Os Semeadores
“ ... o semeador espalha amplamente as sementes. O vento leva muitas delas, mas o semeador canta, pois para ele, o campo não está vazio. Para ele, é indiferente qual dos segadores colherá sua safra e quem armazenará as novas sementes. O trabalhador mais digno de confiança é encarregado da semeadura. O campo é vasto, mas a mão experiente não se cansa.”
Assim reza um dos mais belos versos do Agni Yoga. Foi assim que conheci o grupo que chamo de Os Semeadores.
Não me recordo de onde ou de quem surgiu o convite para a visita ao grupo da Fundação Cultura do Espírito - Universidade da luz, na Rua Ouro Branco 38 em Belo Horizonte. O grupo era (e ainda é) constituído de maioria feminina, mulheres aguerridas, falantes e simpáticas sob o comando da guerreira Dra. Aurora. Como estudante dos ensinamentos do Mestre Tibetano, não foi difícil me identificar com todos tornando-se um encontro fértil e prazeroso.
Corria o final da década de 1990. Desde então, lá participei de inúmeros encontros, festivais, seminários e palestras. Conheci pessoas extraordinárias de alta capacidade intelectual e humanitária.
De todos esses encontros, um sobressai em minha memória por sua singularidade e expectativa de estar à altura do acontecido. Fui convidado, entre outras pessoas, para uma alocução em um encontro solene na Fundação, ocorrido em outubro de 2001. O assunto era livre dentro dos ensinamentos do Mestre Tibetano/Alice Bailey. Levei o discurso impresso, o que me trouxe alívio. O outro palestrante era a insigne Professora Tânia Gonçalves de Araújo, Diretora Cultural da Fundação Cultural Avatar, na época. Demonstrando carinho e veneração à Professora li o meu discurso “A Harmonia Emergente do Caos” (*). Foi gratificante.
Por possíveis esquecimentos, deixo de citar nomes de inúmeras pessoas conhecidas neste já longo período.
Cito, novamente, o Agni Yoga como incentivo aos Semeadores:
“Leva, ó pássaro, o Ensinamento; e em teu voo, entrega-o àqueles que vivem na expectativa de recebê-lo.”
JCBernardes
20.01.2026
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