Preparando-se para a Semana do Festival do Novo Grupo de Servidores do Mundo
Janeiro 2026

Estimado (a) companheiro (a).

A cada sete anos, as energias de Capricórnio são ampliadas pelas forças de “uma constelação ainda maior, que representa para o nosso zodíaco o que o zodíaco representa para a Terra”. O Tibetano afirmou que o período de impacto — de 21 a 28 de dezembro — deve ser considerado “preeminentemente a Semana do Festival do Novo Grupo de Servidores do Mundo e… este período deve ser aproveitado ao máximo e preparativos especiais devem ser feitos”. O Festival será celebrado novamente este ano, e todos aqueles cujo trabalho de serviço é guiado pelos escritos do Tibetano planejarão aproveitar ao máximo esta oportunidade. Em 2026, haverá duas luas cheias em Capricórnio: em 3 de janeiro e 24 de dezembro, esta última ocorrendo durante a Semana do Festival. Somos informados de que, quando estas coincidirem, “a oportunidade será muito significativa”. (1)

Ao longo da Semana do Festival, trabalharemos em grupo para transmitir a visão do Tibetano de uma nova ordem mundial à consciência do Novo Grupo de Servidores do Mundo. Isso, naturalmente, é algo que fazemos durante cada período de lua nova, quando usamos a meditação, Fortalecendo as Mãos do Novo Grupo de Servidores do Mundo.

Uma compreensão clara e objetiva dos assuntos mundiais é necessária para que este trabalho seja eficaz, como deixa claro o seguinte trecho de A Exteriorização da Hierarquia:

“Quando esta visão da nova ordem mundial for compreendida por homens e mulheres de boa vontade em todas as nações e quando se tornar parte da vida e da mente de cada discípulo e aspirante, o próximo passo será estudar os fatores que impedem sua materialização. Para isso, ampla tolerância e uma mente imparcial são essenciais, e essas qualidades são raras no estudante comum.” p. 242.

Uma compreensão mais profunda do pensamento do Tibetano ainda está em andamento (pp. 242-4.) e merece profunda reflexão ao longo do ano. 2025 foi marcado por enormes momentos de crise e tensão nos assuntos globais, e parece provável que isso continue em 2026. Podemos esperar que o mundo esteja preparado para o efeito devastador que a intensificação das influências capricornianas terá sobre os padrões de pensamento cristalizados. Dizem-nos que isso acontece “quando a cristalização atinge certo grau de densidade e alcança o que se chama de ‘dureza’, para a liberação da vida e a reconstrução da forma”. Talvez esta Semana do Festival marque o momento em que “um ponto de emergência” se desenvolve — uma onda caracterizada por pessoas de boa vontade em todos os lugares, unindo-se para desafiar as forças da ganância e da corrupção que tiveram um impacto tão devastador na atual ordem mundial. Como o livro Problemas da Humanidade deixa claro:

“A razão pela qual existem políticos ambiciosos e o planejamento tão ambicioso em tantos dos homens que lideram o mundo pode ser encontrada no fato que os homens e mulheres de mentalidade espiritual ainda não assumiram - como seu dever e responsabilidade espirituais – a liderança do povo. Eles deixaram o poder em mãos erradas e permitiram que o egoísta e o indesejável assumissem a liderança.” (2)

A transferência de poder para uma liderança mais esclarecida dificilmente ocorrerá sem conflitos, e é lamentável que isso possa acarretar mais dor e sofrimento humanos num futuro próximo. Mas, ao mesmo tempo, podemos também esperar maior discernimento por parte da humanidade na tomada de decisões, colocando indivíduos esclarecidos em posições de poder apropriadas pelas razões certas. Dois fatores intimamente relacionados — dor e discernimento — estão impulsionando rapidamente a evolução da consciência humana neste momento, mesmo que isso seja difícil de perceber. Esta passagem esclarecedora do Tratado sobre Magia Branca aprofunda ainda mais a questão:

“... Quando, todavia, nós olhamos para a humanidade como um todo e lançamos nossos olhos para trás, para o desenvolvimento racial passado, nós podemos ver como a energia mental tem um efeito muito definido e produzido resultados notáveis. O uso de dois fatores diferencia o homem do animal, seja através do seu uso consciente ou inconsciente. Ambos estão latentes no animal, mas o homem é a única entidade nos três mundos que pode conscientemente colher benefícios deles. Um desses fatores é a dor, o outro é a faculdade de discriminação. Através da dor e um subsequente processo de análise, de relação mais memória e visualização, o homem aprendeu o que evitar e o que cultivar. Isto trabalha no reino dos acontecimentos do plano físico e da experiência sensorial. Através do discernimento quanto às ideias e quanto ás correntes de pensamento, o homem aprendeu a decidir sobre em que basear suas atividades em todos os departamentos dos assuntos humanos, muito embora ele tenha um imperfeito alcance da verdadeira natureza das ideias e sua aplicação das verdades sentidas seja bastante imperfeita. Que ele muitas vezes escolha imprudentemente, que as ideias governando a conduta grupal não sejam as mais elevadas, que a opinião pública seja proverbialmente modelada por interesses pessoais e egoístas pode ser muito tristemente verdadeiro. Todavia - através da dor e do aprendizado da utilização do poder de escolha no reino das ideias - o homem está firmemente forjando adiante, na direção da plena liberdade e do pleno controle da terra, o que é seu direito de herança.” (pp. 357-8)

Este texto é seguido por uma passagem do que é chamado no Antigo Comentário; ele é “expresso em linguagem simbólica” e conclui com este poderoso chamado:

"Usai a dor. Chamai pelo fogo, oh, Peregrino em terra estranha e estrangeira. As águas removem a lama e o limo do crescimento da natureza. Os fogos queimam as formas que obstruem, que parecem reter o peregrino e assim trazem alívio. As águas vivas, como um rio, arrastam o peregrino para o Coração do Pai. Os fogos destroem o véu que oculta a face do Pai".

Estas palavras inspiradoras foram o que nos levou a escolher a seguinte nota para a Conferência da Escola Arcana deste ano:

“Que os fogos da Vida Grupal destruam o véu que oculta a Face do Pai.”

Adaptamos esta instrução para trabalhar com ela tanto de uma perspectiva grupal como global. Enquanto o mundo continua a atravessar uma experiência de terra arrasada, parece ser o momento adequado para estimular poderosamente a consciência do Novo Grupo de Servidores do Mundo com a apresentação do Tibetano de um governo mundial interior guiado pelo Cristo — atrás de Quem e “... dirigindo toda evolução, está o REI, o Senhor do Mundo, Sanat Kumara, a Juventude de Verões Eternos e a Fonte da Vontade (demonstrando-se como Amor) do Logos Planetário.” (3)

A remoção do véu que oculta a Face do Pai implica uma compreensão cada vez maior da relação psicológica entre dor e discriminação, e como essa relação impulsiona a evolução humana. É uma perspectiva que, uma vez compreendida, esclarece a natureza dos problemas do discípulo individual, do discípulo em grupo e da própria humanidade (que permanece como um discípulo mundial). As soluções para todos os problemas humanos tornam-se evidentes a partir dessa perspectiva profunda, porém, em última análise, simples. Esta perspectiva simplifica os processos de pensamento para abarcar o que poderia ser chamado de inspiração do senso comum: uma fusão equilibrada de energia espiritual e material que tem um efeito tanto de ancoragem quanto de elevação. De uma perspectiva esotérica, é a energia da sabedoria amorosa inundando a mente concreta: a energia do segundo raio atuando através do quinto. Ou, como Samuel Taylor Coleridge proclamou em palavras simples, porém profundas, que todos podem entender: “O bom senso, em um grau raro, é o que o mundo chama de sabedoria.”

Em iluminado companheirismo grupal,

Grupo da Sede
ARCANE SCHOOL
Escola Arcana

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1. Psicologia Esotérica Vol. II, pp. 195-6
2. Problemas da Humanidade, pp. 168-9
3. Iniciação Humana e Solar, p. 38

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