando cada vez mais do plano físico. O trabalho de preparação mental para esse acontecimento, e a construção da forma-pensamento do advento, ou segunda Vinda, já estão concluídos. Resta a precipitação desse acontecimento, seu aparecimento nos níveis astrais e sua materialização no plano físico. Peço a todos vocês que leiam estas palavras sobre a segunda Vinda, que reservem a opinião a respeito da natureza exata desse acontecimento. Mantenham o conceito impessoal e não vinculem esse aparecimento a uma personalidade ou a um indivíduo. Se cometerem o erro de conectar o significado a um indivíduo, limitarão sua compreensão e não chegarão ao correto reconhecimento do propósito grupal. A tarefa de verter o princípio do amor (que é o princípio crístico) e de elevar a consciência das massas ao ponto em que elas possam compreender e acolher esse princípio de amor é o principal trabalho da nova era, e inaugurará a era de fraternidade e modelará a humanidade à semelhança do Cristo. Que os povos orientais possam designar este grande Executivo com outro nome distinto de "O Cristo”, de nenhuma maneira afeta a realidade nem altera o fato de Sua influência e de Sua vinda esotérica.

Alguns Mestres controlam o trabalho e, por intermédio de Seus grupos de discípulos, já estão ativamente dedicados ao trabalho de preparação. O Mestre Morya, o Mestre K.H. e o Mestre Jesus são os três Mestres que, no momento atual, trabalham na mais estreita colaboração com o Cristo. Com eles trabalha também o Mestre Hilarion, aquele que vocês chamam de Mestre D.K. e outro Mestre que está especialmente vinculado ao trabalho de preparação na terra sagrada da Índia. Um dos Mestres ingleses está também excepcionalmente ativo, e o Mestre que está na América prepara seus planos para uma ativa participação no trabalho. Estes Trabalhadores consagrados formam um núcleo em torno do Cristo, e dirigem grande parte do trabalho de preparação. Não me é possível indicar as linhas da atividade deles, mas posso dar um indício cuja verdade poderá ser demostrada mais tarde. Estes Mestres estão Se preparando definidamente para esta tarefa de atividade externa, e intensificando Seu trabalho no plano astral. A este fato pode-se atribuir o interesse que agora muitas pessoas estão demonstrando pelo ocultismo e pelo trabalho dos Mestres; aumenta o número de pessoas que se tornam sensíveis e conscientes de Sua presença, e muitas delas participam dos grupos de discípulos.

O Mestre Morya atua hoje como inspirador dos grandes executivos nacionais em todo o mundo. Inclusive aqueles cujos ideais não coincidem com os de vocês estão sendo incorporados no plano mundial; uma grande parte de Seu trabalho imediato consiste em organizar as nações individuais e uni-las em um todo homogêneo, preparatório para sua entrada na grande forma-pensamento internacional. Todos os que trabalham com visão de longo prazo e todos os que sustentam diante de qualquer nação turbulenta e desnorteada um ideal para o todo estão sob Sua ampla inspiração. O internacionalismo é a meta de Seu esforço. Com ele trabalha o grande Anjo ou Deva do plano espiritual, a quem se faz referência no Tratado sobre Fogo Cósmico como o Senhor Agni, que procura tocar com o fogo espiritual oculto o centro da cabeça de todos os estadistas intuitivos. Três grandes grupos de anjos - os dourados, os da cor de chama e os branco e dourado - trabalham nos níveis mentais com esses anjos ou devas menores que vitalizam as formas-pensamento e mantêm vivos os pensamentos dos Guias da raça para o bem da humanidade.

O Mestre K.H., o Chohan no raio do ensinamento, que será o próximo instrutor do mundo, já está ativo em sua própria linha de trabalho. Ele procura transmutar a forma- pensamento do dogma religioso, permear as igrejas com a ideia da Vinda e proporcionar a um mundo aflito a visão do grande Servidor, o Cristo. Ele trabalha com os devas de cor rosa e de cor azul nos níveis astrais, com a sábia ajuda do grande Anjo guardião desse plano, chamado (na terminologia hindu) de Senhor Varuna. As atividades do plano astral estão sendo muito intensificadas, e os anjos da devoção, nos quais predomina o aspecto amor divino, agem sobre os corpos astrais de todos os que estão dispostos a fortalecer e redirecionar suas aspirações e desejos espirituais. São os anjos que guardam os santuários de todas as igrejas, catedrais, templos e mesquitas do mundo. Atualmente estão aumentando a intensidade de sua vibração para elevar a consciência das congregações de fies. O Mestre K.H. trabalha também com os prelados das grandes Igrejas católicas: ortodoxa grega, romana e anglicana, com os guias das comunidades protestantes, com os trabalhadores mais destacados no campo da educação, e também por intermédio dos pensadores e organizadores influentes do povo, e com eles. Ele se interessa por todos aqueles que, com intenção altruísta, lutam por um ideal e vivem para ajudar os outros.

O Mestre Jesus trabalha especialmente com as massas do povo cristão que habitam nos países ocidentais e que se reúnem nas igrejas. Ele é caracteristicamente um grande líder, um organizador e um sábio executivo. Um grupo especial de devas trabalha sob Seu comando, e Sua conexão com todos os verdadeiros líderes e executivos da igreja é muito estreita. Atua incessantemente no conselho esotérico interno das igrejas e com Ele cooperam os grupos de anjos violetas. Em assuntos concernentes à igreja, Ele Mesmo cumpre os comandos do Cristo, com isso evitando muito trabalho para Ele e atuando como Seu intermediário. Isto lhes parecerá lógico, pois Seu destino está estreitamente entretecido ao da Igreja cristã e marca a culminação de Seu trabalho para o Ocidente. Ninguém conhece nem compreende tão plena e sabiamente como Ele os problemas da cultura ocidental, nem as necessidades das pessoas que conduzem o destino do cristianismo.

O Mestre Hilarión está muito ativo na América, estimulando a percepção intuitiva de seus povos. Tem sob Sua observação aqueles que são verdadeiros psíquicos e desenvolvem seus poderes para beneficiar a comunidade. Ele controla e transmuta os grandes movimentos ativos que se esforçam para rasgar o véu que oculta o mundo invisível. Impressiona as mentes daqueles cuja visão justificará Seu esforço, e tem muito a fazer com vários movimentos de pesquisa psíquica em todo o mundo. Com a ajuda de certos grupos de anjos, trabalha para abrir para os investigadores o mundo das almas que desencarnaram, e grande parte do que ultimamente tem convencido o mundo materialista de que existe vida no além emana d’Ele.

Aquele a Quem chamam de Mestre D.K. trabalha intensamente com os que se dedicam a curar por puro altruísmo, ajuda os que estão ativos nos laboratórios do mundo, os grandes movimentos filantrópicos mundiais como a Cruz Vermelha, e os movimentos sociais que se desenvolvem rapidamente. Seu trabalho abarca também o ensino e, atualmente, se dedica muito a instruir os diversos discípulos do mundo, tomando a seu cargo os discípulos de muitos Mestres, que assim se aliviam temporariamente de Suas responsabilidades docentes nesta hora de crise. Muitos anjos curadores, como os mencionados na Bíblia, colaboram com Ele.

O Mestre que trabalha na Índia e para a Índia atua com a mente dos políticos, educadores, sonhadores e idealistas religiosos. Fortalece as iniciativas de todos aqueles que trabalham pela liberação das massas submersas, desde que seus métodos sejam construtivos e não destrutivos, e que as melhoras desejadas não sejam obtidas em detrimento de uma parte da família humana. Não trabalha para elevar um setor do povo à custa de outro, mas para a fraternidade e a correta compreensão das necessidades de todas as almas, sejam muito avançadas no caminho ou apenas no início de sua peregrinação planetária, nos termos da Lei de Renascimento.

Um dos Mestres ingleses tem a responsabilidade bem definida de guiar os povos anglo-saxões para um destino conjunto. O futuro para o anglo-saxão é grande, e o fluxo de sua civilização ainda não alcançou o ponto mais elevado. A história encerra muita glória para a Inglaterra e a América quando trabalharem juntas para o bem do mundo, sem que suplantem ou intervenham em seus respectivos impérios, mas em completo acordo para preservar a paz do mundo e tratar corretamente dos problemas mundiais no campo da economia e da educação.

Com o sétimo Raio de Organização e de trabalho cerimonial está chegando agora à manifestação e passando a predominar, o trabalho do Mestre deste raio consiste em sintetizar, no plano físico, todas as partes do plano. O Mestre Rakoczi toma uma parte do plano geral, tal como está delineado na Câmara interna do Conselho e o adapta o mais aproximadamente possível. Poderíamos considerar que ele atua como Diretor-Geral na implementação dos planos do conselho executivo do Cristo.

Seria interessante assinalar aqui que quando vier Aquele que anjos e homens esperam, e cuja tarefa é inaugurar a nova era e assim concluir o trabalho que começou na Palestina há dois mil anos, trará alguns dos grandes Anjos, como também alguns dos Mestres. Os anjos estiveram sempre ativos na história bíblica, e se introduzirão na vida dos seres humanos com maior poder do que até agora. Foram chamados novamente para que se acerquem da humanidade e, com suas elevadas vibrações e conhecimentos superiores, unirão suas forças com as do Cristo e Seus discípulos, a fim de ajudar a raça. Por exemplo, têm muito o que comunicar a respeito da cor e do som, e sobre o efeito que estas duas forças exercem nos corpos etéricos de homens, animais e flores. Quando o que têm para comunicar for captado pela raça humana, os males físicos e as doenças serão neutralizados. O grupo de anjos ou devas violetas, que trabalha nos quatro níveis etéricos, será especialmente ativo e atuará com os quatro principais grupos de homens que estão em encarnação em um momento dado. Quatro raios são dominantes em qualquer período, sendo um deles mais potente que os outros três. Esta ideia está simbolizada nas quatro castas da Índia e vocês perceberão também que estas quatro castas se encontram universalmente em todo o planeta.

Estes quatro grupos de anjos são um conjunto de servidores consagrados ao serviço do Cristo e seu trabalho é entrar em contato com os homens e instruí-los em certas linhas:

a. Ensinarão a humanidade a ver etericamente, o que farão intensificando a vibração humana ao estabelecer interação com a vibração deles.

b. Darão instruções sobre o efeito da cor na cura das doenças e, em particular, a respeito da eficácia da luz violeta para aliviar os males dos homens e curar as doenças do plano físico que têm origem no corpo etérico.

c. Demostrarão também aos pensadores materialistas do mundo o fato de que o mundo superconsciente existe, e que é possível estabelecer contato e conhecer anjos e homens que não estão em encarnação nem possuem corpos físicos.

d. Instruirão os seres humanos sobre o conhecimento da física super-humana, para transmutar o peso do corpo. Os deslocamentos serão mais rápidos e a velocidade será acompanhada de silêncio e suavidade, o que eliminará a fatiga. No controle dos níveis etéricos, os homens encontrarão a possibilidade de vencer a fatiga e obter o poder de transcender o tempo. Até que esta profecia se torne um fato e seja reconhecida como tal, o significado das palavras acima permanecerá obscuro.

e. Ensinarão à humanidade como nutrir o corpo corretamente e extrair dos éteres circundantes o alimento necessário. O homem concentrará sua atenção no corpo etérico, e o trabalho e a saúde do corpo físico serão cada vez mais automáticos.

f. Ensinarão também aos seres humanos, como indivíduos e como raça, a expandir suas consciências, incluindo nela o suprafísico. Quando isto se realizar, a trama de separação (o véu do templo), que separa o plano físico do mundo invisível, será reconhecida pelos cientistas como uma realidade na natureza e seu propósito será conhecido. Oportunamente será destruído, pois o homem descobrirá como penetrá-lo. Esta data é iminente.

Pela crescente sensibilidade dos homens, e pela constante sutilização do véu separador, as faculdades telepáticas do homem e sua aptidão de responder à inspiração interna vão se desenvolver e se revelar cada vez mais durante os anos vindouros. Pelo desenvolvimento da telepatia intuicional e pela crescente compreensão do poder da cor e do som, o homem entrará em contato com o trabalho do Cristo e dos Grandes Seres, o compreenderá, se libertará da escravidão do passado e poderá entrar na liberdade do reino de Deus.

Organizações Religiosas na Nova Era

Voltemos a considerar a difusão dos profundos ideais religiosos e o desenvolvimento dos novos organismos religiosos. No processo de transmutação da antiga forma e de liberação da vida aprisionada, os Guias da nossa evolução têm sempre em conta dois elementos:

Primero, que o público serve à mente concreta ou é dominado por ela e é incapaz de captar abstrações. A forma é o que mais lhe interessa, devido ao seu conservadorismo e apego ao que é bem conhecido. A igreja destina-se a servir às massas, e não a ser útil (exceto como campo de serviço) para os esoteristas do mundo, pois não dão atenção à forma na mesma extensão, por haver estabelecido certo contato com a vida interna impulsionadora.

Segundo, o movimento das igrejas, como qualquer outro, é apenas uma conveniência temporária e serve unicamente de lugar de trânsito para a vida em evolução. Um dia aparecerá a Igreja Ecumênica, e seus contornos bem definidos aparecerão no final deste século. A este respeito, lembrem-se da sábia profecia de H.P.B. ao se referir aos acontecimentos do fim do século. A atividade desta Igreja será promovida e nutrida pelo Cristo e Seus discípulos quando se cumprir a afluência do princípio crístico, a verdadeira segunda vinda. Não estabeleço data para esse acontecimento, mas não tardará muito.

A igreja cristã em seus inúmeros ramos pode servir como um São João Batista, como uma voz que clama no deserto, e como núcleo pelo qual é possível alcançar a iluminação do mundo. Indico a esperança. Não afirmo um fato. Seu trabalho é manter uma larga plataforma. A igreja deve mostrar uma grande tolerância e não ensinar doutrinas revolucionárias nem se aferrar a ideias reacionárias. A igreja, como fator de ensino, deveria tomar as grandes doutrinas básicas e (quebrando as formas antigas que as expressam e contêm) mostrar seu verdadeiro significado espiritual interno. O trabalho primordial da igreja é ensinar, e ensinar incessantemente, conservando a aparência externa a fim de chegar aos muitos que estão acostumados aos usos da igreja. É preciso formar instrutores; o conhecimento da Bíblia deve ser difundido, os sacramentos devem ser interpretados de maneira mística e o poder de curar que a igreja tem deve ser posto em evidência.

Podemos considerar que os três canais principais através dos quais está ocorrendo a preparação para a nova são a Igreja, a Fraternidade Maçônica e o campo da educação. Todos ainda estão em uma condição relativamente estática e até agora nenhum consegue atender à necessidade nem responder à pressão interna. Mas nestes três movimentos há discípulos dos Grandes Seres e estão tomando impulso regularmente e em breve empreenderão a tarefa que lhes foi designada.

O movimento maçônico, quando puder abandonar a política, os objetivos sociais e seu atual estado paralisante de inércia, atenderá à necessidade dos que podem e devem exercer o poder. É o guardião da lei, o refúgio dos mistérios e a sede da iniciação. Encerra em seu simbolismo o ritual da Deidade, estando o caminho da salvação pictoricamente preservado em seu trabalho. Os métodos da Deidade demonstrados em seus templos, sob o "Olho que Tudo Vê”, permite avançar o trabalho. É uma organização muito mais ocultista do que se crê, e está destinada a ser a escola de instrução para os futuros ocultistas avançados. Em seus cerimoniais oculta-se a prática das forças em relação com o desenvolvimento e a vida dos reinos da natureza e o desdobramento dos aspectos divinos do homem. A compreensão de seu simbolismo dará o poder de colaborar com o plano divino. Este movimento atende à necessidade dos que trabalham no primeiro Raio de Vontade ou Poder.

A Igreja tem por missão ajudar o devoto e o grande público que é inatamente religioso e de boa vontade. Acolhe em seu coração os que vibram no grande raio do amor, o segundo Raio de Amor-Sabedoria. O próprio Cristo trabalha através dela e por seu intermédio, procurando fazer contato com o vasto público cristão. É a levedura em Suas mãos para fermentar toda a massa e, sendo uma forma que os povos compreendem, ela pode tocar as grandes massas de almas que buscam.

Por meio do trabalho de educação do mundo, o Grande Senhor procura chegar ao público inteligente que não pode ser alcançado pelo cerimonial e pelo simbolismo, como na maçonaria, nem pelos meios da religião e do ritual, como na Igreja. Toca as massas e aqueles nos quais o aspecto inteligência predomina, em detrimento dos dois outros aspectos. Ajuda as pessoas que pertencem predominantemente ao terceiro Raio de Atividade Inteligente.

Em todos esses corpos há grupos esotéricos que são os guardiões do ensinamento interno, e cuja uniformidade de aspiração e de técnica forma uma unidade. Estes grupos internos estão formados por estudantes ocultistas que estão em contato direto ou ocasional com os Mestres, e por aqueles cujas almas estão em controle suficiente para que a vontade da Hierarquia possa ser comunicada e infiltrada gradualmente pelo canal do cérebro físico. São muitos os grupos que constituem o verdadeiro grupo esotérico interno, mas seus membros ainda são em pequeno número, porque o fato de que um estudante pertença a um dos assim chamados grupos esotéricos externos não indica seu verdadeiro status esotérico. Quando os poucos estudantes verdadeiramente esotéricos do mundo conhecerem a diferença entre as formas etéricas e astrais, entre a clariaudiência e a clarividência mentais e suas contrapartes astrais, entre os elementais do pensamento e os da natureza, então o Cristo e Sua igreja terão um verdadeiro grupo esotérico no plano físico e as organizações externas receberão o estímulo necessário. Por isso é indispensável trabalhar com os estudantes agora e instruí-los sobre a natureza do verdadeiro ocultismo. Quando compreendermos melhor o significado do tempo na previsão, e da força no movimento, e quando compreendermos mais plenamente as leis que regem os corpos sutis e, por meio delas, as leis que atuam nos planos em que esses corpos se expressam, então um trabalho mais inteligente e útil será oferecido em colaboração com a Hierarquia oculta.

No grupo esotérico composto de verdadeiros esoteristas espirituais que se encontram em todos os grupos ocultistas exotéricos, na Igreja, qualquer que seja sua denominação e na Maçonaria, temos os três caminhos que levam à iniciação. Não são empregados ainda, e uma das coisas que trará como resultado - quando nova religião universal predominar e a natureza do esoterismo for compreendida - será a utilização dos organismos esotéricos ordenados, do organismo maçônico e do organismo da Igreja como centros iniciadores. Estes três grupos convergem à medida que abordam seus santuários internos. Não há nenhuma dissociação entre a Igreja Ecumênica Una, a sagrada Loja interna dos verdadeiros Maçons e os círculos mais internos das sociedades esotéricas. Três tipos de homens encontraram o que lhes era necessário, três raios principais estão expressos, e os três caminhos para o Mestre são trilhados, conduzindo os três ao mesmo portal e ao mesmo Hierofante.

Não se deve esquecer que somente as almas que estão no Caminho de Provação ou no Caminho do Discipulado formarão o núcleo da nova religião mundial. Ela existe nos planos internos com o propósito de extrair de todas as igrejas aqueles que alcançaram a etapa da evolução em que podem conscientemente, e fazendo uso do livre-arbítrio, pôr seus pés nesse CAMINHO que conduz ao centro de paz, e também aqueles que, com pleno conhecimento, podem elevar seus olhos ao Grande Senhor e transmutar a vida do esforço mundano em vida de serviço. O primeiro grupo a se reunir na Igreja futura será composto de grande grupo de servidores do tempo presente, os quais, no transcurso das eras, já estiveram associados com o Cristo em Seu trabalho. Lembremos sempre do trabalho que Ele realizou na sua última vinda, e lembremos também que, com o girar da roda cíclica e na evolução da espiral, condições similares se apresentarão, as mesmas necessidades surgirão, e os mesmos egos encarnarão, aqueles que estavam presentes nos dias passados da Palestina. O número de seus associados aumentará grandemente, porque todos os que O conheceram em encarnações anteriores no antigo Oriente, todos aqueles que Ele curou ou instruiu, todos aqueles que entraram em contato com Ele ou, de alguma maneira contraíram laços cármicos com Ele ou com o Mestre Jesus, terão a oportunidade de cooperar neste momento. Todo aspirante sincero que esteja estreitamente ligado com as organizações eclesiásticas atuais, que sintam um estreito vínculo com o Cristo e O amam, podem estar praticamente certos de que O viram na Palestina, O conheceram e, talvez, O serviram e amaram.

Os sacramentos, corretamente compreendidos, servem para fortalecer este vínculo e esta certeza, e um deles, o Batismo (quando recebido com compreensão), muitas vezes atrairá uma resposta do próprio Grande Senhor. É como se um fio dourado se estendesse do Seu coração ao coração do servidor - um fio que nada nem ninguém consegue romper; fio insondável, e que se torna mais forte, mais grosso e mais brilhante cada vez que é administrado algum dos ritos sagrados na sucessão das vidas. Estes numerosos fios serão oportunamente reabsorvidos em sua fonte de origem, quando o Corpo do Cristo - um dos Sete Homens Celestiais no segundo plano, o monádico - tiver concluído sua plena expressão, pois cada um que estiver vinculado a Ele se tornará, em sentido vital, uma célula de Seu Corpo. Isso o iniciado Paulo realmente sentiu e sabia. Por este fio passa o poder de fortalecer, estimular, vivificar e abençoar, e esta é a verdadeira sucessão apostólica. Todos os verdadeiros discípulos são sacerdotes do Senhor.

Indubitavelmente, é de suprema importância na atualidade que o público tome conhecimento da natureza dos Mistérios. Estes Mistérios serão restaurados em sua expressão externa por meio da Igreja e da Fraternidade Maçônica, se referidos grupos deixarem de ser organizações com propósitos materiais e se converterem em organismos com objetivos vivos. Quando o Grande Senhor vier com Seus discípulos e iniciados, teremos (após um período de intenso trabalho no plano físico, iniciado em torno de 1940) a restauração dos Mistérios e sua apresentação exotérica, como consequência da primeira iniciação. Por que pode ser assim? Porque o Cristo, como sabem, é o Hierofante da primeira e segunda iniciações e se o trabalho preparatório for fiel e corretamente realizado, Ele administrará a primeira iniciação nos santuários internos desses dois grupos. Durante Seu período de trabalho na Terra, muitos trabalhadores fieis tomarão esta primeira iniciação e alguns a segunda. A raça chegou agora a uma etapa onde muitas almas estão no Caminho de Provação e só necessitam elevar sua vibração (possível por Sua Presença) para chegar ao portal do próprio Caminho.

E agora o que todos vocês podem fazer? Qual são as condições que cercam os aspirantes do mundo atualmente? Temos um mundo cheio de inquietudes, um mundo cheio de dor, pesar e lutas, um mundo no qual os corpos emocionais da humanidade estão em uma condição de tremenda perturbação, um mundo no qual animais, homens, mulheres e crianças estão sofrendo, agonizando e morrendo; um mundo no qual a fome, o pecado, a doença, a inanição, o roubo e o assassinato espreitam sem freio; um mundo no qual as formas da religião existem, mas cuja vida se foi, no qual a ciência está degradada para fins financeiros e de ódio, e no qual o produto da terra não se destina ao sustento da raça, mas para nutrir os bolsos de poucos; um mundo no qual a fé é muitas vezes objeto de troça, no qual o altruísmo é considerado atributo de um louco, e no qual o amor é explorado em sua expressão mais baixa, a sexualidade. É esta a atmosfera na qual o Cristo e Seus discípulos podem respirar? É esta uma condição na qual Eles podem encontrar influências harmoniosas? É este um estado de coisas no qual Eles podem trabalhar e viver? As vibrações existentes neste planeta são similares às d’Eles e às quais Eles podem responder? Sabemos que não é assim e que muito há a realizar para facilitar Seu trabalho. O que então podemos fazer?

Primeiro, ensinar a lei da evolução e seu corolário inevitável, os homens perfeitos. É preciso ensinar aos homens que as Grandes Almas existem, e existem inteiramente para servir aos Seus semelhantes. O público deve tomar conhecimento de Seus nomes e atributos, Seu trabalho e propósito, e é preciso dizer aos homens que Eles vêm para a salvação do mundo.

Em segundo lugar, discípulos e aspirantes, em todos os lugares, devem viver em harmonia e amor. As violentas vibrações do nosso ambiente devem ser aquietadas por uma forte vibração de amor, lembrando sempre que ao trabalhar do lado da evolução, o próprio poder do Altíssimo está conosco, disponível para uso. Nada pode resistir às constantes pressões de amor e harmonia quando aplicadas durante um tempo suficientemente prolongado. Não são esforços irregulares que contam. É a pressão invariável, longamente sustentada, que afinal derruba a oposição e os muros da separatividade.

Em terceiro lugar, as organizações esotéricas devem apoiar tudo que tende à unidade. Todos os tipos de trabalho, todos os esforços exteriores das muitas organizações devem se reunir em amorosa cooperação e assistência. Estamos em um mundo de esforço como pontos focais para o amor. Nosso objetivo é ajudar os Grandes Seres e prestar a Eles uma assistência inteligente que fará com que Seus planos para a humanidade se materializem. Eles optaram por trabalhar através de nós para a elevação do mundo, e os grupos esotéricos devem fornecer aquele esforço espiritual intensificado que deterá a maré do mal e evitará as possíveis dificuldades que espreitam na escuridão do caos atual. O organismo vivo de aspirantes e discípulos pode proporcionar um centro de paz, poder e amor, de ajuda prática e elevação espiritual, como o mundo nunca viu até agora. É essa a esperança. Procurem fazer isso.

Também é preciso fazer um trabalho definido em cura, em exorcismo e em cura de doenças mentais e astrais, e é preciso demonstrar ao mundo que o antigo poder de curar ainda reside nas mãos daqueles que seguem consistentemente o Cristo. Aqueles que utilizam este poder só em bem dos pequenos, sem receber nem esperar nenhuma recompensa pessoal, podem manifestar a antiga maneira de curar que pouco se assemelha aos métodos modernos das escolas mentais.

Também devem ser feitos os preparativos para desenvolver os poderes psíquicos superiores e, mediante a expressão competente desses poderes, provar aos cientistas do mundo que as forças latentes no homem podem ser utilizadas por aqueles que sábia e sensatamente seguem os passos do Cristo, o Psíquico maior de todos os tempos. Hospitais e escolas aparecerão sob a guia direta dos Mestres; virão Instrutores que podem curar e aparecerão outros que treinarão as mentes de seus estudantes para que respondam à inspiração direta proveniente do alto. A faculdade da intuição deve ser desenvolvida cientificamente.

Finalmente, os membros da Igreja e das Fraternidades Maçônicas se familiarizarão com a significação interna dos diversos ritos, cerimônias, cores e rituais, e com o trabalho efetuado no piso do templo. Devem saber por que se faz isto ou aquilo em sua devida ordem e a razão das diferentes precedências, das palavras, dos gestos e dos atos.

Se houver uma real e verdadeira resposta a estas sugestões práticas, talvez fosse possível que o trabalho avançasse com maior rapidez do que agora. Muita dificuldade e tensão podem ser evitadas se os aspirantes do mundo se puserem à altura da oportunidade oferecida e fizerem o devido sacrifício e esforço. Ainda resta por realizar grande parte do trabalho preliminar. Há muito trabalho pesado, arar o solo e extirpar o indesejável.

Talvez isto leve sete anos. Nesse período será necessário um trabalho de educação silencioso, e uma diligente disseminação de ideias que a Igreja e organizações análogas podem fazer. Os ocultistas do mundo deverão dar aulas divulgando o ensinamento para atender a necessidade dos pequenos; a Igreja deveria sustentar e proclamar um vasto programa e ensinar o significado de suas cerimônias e doutrinas. Em seguida virão sete anos de germinação da semente, período de crescimento e de desenvolvimento das influências. Isto nos leva ao período de treze anos a contar de agora, pois o ciclo de quatorze anos começou um ano antes que eu fizesse estas sugestões. Se o trabalho progredir como é de desejar, pode indicar o momento do próximo aparecimento do Grande Senhor e o som próximo dos Seus pés.

Os servidores que vigiam do lado interno, os discípulos e iniciados comprometidos neste trabalho, observam com amoroso cuidado aqueles que lutam no meio desse combate. São como o Estado Maior que segue a batalha de um posto seguro. Em Sua segurança reside o êxito final, pois Eles conservam em Suas mãos a solução de muitos problemas, e aplicam a solução quando a batalha segue um curso contrário. Uma coisa sempre lhes peço que se lembrem, pois é de importância vital. É o fato de que na destruição da forma reside o segredo de todo crescimento evolutivo. Não se trata de uma verdade banal. Podem vê-lo em constante expressão. Os Mestres utilizam a forma (a forma de organização de uma igreja, uma Fraternidade Maçônica, um grupo esotérico) o mais possível. Procuram atuar por intermédio dela, aprisionando a vida dentro das paredes de contenção enquanto servirem ao propósito e a raça for instruída mediante aquela forma. Em seguida chega o momento em que a forma deixa de servir ao propósito, a estrutura se atrofia, se cristaliza e se torna vulnerável e facilmente destruída. Então se vai, e uma nova forma toma seu lugar. Observem e vejam se não ocorre sempre assim. Na infância da raça as formas duravam muito tempo. A evolução se processava mais lentamente. Mas agora, nesta tendência ascendente, a forma tem só uma breve duração. Vive essencialmente apenas por um breve período; com rapidez atravessa seu ciclo; com rapidez se desintegra e é sucedida por outra. Esta rapidez vai aumentar e não diminuir, à medida que a consciência, ou vida consciente interna e em expansão da raça humana vibrar em um ritmo mais rápido.

Aumentará grandemente durante o ciclo vital e pouco comum no qual entramos em 1918, que acelerará muito em 1925 e culminará em um sentido singular em 1934. Entraremos então em três anos de intenso esforço para acelerar a Vinda e preparar a humanidade para o grande dia da oportunidade. Vocês que conhecem estes tempos e podem interpretá-los corretamente à luz da intuição iluminada, devem se unir para prestar Serviço e para ajudar a Fraternidade da qual o Cristo é o Guia divino, e da qual os Mestres, os iniciados, discípulos e aspirantes são o organismo operacional e vivo no plano físico.

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A EXTERIORIZAÇÃO DOS ASHRAMS

Janeiro de 1946

Com estas palavras faço referência a um aspecto da assombrosa empresa na qual a Hierarquia se lançou neste ciclo: Seu aparecimento, expressão e atividade no plano físico pela primeira vez, desde que se retirou para o lado subjetivo da vida e se enfocou no plano mental (em lugar do físico) nos dias da antiga Atlântida, após a guerra entre os Senhores do Semblante Resplandecente e os Senhores da Face Escura como são denominados na Doutrina Secreta. Durante milhões de anos, como resultado do triunfo do mal nessa época, a Hierarquia permaneceu silenciosa por trás dos acontecimentos mundiais, dedicada a executar o seguinte trabalho - trabalho que oportunamente será feito exotericamente, em vez de esotericamente:

1. A Hierarquia permanece como um muro entre a humanidade e o mal excessivo. Não se esqueçam de que ao proteger assim a humanidade, a proteção se estende a todos os reinos subumanos, dos quais o quarto, o humano, é o macrocosmo. O mal excessivo que emana de fontes cósmicas requer a habilidade competente da Hierarquia e o consentimento de Shamballa para impedir que nos inunda desastrosamente.

2. A Hierarquia trabalha constantemente para despertar o aspecto consciência em todas as formas, a fim de que ele apareça, se expanda e seja inteligentemente aplicado.

3. A Hierarquia dirige os acontecimentos mundiais até onde a humanidade o permite (porque Ela não pode ir além do livre-arbítrio e da livre decisão dos homens), a fim de que a consciência em expansão possa se expressar por meio de formas mundiais adequadas e do desenvolvimento nos campos sociais, políticos, religiosos e econômicos. Ela indica a direção, verte luz, impressiona os que estão em contato com Ela e, pela afluência de ideias e a revelação, influi nitidamente no curso dos assuntos humanos.

4. A Hierarquia dirige e controla, mais do que se entende, o desenvolvimento das culturas cíclicas e as civilizações resultantes, as quais podem proporcionar formas adequadas, momentaneamente úteis para a alma emergente da humanidade. A estrutura das culturas e civilizações recebe especial atenção.

5. A Hierarquia recebe e transmite as energias e as forças consequentes oriundas de Shamballa, com efeitos resultantes dentro da própria Hierarquia, e também sobre a humanidade e a alma de todas as coisas, em todos os reinos.

6. A Hierarquia recebe o "Fogo de Deus” esotérico que põe fim a ciclos, ideologias, organizações e civilizações, quando chega o momento correto e propício. Assim faz para dar lugar ao que é melhor e se mostre adequado e não restritivo para a consciência incipiente e a vida emergente.

7. A Hierarquia prepara os homens para a iniciação:

a. Recebendo-os nos Ashrams dos Mestres.

b. Oferecendo a Seus discípulos a oportunidade de servir em relação com o Plano que vai se revelando.

c. Inaugurando, por meio dos discípulos da época, as novas apresentações da instrução necessária para a iniciação. Cada ciclo maior recebe novas formas do mesmo ensinamento antigo, mas básico. Este ciclo atual é um deles, e grande parte do meu trabalho tem relação com isto.

Todas estas atividades e funções da Hierarquia muitos de vocês conhecem em teoria, e alguns diretamente - algo bom e útil de reconhecer. Estas atividades são todas realizadas "por trás do véu” e, evidentemente, são uma parte muito pequena do trabalho total da Hierarquia. Grande parte dele seria totalmente incompreensível para vocês. No entanto, se os discípulos deste mundo moderno e os iniciados estiverem à altura da oportunidade oferecida atualmente, será possível que tudo isto não só se realize em plena luz do dia, mas também com a cooperação e aceitação compreensiva das pessoas inteligentes de todo o mundo, e com a devota aprovação do homem comum (para ele será uma cega aceitação).

Esforço-me para transmitir para vocês, se puder, uma parte de tudo isto, uma parte das novas atividades que serão levadas à atenção dos discípulos em corpo físico, uma parte do alcance desta empresa de exteriorização, uma parte do que todos podem fazer para preparar o caminho para esta mudança maior, e uma parte das enormes dificuldades envolvidas.

Uma das coisas que ocupam a atenção dos Mestres atualmente é a exteriorização de Seus Ashrams no plano externo, preparatória para os futuros desenvolvimentos pretendidos. Se isso puder ser feito, outros desenvolvimentos talvez sejam possíveis. Uma extensão do ashram é desejável. Em vista disso, inaugurei uma nova atividade em maio de 1941 e escolhi alguns dos meus discípulos residentes em Nova York. Comecei também a dar ensinamento sobre as etapas do discipulado (Discipulado na Nova Era, Volume 1, Terceira Parte), e sugeri que os membros do grupo se reunissem uma tarde inteira nas proximidades da lua cheia, todos os meses, fazendo-o com espírito tranquilo e sem pressa. Meu desejo era que dedicassem a tarde a deliberar, em compreensão mútua, debatendo os problemas do grupo no que afetam o serviço grupal e - acima de tudo - que se esforçassem (por uma meditação profunda e unida e o compartilhamento do conhecimento) por se aproximar da Hierarquia. Isto os ajudaria a trabalhar juntos como grupo, para ajuda ao mundo, fazendo-o unidos. Pedi a eles que estudassem a relação que existe entre um Mestre e Seus discípulos.

Estes grupos, designados para a exteriorização, existem no aspecto interno como parte de um mesmo Grupo interno; devem ser exteriorizados para fins de serviço. O fato de que esta exteriorização seja possível indica certos desenvolvimentos que são resultado do passado, do desenvolvimento dos poderes da humanidade para reconhecer a Realidade, do clamor invocador das massas de todas as partes, da invocação das pessoas de tendência espiritual do mundo, e do efeito da guerra mundial (1914-1945). Todos estes fatores provocaram uma grande destruição do mundo materialista e produziram na consciência humana uma expansão muito real; também, como um dos Mestres, que vocês não conhecem, observou em uma reunião dos Membros da Hierarquia há algumas semanas,

"um dos portais está aberto; aqueles que estão preparados podem entrar, mas nós também podemos passar por ele e ir até eles em um novo sentido e mais diretamente. Que Shamballa nos ajude”.

Todos os membros da Hierarquia compreendem que Eles estão enfrentando uma grande prova vinculada a uma iniciação superior. Os discípulos deveriam procurar compreender o enorme sacrifício envolvido neste movimento para a exteriorização da Hierarquia, para uma existência secular, e quanto mais elevado for o grau da iniciação, tanto mais difícil será para o iniciado em questão. Por exemplo, no meu caso, entrar em contato com vocês é um esforço menor do que seria para certos Chohans, como os Mestres M. e K.H. Estou mais perto de vocês, porque ainda utilizo o mesmo corpo físico com o qual tomei a quinta iniciação, há aproximadamente noventa anos. Os Chohans tomaram uma iniciação ainda mais elevada e são pontos focais de ashrams poderosos. O trabalho de readaptação é muito mais difícil para eles. Há algum tempo, eleva-se o chamado invocador deles até o Senhor do Mundo, em Sua Câmara do Conselho em Shamballa. Este chamado foi denominado "Apelo ao Alinhamento”, porque os membros da Hierarquia sentem e sabem que este grande retorno à Terra, previsto para Hierarquia depois de uma ausência tão prolongada, exigirá uma expressão mais plena da vontade espiritual, que nem Eles mesmos compreendem; sabem que necessitarão da cooperação de Shamballa e também da humanidade.

O que tenho a dizer sobre a exteriorização da Hierarquia e Seus Ashrams pode ser dividido, para maior clareza, segundo os pontos seguintes, que constituirão a base da instrução. Procuraremos seguir o esquema abaixo:

Adaptação e Alinhamento da Hierarquia:

Em Si Mesma.

Em relação com a Câmara do Conselho de Sanat Kumara. Pouco se pode dizer sobre isso.
Em relação com a humanidade.

Observarão que isto envolve os três centros planetários.

Preparação hierárquica no Festival de Wesak:

Modo de Aproximação para a Exteriorização.

Etapas do processo de exteriorização.
Aproximação por intermédio de alguns ashrams.
Na consciência do discípulo em expressão física.
Pela disseminação de informações de natureza preparatória.

A própria Exteriorização. Implica em:

O Retorno do Cristo.
Os Ashrams envolvidos na Vinda.
A devida organização dos Ashrams envolvidos na Terra.
A exteriorização dos Ashrams.
A readaptação dos Ashrams e dos Mestres à vida exotérica.

Implicará também a adaptação dos discípulos e aspirantes a um estímulo maior e à enunciação de certas exposições básicas.

O Trabalho dos Ashrams exteriorizados.

Criação e vitalização da nova expressão religiosa no mundo.
A gradual reorganização da ordem social.
A inauguração pública do sistema de iniciação.
A instrução exotérica dos discípulos e da humanidade neste novo ciclo.

Podemos começar com nosso primeiro ponto, mas só os estudantes que são parte integrante da Hierarquia e estão em comunicação ativa com algum Ashram poderão obter algum benefício das informações sobre este tema. Por exemplo, aqueles que estão afiliados ao meu ashram (ou ao de outro Mestre), e estão recebendo instruções preliminares e atuando na periferia do centro hierárquico, podem obter uma ideia geral e desenvolver (se procurarem fazê-lo) uma percepção intuitiva da integridade hierárquica proposta e de seu futuro funcionamento.

Não tomem a mal minhas palavras "atuando na periferia”, porque indicam uma grande oportunidade de serviço. Os Mestres necessitariam de muitos como vocês nas cercanias de Seus Ashrams para ajudar no esforço hierárquico, porque podem chegar ao grande público com muito mais facilidade do que Eles, e colocar o ensinamento ao alcance deste público de maneira muito mais adequada do que os discípulos mais avançados. Vocês, e discípulos como vocês, são uma parte definida da Hierarquia; quando atuam em um Ashram, ocupam um posto muito útil, e lhes pediria que tivessem isto sempre presente. Portanto, vou lhes dar as informações que puder e que são permitidas, mas necessariamente muito ficará sem dizer.

Adaptação e Alinhamento da Hierarquia

O que quero dizer com a palavra "adaptação” em conexão com a Hierarquia? Adaptação ao carma, à personalidade, à alma, às circunstâncias dos três mundos, ao impacto das forças astrais, ou às correntes de pensamento dos que não estão orientados para o reino de Deus, isso não faz parte do treinamento dos que estão além da terceira iniciação. Os iniciados desse nível em diante transcenderam as reações destas linhas, enquanto que os que não tomaram a terceira iniciação estão em processo de uma rápida adaptação. Emprego aqui a palavra "adaptação” definidamente no sentido de reorientação, e neste sentido há muito a observar.

Durante éons e ciclos incontáveis, a Hierarquia atuou retraída e em silêncio nos níveis superiores do plano mental e nos níveis búdicos, onde teve que estabelecer contato com os discípulos que, pela disciplina, desenvolvimento e serviço prestado, se capacitaram para estabelecer tal relação. Esta reorientação com o aparecimento na publicidade do plano físico vai exigir muito dos Membros da Hierarquia. Assim como não foi fácil para eu estabelecer e manter contato com vocês, mesmo que tenham obtido o direito a tal contato, para Eles será bem mais difícil entrar em contato com aqueles que nem mesmo são discípulos.

Durante éons e ciclos os membros da Hierarquia se submeteram ao treinamento necessário a fim de reagir corretamente quando Shamballa estabelecesse um contato mais completo com a Hierarquia. Observem a fraseologia. Esse contato já foi estabelecido como resultado da afluência de certas forças extraplanetárias, e por um "ato de direção determinada”, emanante da Câmara do Conselho do Senhor do Mundo. Não me interpretem mal. A Hierarquia sempre esteve em contato com o "Lugar do Propósito” (como é denominado) por intermédio de Seus Chohans e Seus Dirigentes mais antigos, tais como o Cristo, o Manu e o Senhor da Civilização. Estes grandes Seres revelaram regularmente este propósito aos membros da Hierarquia para que pudessem captar e implementar o Plano que desponta. Porém, mesmo para os Mestres, a força de Shamballa teve que ser atenuada, assim como a força da Hierarquia deve ser modificada para o discípulo comum e os aspirantes comuns, para que possam responder construtivamente a ela.

Hoje, porém, as coisas mudaram um pouco. Novas energias que afluem e o "selamento” parcial do mal em sua própria morada (selamento que será eficaz progressivamente) possibilitaram uma relação mais estreita. Os Mestres também se liberaram de certas árduas tarefas de ciclos passados. Algumas das forças disponíveis e que afluem de Shamballa estão sendo absorvidas diretamente pela humanidade e por alguns dos reinos subumanos, em particular o reino mineral. Esta última absorção conduzirá oportunamente quando concluída, aos episódios vulcânicos e tremores de terra fundamentais que modificarão a face da terra no momento em que a sexta raça raiz entrar em manifestação. Esta afluência direta para os reinos que atuam exotericamente nos três mundos aliviou e aliviará, em certa medida, a pressão avassaladora sobre a Hierarquia, e atuará também como um grande antahkarana alinhando os três centros planetários. A este alinhamento me refiro nestas instruções - ao alinhamento dos três centros neste planeta e as adaptações que isto exige e inevitavelmente impõe.

Para o bem da humanidade em primeiro lugar, e em segundo para o desenvolvimento dos reinos subumanos, a Hierarquia fez certos reajustes e alinhamentos difíceis entre os centros planetários, cujos efeitos foram impostos. Assim sendo, tenham presente que os reajustes autoimpostos pela Hierarquia pouca semelhança têm com os reajustes que vocês têm que fazer em relação com a sua vida da personalidade. Todos eles são marcados pela ideia de serviço ao todo. A Hierarquia, em Seu verdadeiro sentido, não tem personalidade para se expressar, e isto complica enormemente os problemas que devem ser enfrentados ao contemplar a manifestação e o trabalho exotéricos.

Adaptação e Alinhamento dentro da Hierarquia

Em última análise, o que é esta Hierarquia? É um grande corpo salvador de Unidades de Vida liberadas e dedicadas e que atuam em formação grupal com todas as formas e vidas de todos os reinos, e especialmente com todas as almas. Ao atuar assim, a Hierarquia enfatiza exclusivamente o aspecto consciência de todas as formas; Seu atual agente de salvação e de serviço é a mente, quando se expressa por intermédio das mentes das pessoas humanitárias, de todos os aspirantes, de todos os discípulos (de todos os raios e graus) e de todos os iniciados; a Hierarquia pode também se expressar por meio das correntes mentais e das ideias e, por meio delas, plasmar Seus conceitos hierárquicos nas mentes embrionárias do grande público e das pessoas comuns; dirige também o trabalho de educação de todas as nações, de modo que as massas não evoluídas possam se tornar o grande público inteligente - em seu devido tempo.

Como bem sabem, a Hierarquia trabalha em três departamentos principais, ou através deles, cada um possuindo todo seu pessoal, sob as ordens dos três Grandes Senhores. Tratei disto com certo detalhamento no livro Iniciação Humana e Solar, assim como em outros escritos. No momento vocês não têm necessidade de mais informações, pois não lhes prestariam nenhum real serviço.

A Hierarquia trabalha também por intermédio dos sete Ashrams principais e seus Ashrams afiliados, e estes "sete que formam quarenta e nove” representam em sua totalidade os sete raios, com seus sub-ráios, e são os guardiões, transmissores e distribuidores das energias dos sete raios para os sete centros planetários e - via estes sete centros - para os do quarto reino da natureza (à medida que se desenvolvem ao longo dos eons) e em seguida, via os centros do quarto reino, para os sete centros do homem. É esta a síntese.

Os sete centros ou Ashrams principais da Hierarquia são presididos, cada um, por Mestres do grau de Chohan; os sete centros ou Ashrams subsidiários são presididos por Mestres e Adeptos (de quinta e quarta iniciação), ajudados por iniciados de terceiro grau e certos discípulos avançados e selecionados. Vários dos sete Ashrams afiliados ainda estão incompletos no tocante ao pessoal, mas os postos estão sendo rapidamente preenchidos, à medida que os efeitos espirituais da guerra mundial (1914-1945) se fazem sentir. Estes efeitos são muito reais e foram uma fonte de grande encorajamento para os trabalhadores hierárquicos.

Antes que a Hierarquia possa emergir (como é a sua intenção), a relação entre um Ashram principal e seus Ashrams subsidiários deve ser firmemente estabelecida, enquanto que a relação entre um Ashram principal e outros Ashrams principais deve se pronunciar de maneira definida e inquestionavelmente mais estreita com Shamballa, e passar pela influência desse grande centro de primeiro raio. A energia que alinhará e adaptará os quarenta e nove ashrams subsidiários é a de segundo Raio de Amor-Sabedoria. Porém, o que produzirá um impulso de adaptação e de alinhamento similar nos sete Ashrams principais é a energia de primeiro Raio de Vontade ou Poder. Com isso lhes dei um elemento dos mais importantes de informação ocultista, mas sem importância para vocês individualmente; serve, porém, para dar uma prova da relação oculta significativa entre os três centros planetários. Assim como o terceiro centro planetário, a Humanidade, alcançou agora um ponto de desenvolvimento inteligente, de modo que pode estabelecer uma relação mais estreita entre ela e a Hierarquia, também a Hierarquia, como unidade, avançou, de maneira que uma correspondente relação mais estreita pode ser estabelecida entre Ela e Shamballa. Assim como a relação entre a Hierarquia e a Humanidade se estabelece por meio dos aspirantes, discípulos e iniciados em existência física, que respondem em certa medida ao amor-sabedoria do universo, e trabalham principalmente através das pessoas inteligentes em encarnação, do mesmo modo está se estabelecendo uma relação mais estreita entre Shamballa e a Hierarquia, por meio dos Ashrams principais, e não por meio dos secundários. Temos assim uma situação que poderia ser descrita, mais ou menos, da seguinte maneira:

I. Primeiro Centro Planetário - Shamballa - Atuando por

1. Os sete raios ou os sete Espíritos ante o Trono.
2. Certos grandes Intermediários.
3. A Câmara do Conselho do Senhor do Mundo.

II. Segundo Centro Planetário – Hierarquia - Atuando por

1. Os sete Chohans principais e Seus Ashrams.
2. Os quarenta e nove Mestres dos ashrams secundários.
3. A totalidade dos ashrams secundários.

III. Terceiro Centro Planetário – Humanidade - Atuando por

1. Discípulos em encarnação - dos sete tipos de raio.
2. O Novo Grupo de Servidores do Mundo.
3. A totalidade das pessoas humanitárias, educadores e homens de boa vontade.

Trata-se aqui apenas de um quadro aproximado, e nem é totalmente exato; no entanto, demonstrará certas linhas diretas de contato e de relações que são verdadeiras e que bastarão para dar uma ideia geral do novo alinhamento que está se estabelecendo entre os três centros planetários principais, requerendo novos reajustes.

Neste momento específico, a ênfase dos alinhamentos e adaptações necessários diante da Hierarquia coloca-se na atividade dentro da própria Hierarquia. Os ashrams secundários são estimulados; gradualmente formam-se novos, pois ainda não há quarenta e nove ashrams menores; os postos vagos nos Ashrams principais estão sendo preenchidos o mais rapidamente possível, extraindo-se das posições dos que trabalham nos ashrams menores, cujos lugares são ocupados por discípulos aceitos que estão se capacitando para este trabalho por meio da experiência, das dificuldades e da tensão do serviço mundial. Todas estas mudanças necessitam de muitos reajustes. O trabalho interno de alinhamento hierárquico está a cargo dos Chohans dos Ashrams principais, enquanto que a tarefa de supervisionar as adaptações internas que decorrem dos novos alinhamentos e a admissão de novo pessoal é acompanhado e dirigido pelos quarenta e nove Mestres que têm a Seu cargo os ashrams menores - sejam ashrams que comportem o que se considera um efetivo completo de trabalhadores, ou ashrams embrionários, dos quais já há um bom número.

Um dos resultados deste alinhamento e reajuste hierárquicos será o estabelecimento, pela primeira vez, de interação e movimentação fluido entre os três centros planetários. Atualmente, os Chohans saem da Hierarquia e entram na Câmara do Conselho do Senhor do Mundo, ou em um dos Sete Caminhos; os Mestres seniores, encarregados de Ashrams, estão tomando graus superiores de iniciação e o grau de Chohans; os iniciados acima do terceiro grau estão tomando rapidamente a quarta e a quinta iniciações e se tornando Mestres (tomando as duas iniciações em uma só vida), e seus postos estão sendo ocupados por iniciados menores, os quais, por sua vez, estavam instruindo discípulos para que ocupem seus postos até que, neste processo de substituições e recolocação cheguemos à porta que simbolicamente se encontra entre a humanidade e a Hierarquia e que agora está bem aberta, de maneira que discípulos aceitos estão tomando a iniciação, os discípulos consagrados estão sendo aceitos e os discípulos em aceitação estão prestando juramento.

Assim, um grande e novo movimento está em curso, ocorrendo intercâmbio e interação enormemente aumentados. Assim continuará até o ano 2025 d.C. Nos anos que transcorrerem de agora até então , grandes mudanças acontecerão e a grande Assembleia Geral da Hierarquia - que se reúne, como de costume a cada século - de 2025, com toda probabilidade definirá a data para a primeira fase da exteriorização da Hierarquia. O ciclo atual (de agora até aquela data) é tecnicamente chamado de "a Etapa do Precursor”. É de natureza preparatória, de teste dos métodos, e destinada a ser reveladora em suas técnicas e resultados. Portanto, como poderão ver, os Chohans, Mestres, iniciados, discípulos mundiais, discípulos e aspirantes afiliados à Hierarquia estão todos passando por um ciclo de grande atividade.

O alinhamento em rápido avanço torna necessário um reajuste, e os membros da Hierarquia estão se adaptando para o trabalho objetivo de expressão pública, o que comporta muito mais dificuldades do que podem supor ou imaginar, porque se trata de desenvolver uma forma de "resistência à atração da vibração inferior” sobre a qual vocês nada sabem, pois essa vibração inferior é um aspecto necessário da expressão normal de vocês - por menos que gostem de perceber isso. É preciso que compreendam que nos Mestres e iniciados superiores nada existe que possa responder a vibrações desta natureza. Embora Eles não possam absorvê-las, reagir a elas nem voltar a desenvolvê-las, elas podem Lhes causar o mais intenso mal-estar e dor; por esta razão, o Filho de Deus, no Antigo Testamento, é chamado de "varão das dores e experimentado no sofrimento”. Na realidade isto não se referia a que Ele sofresse pela pobre e miserável humanidade (segundo a interpretação egoísta da teologia ortodoxa), mas ao fato de que tinha de se submeter ao contato com a humanidade. Portanto, a Hierarquia está Se preparando nestas linhas (muitas das quais não posso indicar nem desenvolver aqui), a fim de experimentar a manifestação física; está Se esforçando também para "criar” o necessário mecanismo de resposta que será de tal natureza que os Membros da Hierarquia possam atuar com a mínima dificuldade e um mínimo de obstáculos sobre a Terra; deste modo, Lhes será permitido dedicar todo o tempo e atenção ao trabalho que deverão realizar quando estiverem em manifestação física.

Estão Se esforçando também para estabelecer uma relação telepática mais estreita e íntima (embora estritamente impessoal) com Seus discípulos de todos os raios, para que haja um livre intercâmbio de pensamento e, em consequência, melhor integridade hierárquica que não poderá ser rompida nem minorada - independente do que possa acontecer nos três mundos.

Embora para Eles não exista o plano astral, nem tampouco a miragem, devem aprender algo muito particular: trabalhar no plano astral (porque ele existe para a humanidade e para o reino animal), atravessar esta região de miragem, e depois "usar a luz para dissipar a névoa” de maneira que até agora era desnecessária. Nenhuma destas informações fará sentido para vocês, procuro apenas registrá-las para aqueles que virão depois de vocês. Pouco mais posso lhes dizer sobre esta questão de reajuste e alinhamento na Hierarquia, o que avança rapidamente, e à medida que os discípulos demonstrem, no plano físico externo e nos três mundos, sua afiliação a um ashram, participarão deste duplo processo. Estão preparados?

Em Relação com a Câmara do Conselho de Sanat Kumara, o Senhor do Mundo

Como este tema diz respeito a uma das sete metas para a qual os Mestres Se dirigem depois da quinta iniciação, será evidente que pouco posso dizer. Um dos sete Caminhos para os quais o Caminho da Evolução Superior prepara os iniciados seniores é o Caminho do Serviço na Terra. Como bem sabem, este Caminho mantém os Mestres ligados ao serviço nos três mundos durante um período mais prolongado que a média. Implica um enorme sacrifício. Assim como o discípulo deve viver uma vida dual, com uma parte de sua natureza reflexiva e perceptiva centrada na vida da Hierarquia e outra parte de sua resposta mental centrada simultaneamente na vida dos três mundos, da mesma maneira o Mestre, quando escolhe este caminho, faz parte integrante da Câmara do Conselho do Senhor do Mundo e, de maneira simultânea, trabalha conscientemente nos três mundos passando pela Hierarquia (da qual também faz parte) e com os reinos humanos e subumanos da natureza. À medida que a evolução prossegue, trabalhará mais e mais por meio da humanidade, porque a humanidade assumirá suas responsabilidades como o macrocosmo do microcosmo menor. Esta atividade dual implica em muito treinamento especializado e, à medida que o processo iniciático se tornar exotérico e os homens de todas as partes o reconhecerem e participarem dele, o treinamento pelo qual os Membros da Hierarquia também passam não será tão secreto e misterioso como é hoje. Mas ainda não chegou o momento de torná-lo público.

Nesta altura só é possível fazer certas generalizações, algumas das quais já são conhecidas, porque são tão amplas que o que incluem e implicam é evidente. Por exemplo, diz respeito ao "centro onde a Vontade de Deus é conhecida”. Em Shamballa trabalham Aqueles que unificaram a vontade de Sua personalidade com a vontade universal, e tal unificação traz inevitavelmente o conhecimento. Porém, não é conhecimento como vocês o entendem. É uma mistura de sabedoria baseada no conhecimento, de compreensão baseada na percepção intuitiva e de identificação baseada no alinhamento, no sentido esotérico. Não existe palavra em nenhum idioma para designar esta condição ou estado de consciência, e somente o uso (competente) da mente abstrata tem alguma possibilidade de lhes transmitir um conceito, embrionário no máximo. Entretanto, este tipo de concepção imaginativa será mais comum durante os próximos dois séculos e, portanto, minhas palavras servirão a um propósito último. Aqueles Que formam a Câmara do Conselho do Grande Senhor não se forjaram um conceito errado a respeito da Sua vontade, porque a vêm em sua totalidade. Paulo, o iniciado, alude a isto em uma das suas Epístolas; estava então em contato com certos Membros da Hierarquia e concernia ao tema do Amor, tema e motivação fundamentais da Hierarquia. Disse-lhes:

"Agora estamos vendo através de um vidro escuro, mas então veremos frente a frente; agora sabemos em parte, mas então saberemos, assim como somos conhecidos”. Com isso indica o futuro progresso da Hierarquia - progresso que ainda é só uma vaga promessa, que carece de forma e configuração. No entanto, ele escrevia para iniciados, para os quais o amor era uma preocupação vital e crescente, e para os quais o amor e sua prática significavam luz e motivação básica de toda atividade viva e divina. Não é possível revelar a vontade de Deus nem o Propósito motivador da manifestação do Seu Eu, a não ser para aqueles que demonstraram o amor perfeito e não abrigam nenhum sentimento de desunião, nem a mais leve tendência à separatividade.

Em Shamballa, as Grandes Vidas Que ali atuam não só veem a manifestação em sua totalidade e fora de toda limitação do tempo, como sentem todos os principais impulsos da evolução que estão colocando o mundo que se desenvolve em linha com a Vontade divina. Elas encarnam esses impulsos não em termos de movimento progressivo, mas em termos de uma só grande reação divina e espiritual. Talvez vocês possam entender melhor essa ideia em termos do Eterno AUM, que é o símbolo do Eterno AGORA. Foi dito e demonstrado que o AUM é composto por um Som maior, três sons menores e sete tonalidades vibratórias subsidiárias. O mesmo acontece com a Vontade de Deus, que está encarnado e é mantido em síntese pelos Membros da Câmara do Conselho. Para esses últimos, à medida que "mantêm a Vontade de Deus em solução trata-se de uma única e clara nota; quando veem essa Vontade em movimento, são os três acordes permanentes que exteriorizam em todos os mundos o propósito d’AQUELE que, durante éons permanecerá; quando impulsionam essa vontade a se manifestar, são sete tonalidades vibratórias traçando nos mundos refletidos a estrutura do Plano. Assim, a nota, os acordes e o tom produzem o Plano, revelam o Propósito e indicam a Vontade de Deus”. Temos aqui uma citação extraída de certos arquivos antigos que os Mestres estudam; referem-se à natureza de Shamballa, seu trabalho e energias que fluem.

Como Shamballa constitui a síntese da compreensão no que diz respeito à Terra, é também o centro onde a Vontade mais elevada do Logos solar é imposta à Vontade do nosso Logos planetário que, como bem se sabe, é somente um centro do Seu grande corpo de manifestação. Este dado de informação em nada os impacta; os próprios Mestres estão aprendendo a conhecer a Vontade do Logos planetário; o objetivo do esforço em Shamballa, porém, é captar o Propósito solar, cujo Plano está se desenvolvendo nos níveis mais elevados do nosso sistema planetário, assim como a Vontade, o Propósito e o Plano de Shamballa são executados nos três níveis mais baixos do nosso sistema planetário. Além disso, este dado informativo só serve para indicar os objetivos hierárquicos, os quais se estendem além do tempo e do espaço, até a Mente do próprio Deus.

Há certos sinônimos que podem ajudar a desenvolver sua faculdade de síntese e com isso trazer uma verdadeira medida de iluminação:

SHAMBALLA HIERARQUIA HUMANIDADE
Síntese Unidade Separação
Vontade Propósito Plano
Vida Alma Aparência
Espírito Consciência Substância
Vitalidade Organismo Organização
Apreensão Polarização Foco de Atividade
Poder Impulso Ação
Energia Distribuição Forças
Direção Transmissão Recepção
Cabeça Coração Garganta

Ficará evidente como é pouco o que podem compreender da intenção de Shamballa, ao perceberem que não é fácil captar a real diferença entre unidade e síntese e, também, o quanto é impossível para eu tornar clara esta distinção. Só posso dizer que a síntese é, enquanto que a unidade é alcançada e é a recompensa da ação e do esforço. À medida que progredirem no Caminho da Iniciação, o significado de unidade fica esclarecido. Ao se dirigirem para o Caminho da Evolução Superior, a síntese emergirá. Seria inútil dizer algo mais.

Este problema da escuridão aparentemente impenetrável da intenção tal como é captada por Shamballa, da significação, da inescrutabilidade, da impenetrabilidade espiritual que se mantém, apesar de todas as flutuações nos três mundos da evolução humana e nos dois mundos do desenvolvimento super-humano, representa uma situação à qual a Hierarquia tem que se adaptar por meio do alinhamento. Em sua pequena escala, vocês estão se adaptando à Hierarquia pela construção constante do antahkarana e, assim fazendo, estão ajudando a construir o antahkarana que une a Humanidade com a Hierarquia - cujos primeiros fios foram estendidos pelo sacrifício de certos Filhos de Deus, quando a Hierarquia foi fundada na Terra. Hoje a Hierarquia trabalha para estabelecer os fios de ligação entre ela mesma e Shamballa, e grandes progressos já foram feitos. Aqui poderíamos agregar que nos últimos setecentos anos a corrente da Hierarquia foi concluída e com isso quero dizer que a ponte planetária de arco-íris que une os três centros principais passou a existir. A tarefa diante destes três centros principais, que trabalham em alinhamento pela adaptação, é fortalecer e embelezar (se assim posso expressar) e eletrificar esta ponte, produzindo assim uma intercomunicação planetária completa entre esses três centros e os quatro centros menores, de maneira que "o peso da Vontade de Deus, a dinâmica do Propósito de Sanat Kumara e o Plano de Seus Representantes possam progredir sem entraves de uma etapa a outra, de uma esfera a outra, e de uma glória a outra”.

Foi este estabelecimento completo da relação entre Shamballa, a Hierarquia e a Humanidade que gerou a crise planetária pela qual o mundo acaba de passar e, de certo ângulo, ainda está passando. Shamballa, como disse, pode chegar agora até a Humanidade, o terceiro centro maior, diretamente. Há, portanto, dois pontos de contato planetário: o primeiro, via a Hierarquia, como vem ocorrendo até agora; o segundo, conduzindo a energia em linha direta até a humanidade, sem transmissão e consequente modificação do impacto, como se fazia até agora. Quando esta linha direta de energia espiritual, dinâmica, elétrica, fez o primeiro impacto na Terra (depois do Grande Conselho realizado em 1825), primeiro despertou o pensamento dos homens em uma forma nova e inclusiva, produzindo as grandes ideologias; aguçou seu desejo de massa e registrou obstrução no plano físico. Ela percebeu que seu curso era entravado e descobriu que se confrontava com barreiras. A energia de Shamballa, por ser um aspecto do raio do destruidor, passou a "queimar”, nos fogos da destruição, todos os impedimentos nos planos dos três mundos. Foi esta a causa profundamente esotérica e não reconhecida da guerra - a benéfica erradicação do que impedia o livre fluxo da energia espiritual para o terceiro centro; foi este o fator que fez sair o "mal do seu "esconderijo”, e trouxe as forças opositoras à superfície da existência, antes que fossem "seladas”. Na medida em que foi assim, a humanidade, durante a Guerra Mundial (1914-1945), foi a desventurada vítima das circunstâncias espirituais; no entanto, do ângulo do passado histórico do homem, a humanidade foi quem engendrou o próprio destino, mas foi necessária a atividade esotérica de Shamballa e a atividade exotérica da humanidade durante milênios para precipitar as condições que viabilizassem este novo alinhamento e produzissem o selamento (que ainda continua lentamente), mergulhando a humanidade no vórtice da guerra. Esta energia descendente dinâmica, vinda do centro mais elevado, penetrou não somente no coração da humanidade, mas também nas profundezas do reino mineral, implicando também as expressões animais e vegetais da vida divina.

Em razão deste impacto direto de Shamballa sobre a Humanidade, sem passar pela Hierarquia, esta ficou livre para o trabalho de reabilitação e salvação, para a reconstrução e a para a aplicação das forças regeneradoras da ressurreição. A Hierarquia necessitava e acolhia favoravelmente este interlúdio, reconhecendo-o como um aspecto essencial do Plano.

O "ciclo do impacto de Shamballa” chegou agora ao fim; o chamado da humanidade ao Cristo e Sua Hierarquia voltou a enfocar a energia de Shamballa via a Hierarquia; o trabalho direto da Hierarquia com a Humanidade pode tomar um novo significado; pôde ser restabelecido em linhas um tanto diferentes, e assim trazer definidamente aquele "novo Céu e aquela nova Terra”, há tanto tempo esperados pelos homens. Isto levará tempo, mas as novas energias e as qualidades que delas emergem estão à altura da tarefa, aliviarão muito e produzirão grandes mudanças no devido tempo. Observarão, portanto, que a Hierarquia teve que enfrentar três reajustes, como resultado de estar deliberadamente "fora de alinhamento” com Shamballa e a Humanidade, embora apenas temporariamente. Isto foi simbolizado para nós na Crucificação, quando o Salvador pendia entre o céu e a terra. Estes reajustes são:

1. A adaptação às energias extraplanetárias que foram liberadas no centro mais elevado, o que foi possível por dois fatores:

a. O impacto direto de Shamballa sobre a Humanidade, ou da vontade sobre a inteligência. É um ponto importante a reconhecer.

b. O repouso temporário do princípio do amor, enquanto a Hierarquia esperava os resultados e efeitos deste impacto direto sobre a Terra.
Isto foi executado com eficácia, com muita destruição no mundo das formas

2. A adaptação a certas mudanças básicas na Hierarquia, em preparação para o processo de exteriorização que teve início neste século.

3. A adaptação a uma humanidade disciplinada e reorientada, trabalhando hoje no escuro, desnecessário dizer, tateando por caminhos desconhecidos, apelando à Hierarquia por mais luz e compreensão, mas desperta e alerta para mudanças.

Estes reajustes estão ocorrendo com rapidez; a técnica empregada é o realinhamento, mediante uma ação deliberada da Vontade, no que diz respeito a Shamballa, e por uma efluência de Amor, no que diz respeito à humanidade. Este Ato de Vontade é realizado pelos três Chefes de Departamento da Hierarquia, guiados pelo Cristo, e pelos Chohans dos sete Ashrams principais. Constituem um grupo de dez, ao qual foi confiada esta tarefa, porque são os únicos membros da Hierarquia que possuem as qualificações necessárias, e nos quais o aspecto Vontade está adequadamente desenvolvido. A tarefa de fazer afluir o princípio de Amor de maneira nova e dinâmica está sendo executada por todos os Mestres e todos os iniciados que tomaram a terceira iniciação. Esta corrente de amor se concentrará em cada Lua Cheia próxima, em um ato especial ou uma manifestação de amor.

Observarão também o quanto a Hierarquia está totalmente absorvida no trabalho de preparação para a sua exteriorização, e nos planos e atividades que conduzirão a uma renovada atividade interna que não se baseia na carência anterior de unidade ou integridade, mas na absorção de novas energias disponibilizadas via Shamballa, dessas forças extraplanetárias às quais já me referi. Esta tarefa de reorganização, que precede o movimento para o exterior estará concluída em torno de maio de 1946. Então começará a tarefa do novo alinhamento com a humanidade, e o grande trabalho empreendido prosseguirá por vários séculos.

Em Relação com a Humanidade

Não tratarei aqui do trabalho a se realizar nos próximos séculos com a humanidade e através dela, que é a meta de todas estas adaptações - pelo menos até onde diz respeito ao interesse atual. Abordarei apenas as atividades da Hierarquia no que ela estabelece - sobre uma base mais potente - um contato mais direto com a humanidade. Desde 1925 a Hierarquia tem dirigido Seus pensamentos para os homens, mas não vitalizou, como fará um dia, os movimentos religiosos ou as igrejas de todos os países, nem o trabalho de educação em todas as regiões, nem as atividades que visem ajudar os homens por meio dos movimentos beneficentes. Sentiu-se que era necessário que a humanidade mostrasse à Hierarquia, assim como a si mesma, a natureza dos impulsos para o amor e o altruísmo que podem já ter sido estabelecidos, fazendo-o sem coerção nem influência hierárquicas, desta maneira demonstrando já possuir aquilo com o que se poderia contar como inato e presente, de maneira viva e criadora. A demonstração foi boa; a humanidade demonstrou amor criador, do qual a boa vontade e os esforços humanitários são os aspectos inferiores. A demonstração foi melhor do que se esperava, e este novo e vital realinhamento entre a Hierarquia e a humanidade é agora possível em toda sua beleza, e pode ser implementado sem perigo. A Hierarquia é hoje guardiã de um poder muito maior que antes, devido à Sua adaptação a Shamballa.

Esta readaptação hierárquica à humanidade está se realizando neste momento nos Ashrams, estabelecendo centros magnéticos que, por meio de sua atividade dirigida, influenciarão a humanidade no futuro processo de reorientação levado em grande escala. Ao estudar isto, é preciso lembrar que não são centros nem concentrações de esforços, mas grupos de discípulos, cuja qualidade está orientada para a humanidade, e cujo poder mental atuará magneticamente sobre os aspirantes e pessoas humanitárias e, através deles e suas atividades de boa vontade, chegarão e farão impressão nos homens de todas as partes. A adaptação feita neste momento é, portanto, entre grupos hierárquicos e grupos de homens e mulheres da Terra; como já disse, pretende-se que a própria humanidade seja a salvadora do mundo, trabalhando com a ajuda da Hierarquia - até aqui invisível, por trás das cenas. Quando este trabalho intermediário de salvação estiver realizado, a Hierarquia então Se exteriorizará.

Portanto, podem imaginar as adaptações que são feitas em todos os ashrams, em preparação para tudo isto - embora não fale disso - e podem imaginar o efeito geral que estas adaptações e alinhamentos inter-hierárquicos produzem nos discípulos e aspirantes do mundo, sendo inútil dizer que serão os primeiros a responder a esta atividade. Como tudo isto está acontecendo no atual e difícil período de reabilitação do mundo, a imensidão do problema envolvido e a qualidade da tensão são anormais. Hoje as coisas não estão fáceis para os discípulos, e a Hierarquia está bem ciente disso. Este fato implica também para seus membros em um outro aspecto mais da adaptação hierárquica. Eles têm, em prol do trabalho a realizar - que estabelecer um alinhamento mais estreito entre os ashrams internos e os grupos externos, entre Eles mesmos e os discípulos mais antigos que carregam o fardo do serviço mundial externo; este alinhamento deve também se estender aos discípulos seniores e iniciados e os trabalhadores na Terra.

A pureza dos motivos que animam a Hierarquia surgirá constantemente e com maior clareza nas mentes de vocês, quando procurarem compreender seus problemas, mesmo que em ínfima medida. Há outros problemas que vocês desconhecem - relativos às novas energias que são vertidas no nosso planeta, impessoal e dinamicamente; problemas das novas tensões, decorrentes de alinhamentos novos e mais fortes; problemas que concernem à iluminação e às reações humanas, frente à escuridão que o mal iniciou; problemas do aumento do pessoal, o que perturba o ritmo, mas que é necessário diante da demanda de trabalhadores; problemas relativos ao desenvolvimento e treinamento dos membros da Hierarquia no Caminho da Evolução Superior, mais outros problemas decorrentes da crise planetária, da Iniciação do Senhor do Mundo e da surpreendente demonstração do êxito do processo evolutivo até o momento atual. Este êxito foi comprovado pelo alinhamento para a interação direta dos três centros planetários principais - Shamballa, a Hierarquia e a Humanidade.

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