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OS TRABALHOS DE HÉRCULES


4º Trabalho

A Captura da Corça - Parte II
(Câncer, 21 de junho - 21 de julho)

Qualidades do Signo

Câncer é chamado o Caranguejo e, segundo os gregos, foi o caranguejo que Hera enviou para morder o pé de Hércules. (Este símbolo é novamente encontrado no vulnerável “calcanhar de Aquiles”.) Este é um modo interessante de expressar as dúvidas no processo de encarnação e de ilustrar os obstáculos que perturbam a alma enquanto ela percorre o caminho da evolução. Simboliza as limitações de toda encarnação física, pois Caranguejo é um dos dois grandes portões do zodíaco. É o portão para o mundo das formas, para a encarnação física, e o signo onde a dualidade da forma e da alma é unificada no corpo físico.

O signo oposto a Caranguejo é Capricórnio, e esses dois constituem os dois portões, sendo um, o portão para a vida da forma e o outro, o portão para a vida espiritual; um abrindo a porta para a forma da massa da família humana, e o outro para o estado de consciência universal, que é o reino do espírito. Um marca o começo da experiência humana no plano físico, o outro marca o seu clímax. Um significa potencialidade, e o outro, consumação.

Sabemos que Cristo deu a Pedro as chaves do céu e da terra; deu-lhe, portanto, as chaves destes dois portões. Lemos:

“Jesus dá a Pedro... as chaves dos dois principais portões do zodíaco, que são os dois pontos solsticiais, os signos zodiacais de Caranguejo e Capricórnio, chamados os portões do sol. Através de Caranguejo, ou o portão do homem, a alma desce à terra (para unir-se ao corpo), o que constitui a sua morte espiritual. Através de Capricórnio, o “portão dos deuses”, ela reascende ao céu.” (E. Valentia Straiton, A Nave Celestial do Norte, Vol.ll, pag. 206)

No zodíaco de Dendera, o signo de Câncer é representado por um escaravelho, chamado no Egito, scarab. A palavra “scarab” significa “apenas gerado, originado”; representa, pois, o nascimento em encarnação, ou, em relação ao aspirante, o novo nascimento. No antigo Egito o mês de junho era chamado “meore”, que novamente significa “renascimento”, e assim, tanto o signo quanto o nome do mês enfatizam a ideia da tomada de forma e da entrada em encarnação física. Em um antigo zodíaco hindu, que data de cerca de 400 a.C., mais uma vez o signo é representado por um escaravelho.

Por sua vez os chineses chamam este signo de “pássaro vermelho”; pois vermelho é o símbolo do desejo e o pássaro é o símbolo daquele atirar-se para a encarnação e tomar aparência no tempo e espaço. O pássaro aparece frequentemente no zodíaco e em antigas histórias mitológicas, Hamsa, o pássaro da tradição hindu, “o pássaro fora do tempo e do espaço”, representa igualmente a manifestação de Deus e do homem. Partindo da escuridão, lança-se o pássaro e, voando, cruza o horizonte à luz do dia, desaparecendo novamente na escuridão. A palavra inglesa “goose” (ganso) tem a mesma raiz sânscrita e chegou à língua inglesa através do islandês; quando um inglês diz que alguém é um “goose”. (“What a goose you are” - “Como você é tolo”) está realmente fazendo uma afirmação bastante esotérica; está dizendo a outro ser humano, “você é o pássaro fora do tempo e espaço, você é a alma tomando forma; você é Deus em encarnação!”

O caranguejo vive parcialmente na terra e na água. É, por isso, o símbolo da alma habitando o corpo físico, mas vivendo predominantemente na água, que é o símbolo da natureza emocional, das sensações.

Esotericamente, Caranguejo é regido pela lua, que é sempre a mãe da forma, e que controla as águas e as marés. Portanto, neste signo, a forma é dominante e constitui um empecilho. O caranguejo constrói sua casa ou carapaça e carrega-a às costas, e as pessoas nascidas neste signo são sempre conscientes de tudo que construíram; geralmente são exageradamente sensíveis e emocionais, sempre procurando esconder-se. O nativo de Câncer é tão sensível que é difícil lidar-se com ele, e às vezes, tão indefinido, que é quase impossível compreendê-lo ou classificá-lo.

A Cruz Cardinal

Caranguejo é um dos braços da cruz cardinal. Um dos braços é Áries, o símbolo do começo, do início, da vida subjetiva, do estágio pré-natal, ou involução, e do primeiro passo, seja para tomar forma, seja para a libertação espiritual. Um terceiro braço da cruz é Libra, a balança, a escolha entre, o começo da caminhada sobre o “o estreito caminho do fio da navalha”, a que Buda frequentemente se refere. Capricórnio, o quarto braço, novamente é nascimento, o nascimento do salvador do mundo, nascimento para o reino espiritual, nascimento que leva para fora do mundo da matéria, para o mundo do ser. Involução, encarnação, expressão, inspiração são as quatro palavras que expressam a história da cruz cardinal nos céus. (A cruz do iniciado).

As Estrelas

Não há estrelas brilhantes em Caranguejo, nenhuma que se destaque por seu brilho, porque Caranguejo é o signo daquele que se esconde, que se retira para trás daquilo que foi construído. Não é uma constelação que se destaque. É interessante observar que não existe uma palavra hebraica para “caranguejo”; este é considerado impuro e não é mencionado. Assim é vista a forma material do ângulo do espírito, e os esoteristas dizem que o corpo físico denso não é um princípio. (A substituição do escaravelho sagrado dos egípcios pelo caranguejo aparece como um reconhecimento da qualidade do Caranguejo nos seus aspectos mais elevados quando o nativo é um aspirante ou discípulo, pois nós damos a volta ao zodíaco muitas vezes.)

Há oitenta e três estrelas neste signo, sendo que a mais brilhante é de terceira magnitude, e exatamente no centro da constelação há um aglomerado de estrelas: Presépio, a manjedoura, que os modernos astrônomos chamam “a colmeia”. Esta última designação é um maravilhoso símbolo da organização coletiva da família humana, e uma das razões porque é sempre considerado como um signo de massa. E o instinto que rege a massa; por essa razão Caranguejo é o signo do instinto, da vida da manada, da reação da massa. Representa a mente subconsciente, o instinto hereditário, e a imaginação coletiva. Representa, individualmente, a totalidade da vida e a consciência das células no corpo, e aquela vida instintiva e coletiva, que é grandemente subconsciente no homem, mas que sempre exerce influência sobre seu físico e, subjetivamente, sobre sua mente inferior e sua natureza emocional.

O nativo não desenvolvido de Caranguejo está imerso na massa; é uma parte inconsciente do grande todo, e é aqui que reside o problema, uma vez que o homem comum de Caranguejo - assim como o aspirante que está executando o trabalho deste signo - está sujeito ao impulso para destacar-se da massa à qual está preso pelo instinto, e a desenvolver a intuição que lhe permitirá erguer-se acima dela. Este signo é às vezes chamado “o ataúde” pelos hebreus, porque marca a perda da identidade, enquanto que os primitivos cristãos chamavam-no “o túmulo de Lázaro”, aquele que foi erguido de entre os mortos. Nestas palavras, “ataúde”, “túmulo”, “caranguejo” e “útero” que também às vezes é usada em referência ao Caranguejo, está indicada a ideia da vida oculta, da forma que vela, da potencialidade e da luta contra as circunstâncias que eventualmente produzirá, em Leão, a emergência do indivíduo e, em Capricórnio, o nascimento de um salvador do mundo. Definitivamente, portanto, retrata a luta que se desenrola na vida do aspirante para que o instinto possa dar, finalmente, lugar à intuição.

Unificação com Capricórnio

E interessante fazer um contraste entre os dois signos, Caranguejo e Capricórnio, pois aquilo que é indicado em Caranguejo é consumado em Capricórnio. Caranguejo representa o lar, a mãe. É pessoal e emocional, enquanto que Capricórnio representa o grupo no qual a unidade entra conscientemente, e também “o pai de tudo que é”. O portão de Caranguejo é atravessado pelo processo de transferência do estado animal de consciência para o humano, ao passo que o portão de Capricórnio é atravessado através da iniciação. Um processo é inevitável, subconsciente e potencial; o outro é autoiniciado, autoconsciente, e potente. Caranguejo representa a forma da massa, a alma coletiva animal; Capricórnio representa o grupo, a alma universal.

O Câncer foi originalmente chamado o mês de nascimento de Jesus; Capricórnio, como sabemos é o mês de nascimento de Cristo e, ao longo dos séculos, no dia vinte e cinco de dezembro, é celebrado o nascimento do salvador do mundo; porém, em tempos muito remotos, o nascimento dos infantes deuses do sol acontecia em Câncer.

“O nascimento do menino Jesus, tendo sido arbitrariamente estabelecido pelos sacerdotes, criou uma séria discrepância, pois que sabemos que ele nasceu numa manjedoura. A manjedoura é encontrada no signo do solstício do verão, a constelação do Caranguejo, que era chamada o portão do sol, através do qual se dizia que as almas desciam do seu lar celestial para a terra, assim como no solstício do inverno em dezembro, dizia-se que elas retornavam ao seu lar celestial, a constelação de Capricórnio, o outro portão do sol. Capricórnio era considerado o signo do qual os filhos do sol nasciam no solstício do inverno e tornados sagrados aos filhos da luz.” (E. Valentia Straiton, A Nave Celestial do Norte, Vol. II, p.205)

Símbolos

O símbolo astrológico do signo de Câncer não tem a menor relação com o caranguejo. E formado por duas caudas de “asnos”, o que novamente liga a história bíblica com a manjedoura. Ligados à história do nascimento de Jesus aparecem dois asnos; um, que levou a Virgem até Belém, antes do nascimento, e outro que a levou ao Egito, depois do nascimento. Próximo à constelação do Caranguejo há duas brilhantes estrelas: uma é chamada Asellus Borealis, o asno do norte, e a outra, Asellus Australis, ou o asno do sul. Há ainda uma terceira vez, quando Cristo entrou em Jerusalém durante o seu breve momento de triunfo, no Domingo de Ramos, sentado sobre um asno, um símbolo de paciência e humildade, as joias da coroa da grandeza. Por essa razão não depreciemos este símbolo.

Alguém usou as seguintes palavras para descrever a cadência do caranguejo quando nele se entra pela primeira vez: “Uma pequena lamentosa voz subterrânea, uma melodia em surdina, ora entreouvida, ora fugidia.”

O trabalho ainda não foi consumado. Tudo que se pode ouvir é a nota da possível realização. Tudo que se pode encontrar é uma profunda ânsia interior e um descontentamento que se toma tão intenso que acaba por trazer o indivíduo oculto e em luta para fora do âmbito de seu mundo estabilizado e faz dele um aspirante sincero que não conhece repouso até que tenha emergido da água e escalado continuamente até encontrar-se no alto do monte em Capricórnio, o nascimento e não a consumação do salvador mundial. Cristo nasceu em Capricórnio, cumpriu a lei em Saturno, iniciou a era da fraternidade inteligente em Venus, e é o perfeito iniciado em Capricórnio, que se torna um servidor do mundo em Aquário; e o salvador do mundo em Peixes. O Caranguejo introduz a alma no centro mundial a que chamamos humanidade. Capricórnio introduz a alma na participação consciente na vida daquele centro mundial a que chamamos a Hierarquia. (Astrologia Esotérica, p. 168)

As Três Constelações Simbólicas

Jesus é frequentemente chamado o Bom Pastor, e tem sido retratado muitas vezes como o pastor conduzindo suas ovelhas. O pensamento do aprisco tem sido intimamente associado, na mente do povo, com o Cristo. Em conexão com o signo do Caranguejo há três constelações: Ursa Maior, Ursa Menor e Argos. Os nomes comuns, no ocidente, para as duas primeiras são a Grande e a Pequena Ursa, mas um dos mistérios da astronomia é como o termo “ursa” veio a ser associado a qualquer um destes grupos de estrelas, uma vez que nos zodíacos da Caldeia, Pérsia, Índia e Egito ele não é mencionado. Os nomes mais comumente usados são “o aprisco ou o rebanho de ovelhas, e se analisarmos os termos que hebreus e árabes usam para as estrelas dessas constelações encontraremos prova de que os nomes antigos significam “o rebanho menor” (isto é “inferior”), “o aprisco”, “os carneiros”, e “o navio”. No capítulo 34 de Ezequiel e no capítulo 10 de São João, há muita coisa referente a estas constelações.

Ursa Maior é famosa porque sua mais brilhante estrela é a estrela polar, a estrela do norte. O simbolismo destas duas constelações traz- nos à mente a ideia da massa ou grupo, que é a influência marcante do trabalho levado a efeito no signo de Câncer, e no simbolismo da estrela do norte temos a ideia de uma estrela-guia, de uma atração magnética que guia o peregrino de volta ao lar. Muitos esoteristas sustentam que a família humana, o quarto reino da natureza, gradualmente surgiu durante os dois mil anos, aproximadamente, em que o nosso sol estava em Câncer.

A ideia da massa de animais, de área limitada onde as ovelhas ou animais eram confinados, e a ideia de um centro magnético de atração, estão simbolicamente retratadas também na tradição maçônica. No planisfério egípcio de Kircher, Argos é representada por duas galeras (assim como nós temos dois apriscos), cujas proas são encimadas por cabeças de carneiros, e a popa de uma delas termina num rabo de peixe. Observemos, portanto, como está pictoricamente apresentada a consumação em Capricórnio, onde o bode escala o topo da montanha. Temos também a representação daquele ciclo maior que inclui a progressão da alma, de Câncer para Capricórnio, mas que começa em Áries, o carneiro, e termina em Pisces, os peixes. Uma análise cuidadosa do simbolismo dos signos do zodíaco reafirma a forte convicção da eterna representação da verdade e a constante exposição que põe diante de nossos olhos a história da evolução da matéria na forma, da consciência, do espírito e da vida.

Argos estende-se de Caranguejo a Capricórnio e é uma das maiores constelações. Tem sessenta e quatro estrelas, sendo Canopus a mais brilhante. Seu simbolismo, portanto, cobre a vida do aspirante desde o momento em que ele encarna até alcançar sua meta. Nós frequentemente usamos a palavra “barco” em sentido figurado quando falamos no “barco do estado”, o “barco da salvação”, exprimindo sempre a ideia de segurança, de progresso, de conseguir uma saída, de fazer uma viagem, e de levar uma multidão de peregrinos que estão à procura de um tesouro ou de um lar novo e mais livre.

Os peregrinos estão equipados com o instinto, e ao atravessar as várias constelações compreendidas neste imenso signo, esse instinto manifesta-se como intelecto no ser humano quando ele desenvolve a autoconsciência e emerge do estágio puramente animal, até que chega o momento quando, tendo percorrido várias vezes o zodíaco, o aspirante acha-se novamente em Câncer, enfrentando o problema de encontrar aquela fugaz, sensível e profundamente oculta, ou escondida, intuição espiritual que o guiará na sua nova, e desta vez, solitária viagem; o aspirante não está mais identificado com a massa e perdido nela; ele não é mais um dos carneiros, protegido, em segurança no aprisco; ele não mais pertence à grande manada de emigrantes: ele destacou-se da massa e começou o solitário caminho de todos os discípulos. Então ele toma o caminho da tribulação, da prova, lutando sozinho como um indivíduo, de Leão a Capricórnio, até que chega o momento em que, ajudado pelo instinto, intelecto e intuição e movido pelo impulso da vida do Cristo, ele novamente se funde com a massa e se identifica com o grupo. Torna-se então, o servidor do mundo em Aquário e perde o sentido da separatividade.

A Lição do Trabalho

Vimos que o gamo que Hércules procurava era sagrado para Ártemis, a lua, e também disputado por Diana, a caçadora dos céus, e por Apolo, o deus-sol. Uma das coisas frequentemente esquecidas pelos estudantes de psicologia e por aqueles que investigam o desabrochar da consciência do homem, é o fato de que não existem distinções nítidas entre os vários aspectos da natureza do homem, mas que todas são fases de uma única realidade. As palavras instinto, intelecto e intuição, são apenas aspectos variados da consciência e da resposta ao meio e ao mundo no qual o homem se encontra. O homem é um animal, e como qualquer outro animal, ele possui a qualidade do instinto e da resposta instintiva ao seu meio ambiente. O instinto é a consciência da forma e da vida celular, o modo da forma estar consciente, alerta, e portanto, Ártemis, a lua, a regente da forma, disputa o gamo sagrado. Em seu próprio lugar, o instinto animal é tão divino quanto aquelas outras qualidades que consideramos como mais estritamente espirituais.

O homem, porém, é também um ser humano; ele é racional; ele pode analisar, criticar, e ele possui aquilo a que nós chamamos a mente e aquela faculdade de percepção e resposta intelectuais, que o distingue do animal, que lhe abre um novo campo de consciência, de percepção, mas que, ainda assim, é simplesmente uma extensão do seu aparelho de resposta e o desenvolvimento do instinto em intelecto. Por intermédio de um, ele toma consciência do mundo dos contatos físicos e das condições emocionais; através do outro ele percebe o mundo do pensamento e das ideias, e por isso é um ser humano. Quando ele alcança aquele estágio de percepção instintiva e inteligente, então “Euristeu” indica- lhe que há outro mundo do qual ele pode igualmente tornar-se consciente, mas que tem seu próprio método de contato e seu próprio aparelho de resposta.

Diana, a caçadora, reclama a corça porque para ela é o intelecto e o homem é o grande buscador, o grande caçador diante do Senhor. Porém, o gamo possuía uma outra forma, esta mais esquiva, e era esta a que Hércules, o aspirante, buscava. Durante um ciclo de vida, ele caçou. Não era a corça, o instinto, que ele procurava; não era o gamo, o intelecto, o objetivo de sua busca. Era algo mais, e por este algo mais ele passou um ciclo de vida caçando. Finalmente capturou-o e levou-o para o templo, onde ele foi reclamado pelo deus-sol, que reconheceu na corça a intuição espiritual, essa extensão da consciência, esse altamente desenvolvido sentido de viva percepção que dá ao discípulo a visão de novos campos de contato e lhe revela um novo mundo de ser. É-nos dito que a batalha continua ainda entre Apolo, o deus-sol, que reconhece na corça a intuição, Diana, a caçadora dos céus, que nele via o intelecto, e Ártemis, a lua, que julgava que ele fosse apenas o instinto. As duas deusas reclamantes têm razão, e o problema de todos os discípulos é usar o instinto corretamente, no seu devido lugar e de modo adequado. Ele tem que aprender a usar o intelecto sob a influência de Diana, a caçadora, a filha do sol, e por meio dele entrar em sintonia com o mundo das ideias e da pesquisa humanas. Ele tem que aprender a levar essa capacidade que possui para o templo do Senhor e lá vê-la transmutada em intuição, e por meio da intuição tomar consciência das coisas do espírito e daquelas realidades espirituais que nem o instinto, nem o intelecto lhe podem revelar. (E muitas e muitas vezes os filhos dos homens, que são também filhos de Deus, têm que recapturar essas realidades espirituais, ao longo do Caminho infinito.)

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