Navegação

CEOMT - Centro de Estudo da Obra do Mestre Tibetano


Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Estudos 376 a 400


Estudo 376

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - c. Os Anjos solares e o quinto princípio - Continuação - Páginas 568, 569 e 570.

"O quinto princípio de manas está personificado nos cinco Kumaras e, se o estudante analisa o significado das primeiras cinco pétalas que se abrem no loto egoico, pode se considerar próximo do mistério. O quinto Raio, o Raio do quinto Kumara, responde poderosamente à energia que flui através da quinta Hierarquia. Como o estudante de ocultismo já sabe, o Senhor do quinto Raio mantém esse lugar na enumeração septenária, porém de acordo com a quíntupla classificação ocupa o terceiro lugar ou o do meio.

1. O Senhor cósmico de Vontade ou Poder
2. O Senhor cósmico de Amor-Sabedoria
3. O Senhor cósmico de Inteligência Ativa..................................1
4. O Senhor cósmico de Harmonia.............................................2
5. O Senhor cósmico de Conhecimento Concreto.........................3
6. O Senhor cósmico de Idealismo Abstrato................................4
7. O Senhor cósmico de Magia Cerimonial...................................5

Deve meditar-se sobre isto e ter presente Sua estreita vinculação como transmissor de força dentro da cadeia lunar, a terceira cadeia, em relação com o terceiro reino ou reino animal, e a terceira ronda. Um dos símbolos que pode se encontrar nos registros arcaicos em lugar de Seu nome ou descrição é uma estrela de cinco pontas invertida, com o Triângulo luminoso no centro. Observar-se-á que os pontos envolvidos neste símbolos somam oito - representam esse estado peculiar de consciência que se produz quando a mente é o matador do Real. Aqui se oculta o segredo do avitchi (31) planetário, assim como o terceiro esquema principal pode ser considerado como o avitchi do sistema; num tempo a Lua mantinha uma posição análoga em relação com nosso esquema. Isto dever ser interpretado em termos de consciência e não de lugar.

Certas coisas acontecerão no ponto médio da quinta ronda.

A quinta Hierarquia ascenderá a seu pleno poder. Isto precederá o Dia do Juízo e marcará uma etapa de tremenda luta, pois o veículo manásico "manas" (que eles personificam) lutará contra o translado da vida interna (budi). Portanto, desenvolver-se-á numa escala racial, envolvendo milhões de seres simultaneamente, repetição da mesma luta travada pelo homem que trata de transcender a mente e viver a vida do Espírito. Este será o Armagedon final, o Kurukshetra planetário, seguido pelo Dia do Juízo no qual serão expulsos os Filhos de Manas e regerão os Dragões de Sabedoria. Isto só significa que aqueles que possuem um princípio manásico seja superpoderoso ou subdesenvolvido, serão considerados fracassados e terão que esperar um período mais conveniente para evoluir, enquanto aqueles que vivem a vida búdica, a qual acrescenta sua força - homens espirituais, aspirantes, discípulos de diversos graus, iniciados e adeptos - lhes será permitido seguir o curso natural da evolução no esquema atual.

O mistério de Capricórnio está oculto nestes cinco e nas palavras bíblicas "os cordeiros e as cabras". (32) O cristão se refere a isto quando diz que o Cristo reinará na terra mil anos, durante os quais será aprisionada a serpente. O princípio crístico triunfará pelo resto do manvantara e a natureza material inferior e a mente entrarão na passividade até a próxima ronda em que se apresentará uma nova oportunidade para alguns dos grupos descartados, embora a maioria será mantida em suspenso até outro sistema. Algo similar voltará a ter lugar na quinta cadeia, porém, como isto se relaciona com um centro do Logos planetário do que sabemos muito pouco, não é necessário estendermos sobre isto.

As cadeias planetárias personificam os centros e, a medida que estes vão despertando e são estimulados, permitem vir à encarnação física certos tipos de manasaputras. O tipo regido pela energia da quinta cadeia é pouco conhecido, pois está todavia evoluindo no quinto esquema, de maneira que considerá-lo seria perder tempo. Relaciona-se com o desenvolvimento da quinta pétala egoica de um Logos planetário em Seu próprio plano e, por conseguinte, com a atividade da quinta espira. Quando chegar a hora, estas unidades de energia, provenientes de outro esquema, "entrarão" numa corrente de energia cósmica que passará através dum triângulo particular do sistema, na mesma forma que os egos entraram nesta ronda.

Deveria observar-se aqui que os anjos solares, relacionados com a quinta Hierarquia, são naturalmente um fator potente na evolução do quinto reino ou espiritual; possibilitam isto porque não só tendem uma ponte sobre a separação que existe entre o quarto e o terceiro reinos, como também o fazem entre o quarto e o quinto."

(31) Avitchi. É um estado de consciência que não se logra necessariamente depois da morte ou entre os nascimentos, mas que pode lograr-se também na terra. Literalmente significa "inferno ininterrupto". Nos é dito que o último dos oito infernos é onde "os culpados morrem e nascem ininterruptamente - porém com a esperança de obter a redenção final." D. S. VI, 146, 154, 161 - 162.

(32) A Bíblia. Rev., XX, 6 - 7. Mat, XXV, 32.

Voltar ao Início


Estudo 377

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - c. Os Anjos solares e o quinto princípio - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo "O quinto princípio de manas...", na página 568, até "Isto deve ser interpretado em termos de consciência e não de lugar.", na página 568.

Considerações.

O Mestre Djwal Khul diz que quem conseguir entender o significado das cinco primeiras pétalas do Loto egoico (as 3 do círculo do conhecimento e 2 do círculo do amor-sabedoria) está na porta do mistério dos cinco Kumaras, os cinco Logos planetários regentes dos 3º, 4º, 5º, 6º e 7º Raios, que personificam o quinto princípio, manas. Em consequência pode também compreender o trabalho dos cinco Kumaras que trabalham sob a direção de SANAT KUMARA, os quais recebem e irradiam para a Terra as energias desses 5 Raios.

As 3 pétalas ou vórtices (os vórtices do Loto egoico são chamados pétalas, porque têm a aparência de pétalas, mas na realidade são campos de força e armazenadores de informações) do círculo do conhecimento estão na área de manas. Portanto quando o homem está na etapa de despertar, ativar e dinamizar essas pétalas (o que provoca uma espécie de abertura), ele fica sob a influência dos raios de manas.

As 2 pétalas do círculo de amor-sabedoria: amor-conhecimento e amor-amor, embora estejam no campo de Amor-Sabedoria, que é segundo Raio, têm relação com manas. A pétala de amor-conhecimento, pelo fato de ser amor com conhecimento, tem uma conotação de manas. Já a pétala de amor-amor, devido à ligação 2 - 4 - 6, ou seja, o idealismo abstrato, 6º Raio, e a harmonia, 4º Raio, estão associados ao 2º Raio, está também ligada à área de manas, uma vez que os 4º e 6º Raios são raios de manas.

Analisando e entendendo o modo de operar das matérias mental, astral e física (que são substâncias dévicas), sob a ação dos 5 raios de manas, ao estimular o homem para despertar e dinamizar essas 5 pétalas do Loto egoico, podemos entender o modo de agir e atuar dos 5 Kumaras. Sabemos que os 5 Kumaras (os Logos planetários regentes dos 5 raios de manas) foram seres humanos em alguma época e portanto conhecem o comportamento humano na etapa de despertar essas 5 pétalas. Para serem os receptores e irradiadores das energias dos 5 raios de manas, Eles têm de vivenciar dentro de Seus corpos cósmicos essas energias, antes de irradiá-las para o sistema solar. Isto significa que Eles possuem um comportamento bem definido, em nível cósmico, tendo cada um Sua própria capacidade de resposta às energias de raio.

Consequentemente, se analisarmos profundamente o comportamento humano na etapa de despertar as 5 pétalas, considerando os conceitos essenciais desse comportamento, ou seja, a parte abstrata, podemos começar a entender o comportamento dos 5 Kumaras, fazendo, é lógico, a devida transposição do raciocínio para o nível cósmico em que Eles se encontram e trabalham. Poderemos perceber nas propriedades e qualidades dos diversos reinos, em particular o humano, os efeitos desse comportamento.

É claro que é um estudo bastante complexo, mas perfeitamente exequível.

Como a quinta Hierarquia trabalha com manas, em particular em relação com o reino humano, é evidente que o quinto Kumara responde fortemente às energias do quinto Raio, o raio de Conhecimento Concreto, uma manifestação de manas.

É interessante a classificação quíntupla apresentada pelo Mestre, com referência aos raios de manas, na qual o quinto Raio ocupa a terceira posição, central. Em virtude dessa posição no número três, o Senhor cósmico de Conhecimento Concreto (o Logos de Vênus) atuou poderosamente na cadeia lunar, a terceira, que antecedeu a atual terrestre. Essa ação foi para com o reino animal, o terceiro e na terceira ronda daquela cadeia.

A mente concreta, embora necessária, quando separada da mente abstrata, é o matador do real, em virtude da grande discriminação, sem a visão da unidade subjacente na diferenciação. Por isto, por essa ação que impede de ver o real, um de seus símbolos é a estrela de 5 pontas invertida, com um triângulo luminoso no centro. Analisando a posição invertida da estrela, deduzimos logicamente que ela representa um processo que momentaneamente afasta da realidade, embora necessário. Todavia o triângulo luminoso no centro significa que a mente abstrata está pronta para iluminar a mente concreta e conduzir o homem a enxergar a realidade.

Somando as 5 pontas da estrela com os 3 vértices do triângulo, temos o número oito. Este número representa o chamado avitchi, que é um estado de consciência em que predomina a separatividade.

No nosso esquema, a cadeia lunar ocupou a posição de avitchi em tal extremo que levou o nosso Logos planetário a desintegrar a cadeia antes do prazo previsto, por determinação do próprio Logos solar. Essa foi a catástrofe da cadeia lunar. Essa condição de avitchi atingiu a humanidade da cadeia lunar, na 7ª ronda, gerando uma situação impossível de ser corrigida, sendo a única solução destruir tudo, para reconstruir uma nova cadeia, a atual. Por isto só foi possível a humanidade recomeçar na 4ª ronda da atual cadeia.

Voltar ao Início


Estudo 378

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - c. Os Anjos solares e o quinto princípio - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo "Certas coisas acontecerão no ponto médio da quinta ronda...", na página 568, até "...seguir o curso natural da evolução no esquema atual.", na página 569.

Considerações.

Neste trecho o Mestre Djwal Khul menciona o tão falado Dia do Juízo, tão mal interpretado pelas religiões, que apresentam uma concepção enormemente irracional e ilógica. A descrição apresentada pelo Mestre é profundamente racional e lógica, passando totalmente pelo crivo da razão.
Esse Dia do Juízo é a separação necessária das Mônadas humanas do esquema terrestre, para que o planejamento do nosso Logos planetário na execução de Seu propósito possa prosseguir sem obstáculos e atrasos.

Na quinta ronda o quinto princípio, manas, deverá alcançar um elevado grau de desenvolvimento pelas Mônadas humanas, mas com o objetivo de ser instrumento fiel e eficaz pare o desenvolvimento e manifestação do sexto princípio, budi. Isto significa que todo o enfoque logoico será neste sexto princípio, budi, o princípio crístico. Haverá então uma transferência da vida interna, quando o mundo ou plano búdico será o mais importante, servindo-se do mundo ou plano mental.

Consequentemente aqueles que têm a mente (o quinto princípio) muito potente, porém sem budi em razoável intensidade, serão separados e expurgados do esquema terrestre, pois não poderão permanecer na Terra, uma vez que neles budi não poderá se desenvolver, porque estará totalmente sufocado e amortecido por manas, predominando a separatividade e não havendo lugar para a inclusão e a união, características principais de budi, entre outras.

A quinta Hierarquia criadora, Makara ou os Crocodilos, estará no auge de atividade e expressão, pois ela personifica o quinto princípio. As Mônadas humanas deverão dominar completamente esta Hierarquia, servindo-se dela para desenvolver budi, o sexto princípio.

Obviamente haverá resistência das mentes superpoderosas, mas sem budi, que lutarão para manter a hegemonia. Isto provocará uma tremenda luta entre essas Mônadas humanas de mente de grande potência, mas sem budi, e as Mônadas humanas de mente também potente, possuidoras de budi.

A vitória será das Mônadas humanas de mente potente e detentoras de budi, o que provocará a expulsão das Mônadas humanas sem budi.

Aqueles de mente fraca e subdesenvolvida (que desdenham a mente e se satisfazem só com o lado devocional) também serão expulsos, porque não possuem o instrumento adequado para desenvolver budi.

É lógico que aqueles de mente potente, mas sem budi, irão para situações diferentes daquelas para onde irão os de mente fraca e subdesenvolvida.

Essa guerra ocorrerá no mundo ou plano mental e será terrível.

É importante aqui recapitular as palavras textuais do Mestre na página 331 do Tratado:

"7. No "Dia do Juízo" na quinta ronda ou ponto de realização de nosso Homem celestial, será presenciado um período de luta planetária nos níveis mentais, que fará com que nossa atual intranquilidade mundial pareça insignificante. Como se indicou anteriormente, a luta atual foi produzida para por a prova a capacidade dos entes nas atuais formas humanas, valorizar suas forças mentais e transcender, pelo poder da MENTE, o sentimento ou dor. A luta na quinta ronda travar-se-á entre a mente superior e a inferior, e o campo de batalha será o corpo causal. A luta - que agora se trava no planeta, tem lugar entre uns poucos Egos (ou dirigentes de muitas raças, que ocupam necessariamente seu lugar e posição em virtude de sua polarização egoica) e muitas personalidades, as quais são atraídas ao vórtice mediante a associação grupal - é necessariamente terrível e obriga a destruir a forma. A luta na quinta ronda, que será levada a cabo em níveis mentais, desenvolver-se-á entre Egos e grupos egoicos, trabalhando todos conscientemente e com dedicação intelectual, a fim de lograr certos resultados grupais. A luta terminará com o triunfo (triunfo final) do Espírito sobre a matéria, excluirá certos grupos incapazes ainda de se desprenderem das ataduras da matéria e que preferem o cativeiro à vida do Espírito; marcará o princípio do obscurecimento de nosso esquema e a entrada gradual no pralaya durante as duas rondas e meia que restem de nossas sete cadeias. É um interessante fato esotérico que nossa Terra deveria estar agora em sua quinta ronda, similarmente ao esquema venusiano; porém na cadeia lunar de nosso esquema houve uma demora momentânea no processo evolutivo de nosso Homem celestial, trazendo a temporária lentidão de Suas atividades, o que causou "perda de tempo", se reverentemente pode expressar-se assim. Os Senhores da Face Escura ou as forças inerentes da matéria, triunfaram por um tempo e só na quinta ronda de nossa cadeia ver-se-á sua derrota final. O esquema venusiano teve também seu campo de batalha, porém o Logos planetário de dito esquema venceu as forças antagônicas, triunfou sobre as formas materiais e, em consequência, ao chegar o momento oportuno, esteve em condições de aplicar o necessário estímulo ou uma crescente vibração ígnea a nosso esquema terrestre. "

Na página 385 do Tratado o Mestre faz mais uma referência ao expurgo da quinta ronda:

"No quarto reino terá lugar uma divisão similar durante a quinta ronda, e as vidas de dito reino serão submetidas a uma prova análoga; algumas entrarão e continuarão sua evolução neste planeta, enquanto que outras serão rechaçadas e entrarão em um pralaya momentâneo."

Observação. A luta travada no planeta, à qual o Mestre se refere, foi a guerra que começou em 1914, e que continuou com a guerra iniciada pela Alemanha sob o domínio de Hitler, uma vez que, para a Hierarquia planetária, as duas guerras constituíram uma única guerra.

O Mestre deixa bem clara a condição necessária para permanecer na Terra e usufruir do paraíso que ela será, após a derrota final do mal: viver a vida búdica, ou seja, homens espirituais, aspirantes, discípulos de diversos graus, iniciados e adeptos.

Voltar ao Início


Estudo 379

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - c. Os Anjos solares e o quinto princípio - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo "O mistério de Capricórnio está oculto nestes cinco e...não é necessário nos estendermos sobre ele.", na página 569.

Considerações.

O Senhor da constelação de Capricórnio rege e energiza a quinta Hierarquia criadora, chamada Makara ou os Crocodilos, que trabalha com a matéria mental do esquema da Terra e tem especial importância para com o reino humano. Os Anjos solares operam com esta hierarquia. Compreendendo claramente o modo de operar desta hierarquia e dos Senhores dos cinco raios de manas, os cinco Kumaras (regentes dos 3º, 4º, 5º, 6º e 7º Raios), será possível ter um vislumbre da natureza real do Senhor de Capricórnio e de Seu mistério. O próprio nome desta hierarquia, crocodilos, mostra a ligação dela com o reino dos répteis, utilizado por um Lipika (um dos executores do Karma em nível cósmico), muito ligado ao nosso Logos planetário, para desenvolver seu plano de ação. Entender como uma atividade relacionada com a execução de um karma de um Logos planetário necessitou da manifestação física do reino dos répteis, propiciará muita iluminação sobre o karma do nosso Logos planetário. Aí está o mistério do Senhor de Capricórnio.

O que consta na Bíblia sobre o aprisionamento da serpente e o reinado do Cristo por mil anos, simplesmente significa que a mente inferior e a vida material inferior ficarão passivas pelo resto da quinta ronda e budi (o princípio crístico) dominará e manifestar-se-á intensamente, usando manas como instrumento. A Terra será efetivamente um paraíso, onde os lobos conviverão com os cordeiros.

Na 6ª ronda haverá uma oportunidade de recuperação para alguns dos expurgados. Todavia a maioria dos expurgados no Dia do Juízo da quinta ronda terá de aguardar o próximo sistema solar, o que é terrível para uma Mônada.

Na quinta cadeia ocorrerá um outro expurgo, logicamente em nível mais elevado, separando aquelas Mônadas que não forem capazes de acompanhar a velocidade de evolução prevista no Plano do nosso Logos planetário. Como na quinta cadeia o nosso Logos planetário estará enfocado em outro centro de Seu corpo, a natureza do expurgo será diferente, uma vez que outras qualidades e capacitações dos seres humanos serão exigidas, o que torna muito difícil especular, uma vez que é praticamente impossível tentar descrever o perfil do homem da quinta cadeia, ante a total ignorância da imensa maioria da atual humanidade com referência ao Propósito do nosso Logos planetário. Se já é difícil descrever o homem da quinta ronda, imagine descrever o homem da quinta cadeia. Não precisamos ir muito longe, bastando citar que pouquíssimos têm alguma ideia de como é viver num globo de matéria etérica, sem o corpo denso, para onde irá a humanidade quando se encerrar o atual período global da Terra. Este globo de matéria etérica é o globo E ou cinco, pertencente ao esquema terrestre.

Podemos concluir, com base nessas informações do Mestre Djwal Khul, que devemos fazer todo esforço possível para adquirir todo conhecimento necessário para uma excelente consolidação de manas, mas sempre com vistas ao desenvolvimento de budi. Para tal mister se faz entender real e efetivamente o que é budi. Um dos requisitos para desenvolver budi é buscar o conhecimento e aperfeiçoar manas para servir ao nosso Logos planetário, e não apenas para satisfação e deleite pessoais.

Voltar ao Início


Estudo 380

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - c. Os Anjos solares e o quinto princípio - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo "As cadeias planetárias personificam os centros e,... mas o fazem também entre o quarto e o quinto.", na página 569.

Considerações.

Neste trecho o Mestre Djwal Khul dá informações importantes sobre os centros ou chacras dos Logos planetários. Em cada cadeia Eles se concentram em desenvolver um centro, o que faz com que nesta cadeia as qualidades expressas pelo centro manifestem-se fortemente nas rondas e globos da cadeia e, consequentemente, nos reinos em evolução no esquema em questão. Em relação ao reino humano, isto faz com que determinados tipos de Mônadas encarnem nos globos da cadeia, Mônadas aptas para desenvolverem o princípio (as qualidades) do centro visado. As Mônadas que não tiverem as condições mínimas para este desenvolvimento, não poderão encarnar.

Obviamente as mais aptas e avançadas com referência a este princípio encarnam primeiro, para estabelecerem as bases iniciais para que outras Mônadas possam prosseguir com seus próprios desenvolvimentos deste princípio.

No momento cósmico atual o tipo de Mônada regido pelo quinto princípio e com potencial para responder às energias provenientes da quinta pétala do Loto egoico do Logos planetário implicado (que Ele estimula na quinta cadeia) está evoluindo no quinto esquema do nosso sistema solar.

Pela classificação numérica que se encontra na página 330 e no VI DIAGRAMA da página 317 do Tratado sobre Fogo Cósmico, o esquema de Mercúrio é o quinto, o que nos leva a concluir que é neste esquema que está evoluindo o tipo de manasaputra (Mônada individualizada pertencente ao reino humano) regido pela energia da quinta cadeia (proveniente da quinta pétala do Loto egoico planetário). Na página 315 do Tratado o Mestre chama Mercúrio de estrela da intuição ou manas transmutado, o que comprova a nossa conclusão.

Embora o Mestre diga que seria perda de tempo considerar o tipo regido pela energia da quinta cadeia, contudo podemos especular este tipo com base no que o Mestre nos fornece ao longo do Tratado sobre as características de manas em nível abstrato (o mundo causal ou mental superior), já iluminado por budi, o princípio da razão pura.

Conjecturando com mente lógica em cima das conquistas da atual ciência e da atual tecnologia e expandindo esses conhecimentos e conectando-os com os conhecimentos esotéricos a respeito do nosso Logos planetário, procurando fazer uma grande síntese de todas as informações resultantes, podemos ter uma ideia do homem da quinta cadeia terrestre.

Não é muito difícil ter uma idéia do homem da quinta ronda da nossa atual cadeia, o qual será uma amostra do homem da quinta cadeia. A chave para esse entendimento é conceituar manas em tal grau de aperfeiçoamento e desenvolvimento, que já começa a ser usado por budi para sua expressão e desenvolvimento.

Quando chegar o momento da nossa quinta cadeia, será formado no nosso sistema solar um triângulo constituído pelos esquemas da Terra, de Mercúrio e um outro, triângulo esse que será o canal para uma energia cósmica, através da qual as Mônadas humanas evoluindo no esquema de Mercúrio poderão encarnar no esquema da Terra, para estabelecerem as bases para que o homem da Terra possa se transformar no tipo regido pela chamada energia da quinta cadeia.

Conforme o Mestre diz na página 330 do Tratado, na nossa próxima ronda, a quinta, teremos um triângulo formado pelos esquemas da Terra, Marte e Mercúrio, propiciando a encarnação na Terra de homens dos esquemas de Marte e Mercúrio.

O trabalho dos Anjos solares, ligados à quinta Hierarquia criadora, na evolução do quinto reino ou espiritual, o reino dos iniciados a partir da terceira iniciação, é facilmente comprovado pelo fato de que Eles inicialmente efetuam a transição das Mônadas humanas do reino animal (o terceiro) para o humano (o quarto), mas continuam estimulando o homem para o processo iniciático, propiciando o ingresso no quinto reino.

Voltar ao Início


Estudo 381

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - c. Os Anjos solares e o quinto princípio - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo "É necessário que sigamos considerando esta questão do quinto princípio por duas razões:...", no final da página 569, até "...ficando justificado seu trabalho.", na página 570.

Considerações.

O Mestre Djwal Khul continuará a considerar o assunto quinto princípio (manas ou mente) por duas razões. Primeiramente porque já deu muitas explicações sobre manas nesta segunda parte do Tratado, cujo título é "O Fogo da Mente - Fogo Solar", e segundo porque não pode ainda dar informações de forma completa sobre manas cósmico e sobre as entidades que se manifestam com a influência de manas cósmico.

Juntando tudo o que o Mestre já deu sobre o assunto com o que Helena Petrovna Blavatsky deu na Doutrina Secreta, os investigadores da próxima geração poderão descobrir muito do que é necessário e útil. Lembramos que esses investigadores citados pelo Mestre são os atuais pesquisadores e estudiosos do assunto, uma vez que o Tratado foi editado em 1925, período em que a atuação geração estava nascendo.

O Mestre diz que em cada geração surgirão aqueles com capacidade de comprovar por si mesmos algum fato subjetivo; utilizarão a ciência exotérica (a ciência oficial) como degraus na busca do conhecimento perfeito, o esotérico verdadeiro e abrangente.

Eles conquistarão e divulgarão suas descobertas e conclusões, porém só mais tarde (em média 50 anos depois, como diz o Mestre), muitos reconhecerão a verdade revelada por esses poucos. Todavia uns poucos, muito poucos, darão ouvidos aos seus ensinamentos na época da divulgação.

Esses estão preparados para esse entendimento.
Isto ocorreu com Blavatsky, cujos ensinamentos só estão sendo reconhecidos agora, ficando assim justificado seu trabalho.

Voltar ao Início


Estudo 382

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - b. A Individualização - Páginas 570, 571 e 572.

" a. O trabalho dos Anjos solares. Consideraremos brevemente a construção geral do corpo do Ego enumerando suas partes componentes e tendo presente que a forma está devidamente preparada antes de ser ocupada. Pelo estudo deste corpo podemos obter alguma ideia e certa iluminação com respeito à individualização macrocósmica.

O corpo causal, chamada às vezes (inadequadamente) "karana sarira", está localizado no terceiro subplano do plano mental, o plano abstrato inferior, donde o Raio do terceiro Logos proporciona a necessária "luz para a construção". (Isto se deve a que cada sub-plano está especialmente influenciado por seu Número, Nome ou Senhor). Quando chega o momento de coordenar os veículos de budi, certos grandes Seres, os Senhores da Chama ou Manasadevas, por meio de uma força externa impulsora, entram em conjunção com a matéria desse subplano e o vitalizam com Sua própria energia. Constituem um impulso novo e positivo que coordena a matéria do plano, produzindo um temporário equilíbrio de forças. Eis aqui o significado da condição "branca" ou transparente, do novo corpo causal. Permanece com o ego recém nascido, primeiramente para romper o equilíbrio e logo para recuperá-lo no final do processo, produzindo uma radiante forma de cores primárias.

Quando chegam os Manasadevas para produzir a autoconsciência e levar a cabo a encarnação dos Egos divinos, quatro coisas têm lugar nesse plano. Se a estas o estudante agrega o que já citei em diversos livros ocultistas, referente ao efeito da individualização no homem animal e sua aparição como identidade autoconsciente no plano físico, lhe proporcionará uma hipótese ativa mediante a qual o homem pode compreender cientificamente seu próprio desenvolvimento. A continuação serão mencionados de acordo com sua aparição em tempo e espaço:

Primeiro. Iniciam-se no terceiro subplano do plano mental certos impulsos vibratórios - nove em total - que correspondem à quíntupla vibração destes Manasadevas em conjunção com a quádrupla vibração iniciada desde abaixo, inerente à matéria deste subplano, o quinto desde o ponto de vista inferior. Isto produz "o loto egoico nônuplo", que nesta etapa está muito fechado, com as nove pétalas dobradas uma sobre a outra, sendo "luz" vibrante e centelhante, porém não de brilho excessivo. Estes "botões de loto" agrupam-se de acordo com a influência particular dos quíntuplos Dhyans, os que atuam sobre eles, construindo-os com Sua própria substância e colorindo-os debilmente com o "fogo de manas".

Segundo. Aparece um triângulo no plano mental produzido pela atividade manásica; este triângulo de fogo começa a circular lentamente entre o átomo manásico permanente e um ponto no centro do loto egoico e desde ali à unidade mental que apareceu no quarto subplano por meio do instinto inato, a qual se assemelha à mentalidade. Este triângulo de fogo, formado por força manásica, puramente elétrica, acrescenta seu brilho para lograr uma resposta vibratória tanto do inferior como do superior. Este triângulo é o núcleo do antakarana. O trabalho do homem altamente desenvolvido consiste em reduzir este triângulo a uma unidade e, por meio de sua aspiração elevada (que é simplesmente desejo transmutado, o qual afeta a matéria mental), dirige-o ao Caminho, reproduzindo assim, em forma sintética e mais elevada, o "caminho" anterior pelo qual desceu o Espírito para tomar posse de seu veículo, o corpo causal, chegando desde ali ao Eu pessoal inferior.

Terceiro. Em certa etapa de atividade vibratória, o trabalho realizado pelos Senhores da Chama, ao produzir o corpo ou forma e uma vibração que exige resposta, praticamente dá lugar a um acontecimento simultâneo.

Na linha do triângulo manásico tem lugar uma afluência que desce desde budi até alcançar um ponto no centro mesmo do loto. Ali, pelo poder de sua própria vibração, origina-se uma mudança na aparência do loto. No coração mesmo do loto aparecem três pétalas mais que se fecham sobre a chama central, cobrindo-a totalmente e permanecendo coberta até que tenha chegado o momento de revelar a "Joia no Loto". Como vemos, o loto egoico está composto de doze pétalas, nove das quais aparecem nesta etapa em forma de botão, estando três totalmente ocultas e secretas."

Voltar ao Início


Estudo 383

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - b. A Individualização - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo "a. O Trabalho dos Anjos solares. Consideraremos...", até ,...produzindo uma radiante forma de cores primárias.", na página 570.

Considerações.

Neste trecho, de título "A Individualização", o Mestre Djwal Khul entra numa área de fundamental importância e enorme aplicação para o ser humano, o qual nada mais é que a Mônada aprisionada nos corpos inferiores. A importância deste assunto está no fato de que através desses excelsos e científicos ensinamentos do Mestre, a Mônada, atuando por meio do cérebro físico, pode perceber e entender o que existe realmente por baixo do véu de maia, essa vasta e potente ilusão que leva a Mônada a se identificar (via Ego, seu instrumento, que é temporário) com os corpos inferiores, particularmente com o corpo físico denso e, nessa identificação, conclui erroneamente que Ela, o ser divino, é esse corpo físico denso (altamente transitório), e se contenta em executar os desejos oriundos do corpo astral, permanecendo por isso presa à roda do sofrimento, a qual dá muitíssimas voltas, mas sempre presa no eixo do sofrimento.

Refletindo intensa, profunda e constantemente sobre os ensinamentos que o Mestre deu à humanidade, em particular o Tratado sobre Fogo Cósmico, Seu livro mais profundo, transcendental, completo e abrangente, o homem (a Mônada atuando pelo cérebro físico) pode, pelo próprio esforço (e só assim é possível conquistar a meta prevista e exigida para as Mônadas humanas), enxergar e entender claramente que ele não é o corpo físico nem o corpo astral nem o mental, mas Espírito servindo-se de corpos materiais inferiores, para entendê-los e dominá-los, expandindo sua consciência, para em seguida passar a viver por meio de corpos feitos de matérias superiores, matérias sutis de muito maior frequência vibratória, também para entendê-los e dominá-los, num contínuo entender e dominar matérias mais elevadas, ao mesmo tempo em que executa importantes tarefas e trabalhos para Seres superiores, como o nosso Logos planetário.

Obviamente quando é feita a construção do corpo causal ou Loto egoico, como é chamado o corpo do Ego ou Alma, a forma constituída pelos corpos físico, astral e mental inferior já está devidamente consolidada para ser utilizada como mecanismo de expressão do Ego via corpo causal. Isto significa a manifestação da autoconsciência.

Entendendo claramente esse processo e seu funcionamento por meio da matéria mental superior, é possível fazer ilações a respeito da individualização de Seres superiores, como os Logos planetários e do próprio Logos solar.

O corpo causal ou Loto egoico (chamado às vezes "karana sarira", expressão oriental e inadequada, conforme diz o Mestre) é construído com matéria do terceiro subplano mental, que é a matéria mais densa do plano causal ou mental superior, uma vez que este plano é constituído pelas matérias dos primeiro (atômico), segundo e terceiro subplanos do plano mental, quando visto como um todo.

Este subplano, por ser o terceiro, é energizado pelo terceiro Logos (que expressa o terceiro aspecto logoico, Inteligência Ativa), em obediência à Lei dos Números, pela qual cada subplano é particularmente influenciado pelo aspecto correspondente a seu número. Essa energia do terceiro aspecto propicia as condições para a construção do Loto egoico, uma vez que ele destina-se à expressão da autoconsciência, que se serve de manas ou mente.
O Mestre deixa bem claro que o Loto egoico ou corpo causal é o instrumento ou veículo de budi, ou seja, do aspecto crístico ou Amor-Sabedoria-Razão Pura.

No momento certo, quando determinadas energias exteriores à matéria mental atuam fortemente sobre esta matéria, conferindo-lhe condições oscilatórias ou vibratórias específicas e adequadas à implantação da autoconsciência para a Mônada humana em evolução, os Anjos solares (na linha da quinta Hierarquia criadora), também chamados Senhores da Chama (chama aqui significa a chispa da mente), são compelidos pelas energias acima citadas a impregnarem a matéria do terceiro subplano mental e assim vitalizam-na.

Ao construírem o Loto egoico os Anjos solares deixam a matéria mental dele num estado de equilíbrio harmonioso, no qual as partículas mentais não se opõem entre si, cessando qualquer resistência à atuação (diríamos impedância zero, na linguagem da eletrônica). Esotericamente este estado é chamado condição branca ou transparente.

Mas esta condição dura pouco tempo, porque o Anjo solar rapidamente rompe o equilíbrio, para que a Mônada humana atue sobre o Loto egoico via Ego e restabeleça o equilíbrio numa condição bem mais elevada, o que só é possível pelo esforço monádico, ou seja, pelo uso da vontade consciente e inteligente. O Anjo solar permanece com o Ego, mas apenas estimulando-o, para que ele se esforce e aperfeiçoe o Loto egoico, dentro do modelo previsto no Plano divino. O Mestre descreve esta condição futura com as palavras "radiante forma de cores primárias".

Lembramos que o Ego nada mais é que o instrumento usado pela Mônada para conhecer, atuar e dominar os 3 mundos inferiores: mental, astral e físico.

Voltar ao Início


Estudo 384

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - b. A Individualização - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo " Quando chegam os Manasadevas para produzir a autoconsciência...", na página 570, até " ...colorindo-os debilmente com o "fogo de manas.", na página 571.

Considerações.

Neste trecho o Mestre Djwal Khul diz que pelo entendimento dos quatro eventos que ocorrem na matéria mental do terceiro subplano, pela ação dos Anjos solares (os Manasadevas), juntamente com o entendimento do que Ele já ensinou a respeito do efeito da individualização no homem animal, efeito esse que foi esse homem animal se tornar autoconsciente no plano ou mundo físico, ingressando efetivamente no quarto reino, o homem pode realizar cientificamente seu próprio desenvolvimento. Isto é óbvio, porque, conhecendo o processo e os detalhes de operação pelos quais a Mônada entra em contato com os três mundos inferiores (mental, astral e físico) e efetua seu desenvolvimento, fica bem mais fácil controlar, intensificar e acelerar esse desenvolvimento, seguindo o modelo do Plano divino. Lembramos que o homem é a Mônada olhando externamente os três mundos inferiores através do Ego, o qual olha internamente para esses mundos inferiores por meio do cérebro físico e mais tarde pelo terceiro olho.

O Mestre a seguir detalha os quatro eventos, que ocorrem em tempo e espaço. Em tempo, porque eles são consecutivos, e em espaço, porque eles têm localização, uma vez que o Loto egoico é um sistema organizado.

O primeiro evento na construção do Loto egoico é a geração de específicas oscilações ou vibrações (na realidade vórtices constituídos de partículas do terceiro subplano mental) pelos Anjos solares, que trabalham em 3 grupos, como já vimos.

Essas vibrações organizam-se em nove vórtices (que possuem a aparência de pétalas), formando 3 círculos, cada círculo com 3 vórtices, assim discriminados:

círculo do conhecimento,

círculo do amor-sabedoria-razão pura (budi),

círculo do sacrifício (atma ou vontatde).

Esses 3 círculos, totalizando 9 vórtices ou pétalas, são produzidos da seguinte forma. Os Anjos solares, pela sua própria natureza, geram 5 frequências vibratórias, relacionadas com as energias dos 5 raios de manas: 7º, 6º, 5º, 4º e 3º , respectivamente Organização/Magia Cerimonial, Idealismo Abstrato, Mente Concreta, Harmonia e Inteligência Ativa.

Essas vibrações conjugam-se com as 4 vibrações geradas pelo quaternário inferior (o homem em seus 3 corpos inferiores mais a personalidade) e dessa conjugação surgem os 9 vórtices em seus 3 círculos. O processo que ocorre na matéria do 3º subplano mental destinada a cada Loto egoico é o seguinte .

As vibrações dos Anjos solares referentes ao Raio terceiro (sintetizador) produzem o círculo do Sacrifício (atma ou vontade), as quais em conjugação com as vibrações do homem produzem os seguintes vórtices desse círculo:

vibrações do homem referentes aos Raios quinto e sétimo produzem o vórtice de Sacrifício/Conhecimento;

vibrações do homem referentes ao sexto Raio produzem o vórtice de Sacrifício/Amor-Sabedoria-Razão Pura;

vibrações do homem referentes ao quarto Raio produzem o vórtice de Sacrifício/Sacrifício.

As vibrações dos Anjos solares referentes aos Raios quarto e sexto, em conjugação com as vibrações do homem referentes aos Raios quinto/sétimo, sexto e quarto, produzem respectivamente os seguintes vórtices:

Amor-Sabedoria-Razão Pura/Conhecimento;

Amor-Sabedoria-Razão Pura/Amor-Sabedoria-Razão Pura;

Amor-Sabedoria-Razão Pura/Sacrifício.

As vibrações dos Anjos solares referentes ao Raios quinto e sétimo, em conjugação com as vibrações do homem referentes aos Raios quinto/sétimo, sexto e quarto, produzem respectivamente os seguintes vórtices:

Conhecimento/Conhecimento;

Conhecimento/Amor-Sabedoria-Razão Pura;

Conhecimento/Sacrifício.

Inicialmente os círculos de vórtices (com a aparência de pétalas) estão fechados uns sobre os outros, com o aspecto de botão. O brilho é muito pequeno, sendo fracamente colorido com o fogo da mente ou manas pelos Anjos solares, cuja substância constitui a matéria do Loto.

Como os Anjos solares, além de serem constituídos em 3 grupos, são diferenciados em outros diversos grupos (cada grupo com seus 3 subgrupos), conferindo-lhes naturezas diferentes, os Lotos são organizados de acordo com os grupos de Anjos solares.

Compete à Mônada humana efetuar o trabalho de enriquecer, dinamizar, energizar e expandir os vórtices do Loto egoico, servindo-se das experiências vivenciadas e dos conhecimentos conquistados nos 3 mundos inferiores (físico, astral e mental inferior e superior), transformando o Loto egoico de tal forma que ele adquira uma beleza indescritível, a par de uma imensa riqueza de informações, que será aproveitada pela Mônada em sua expansão de consciência.

Existe todo um processo científico pelo qual as informações oriundas dos mundos inferiores nas diversas vivências e encarnações são armazenadas ou gravadas pelas oscilações das partículas do Loto egoico, em seus respectivos vórtices ou pétalas. Podemos ter uma ideia desse processo na modulação da onda eletromagnética, ao transportar a informação, como ocorre nas telecomunicações, que inclui a conhecida telefonia celular e a televisão.

Voltar ao Início


Estudo 385

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - b. A Individualização - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo "Segundo. Aparece um triângulo no plano mental, produzido...", na página 571, até "...nesta etapa em forma de botão, estando três totalmente ocultas e secretas.", na página 572.

Considerações.

O segundo evento, o segundo fenômeno elétrico resultante da ação do Anjo solar, é o movimento de um triângulo formado por 3 átomos mentais que constituem a Jóia no Loto, a Alma ou Ego, e são manifestações dos 3 aspectos da Mônada na matéria mental. O Anjo solar estimula esse triângulo, o que provoca o aparecimento do respectivo triângulo de fogo, o qual se desloca lentamente entre o átomo mental permanente e a unidade mental, a qual se encontra no 4º subplano mental, uma vez que ela é uma molécula do 4º subplano mental e tem sua localização sob o Loto egoico, juntamente
com os átomos permanentes astral e físico. Essa comunicação entre o átomo mental permanente e a unidade mental, passando pelo centro do Loto egoico, onde se localizará a Joia no Loto, é o núcleo do antakarana, que terá de ser construído pelo homem a partir do cérebro físico.

Esse triângulo de fogo aumenta sua vibração (o que aumenta seu brilho), para provocar uma resposta tanto do superior (o átomo mental permanente), como do inferior (a unidade mental). Tudo isso é um processo de transferência de energia ou fogo, no caso fogo elétrico.

O homem, quando atinge uma etapa bem adiantada em sua evolução, ao entrar no caminho, começa a transformar esse triângulo numa unidade, ao aspirar (pelo uso da vontade consciente e inteligente) vida espiritual, perdendo o interesse pela vida material, cessando o desejo. Essa vontade consciente e inteligente atua na matéria mental.

Essa transformação do triângulo numa unidade é a fusão dos 3 aspectos do Ego, ou seja, o desenvolvimento e aperfeiçoamento e sua manipulação simultânea e em perfeita sintonia, o que é uma síntese. Isto tem de ser feito estando o homem encarnado.

Nessa tarefa o homem reproduz de forma sintética o caminho anterior, no qual a Mônada ou Espírito tomou posse do corpo causal (o Loto egoico), na individualização, para estabelecer contato com o Eu pessoal inferior. De fato, quando o homem, conscientemente, procura a vida espiritual, ele está realmente fazendo com que a Mônada estabeleça um contato mais forte e consciente com o eu inferior, para dominá-lo totalmente e por ele se expressar.

O terceiro evento é a construção dos 3 vórtices ou pétalas centrais (de atma, budi e manas), que será o 4º círculo e encobrirá a Joia no Loto. Essa construção é feita pela própria Joia no Loto, o Ego ou Alma, estimulada pelo Anjo solar, o qual faz essa estimulação através da Tríade superior, atuando no átomo búdico permanente e excitando os 3 aspectos, atma, budi e manas, chegando o efeito dessa estimulação à Joia no Loto. A energia gerada no átomo búdico permanente pela ação do Anjo solar é transferida para a Joia no Loto, através do sutratma, o condutor que liga a Mônada à Tríade superior, à Joia no Loto e à Tríade inferior. Essa energia é tríplice, com 3 frequências: a primeira relativa a atma (vontade), a segunda a budi (amor-sabedoria-razão pura) e a terceira a manas (inteligência ativa).

Sob a ação dessa energia tríplice, a Joia no Loto (o Ego ou Alma) produz na matéria mental do 3º subplano (matéria já separada e preparada pelo Anjo solar) 3 vórtices, cada um com a sua própria frequência, que serão as 3 pétalas centrais. Essas 3 pétalas fecham-se sobre a Joia no Loto, ocultando-a e aguardando o momento em que ela revelar-se-á em toda a sua glória e beleza, quando então essas 3 pétalas abrem-se totalmente.
Assim, as pétalas do Loto egoico (Conhecimento - Amor - Sacrifício ou Vontade) ficam com a aparência de um botão, porque estão fechadas, e três (as centrais) ficam completamente ocultas pelas nove.

Voltar ao Início


Estudo 386

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - b. A Individualização - Continuação a partir da página 572 até a página 575.

" Ao mesmo tempo os três átomos permanentes estão encerrados dentro do loto e o clarividente os vê como três pontos de luz na parte inferior do botão, debaixo da parte central. Nesta etapa formam um triângulo que arde fracamente. O corpo causal, ainda em estado embrionário, porém completo em sua tríplice natureza, está preparado para entrar em plena atividade a medida que transcorrem os eons. O aspecto matéria, que concerne à forma material do homem nos três mundos, ou a seu Eu pessoal inteligente ativo, pode ser desenvolvido e controlado por intermédio da unidade mental, do átomo astral permanente e do átomo físico permanente. O aspecto Espírito se acha oculto no coração do loto, para ser revelado a seu devido tempo, quando os manasadevas tenham realizado seu trabalho. A vontade perdurável está ali eternamente. O aspecto consciência que personifica o amor sabedoria do Ego divino, ao revelar-se por intermédio da mente, encontra-se predominantemente ali, e nas nove pétalas e em sua capacidade vibratória residem ocultas toda oportunidade, capacidade inata para progredir e habilidade para funcionar como uma unidade autoconsciente, essa entidade denominada Homem. (83) - Mahadeva reside no coração, Surya ou Vishnu o revela em Sua essência como a Sabedoria do Amor e o Amor da Sabedoria, e Brahma, o Logos Criador, faz possível esta revelação. O Pai nos Céus será revelado pelo Cristo, o Filho, mediante o método da encarnação, sendo possível pelo trabalho do Espírito Santo. Tudo isto é levado a cabo pelo sacrifício e pela meditação de certas entidades cósmicas que "Se oferecem Elas Mesmas" a fim de que o Homem possa ser. Dão de sua mesma essência aquilo que é necessário para produzir o princípio individualizador e o que chamamos "autoconsciência", a fim de que o Espírito divino adquira uma vida mais plena dentro das limitações que proporciona a forma, mediante as lições aprendidas durante a larga peregrinação e a "assimilação lograda em múltiplas existências".

Quarto. Quando tenham ocorrido estes três acontecimentos a luz e o fogo que circulam ao redor do triângulo manásico se retiram para o centro do loto, e este "protótipo" do futuro antakarana, se pode expressar-se assim, desaparece. A tríplice energia das pétalas, os átomos e a "joia" se centralizam, porque há de ser gerado o impulso que fará descer energia desde o novo veículo causal até os três mundos do esforço humano.

Temos tratado o método da individualização mediante a introdução dos Senhores da Chama, pois é o método mais importante neste sistema solar; qualquer método que se siga nos diversos esquemas e cadeias, a individualização - durante a etapa intermédia - constitui a lei universal. Devido a que as condições kármicas têm que ver com um Logos planetário, poderão efetuar-se modificações e porem-se em ação manasadevas cuja atividade pode não ser exatamente igual, porém os resultados são sempre similares, pois os Egos divinos em seus corpos causais possuem instrumentos análogos para trabalhar.

O último ponto de grande significado é que os Agnishvattas constroem as pétalas empregando Sua própria substância - substância energizada pelo princípio do "Eu ismo" ou ahamkara. Estes energizam os átomos permanentes com Sua própria força positiva, para levar, oportunamente, a sua máxima atividade e utilidade a quinta espira. Toda possibilidade e esperança, todo otimismo e todo êxito futuro se acham ocultos nisto.

Como temos visto, o trabalho dos Agnishvattas no plano mental deu por resultado uma descida de força ou energia desde a Mônada (ou espírito) e, em conjunção com a energia do quaternário inferior, produziu-se o aparecimento do corpo do Ego no plano mental. Na luz elétrica comum temos uma vaga ilustração do pensamento que estou tratando de expressar. A luz é criada pela aproximação dos dois polos. Mediante um tipo análogo de fenômeno elétrico brilha a luz da Mônada, porém temos que estender a ideia aos planos mais sutis e tratar com sete tipos de força ou energia em conexão com um polo e com quatro com respeito ao outro . Para o processo da individualização existe uma fórmula científica que explica este contato dual, com seus diferentes tipos de energia, mediante um só símbolo e algarismo, porém não pode ser revelado aqui.

Os Manasadevas estão energizados pela força proveniente do plano mental cósmico - força que tem estado sempre em atividade desde que se individualizou o Logos solar em kalpas muito remotos. Personificam em Sua natureza coletiva a vontade ou propósito do Logos, e são os "protótipos" cósmicos de nossos Anjos solares. Os anjos solares do plano mental do sistema personificam essa medida de vontade e propósito que o Logos pode manifestar durante uma só encarnação e que Eles, em grupos, podem desenvolver. Por conseguinte, trabalham por intermédio de grupos egoicos e principalmente, depois da individualização, sobre as unidades mentais dos entes separados que compõem os grupos. Este é Seu trabalho secundário, o qual pode ser descrito parcialmente da maneira seguinte:

Primeiro, realizam a união do Ego divino com o Eu pessoal inferior. Isto já o temos tratado.

Segundo, trabalham por intermédio dos entes mentais, plasmando sobre o átomo, por microscópica que seja, essa parte do propósito logoico que o indivíduo pode realizar no plano físico. No princípio sua influência é assimilada inconscientemente e o homem responde ao plano cega e ignorantemente. Logo, a medida que prossegue a evolução, seu trabalho é reconhecido pelo homem ao colaborar conscientemente com o plano da evolução. (84) Depois da terceira iniciação predomina o aspecto vontade ou propósito.

Deve assinalar-se aqui que a força positiva dos Manasadevas produz a iniciação. Sua função está representada pelo Hierofante. Este, vendo ante Si o veículo de budi, passa a voltagem desde os planos superiores através de Seu corpo e, por meio do Cetro (carregado com força manásica positiva), transmite ao iniciado esta energia manásica superior a fim de que possa conhecer conscientemente e reconhecer o plano correspondente ao chakra ou centro, que forma esse grupo por meio de um estímulo grandemente acrescentado. Esta força, por conduto do antakarana, desce desde o átomo manásico permanente e vai dirigida a qualquer centro que o Hierofante - de acordo com a Lei - vê que há de ser estimulado. Estabiliza a força e regula sua afluência quando circula através do Loto egoico para que, ao realizar-se o trabalho de desenvolvimento, possa revelar-se o sexto princípio no Coração do Loto. Depois de cada iniciação o Loto se abre algo mais e a luz central começa a resplandecer - luz ou fogo que queima as três pétalas do relicário, permitindo que a plena glória interna seja vista e se manifeste o fogo elétrico do espírito. Como isto se realiza no segundo subplano do plano mental (sobre o qual está agora situado o loto egoico) tem lugar um estímulo na substância densa que forma as pétalas ou rodas dos níveis astral e etérico."

(83) - O Senhor solar, o Ego divino. As duas correntes de desenvolvimento da alma às quais se refere H. P. B., em seu livro "A Voz do Silêncio", como o caminho de "Dhyana" e "Dharma" ou os "Paramitas"; Ramayana se baseia sobre este último. Os "Sete Portais", aos quais se faz referência em dito livro, provavelmente correspondem aos sete cantos deste poema sagrado. Só tenho lido o primeiro canto e darei seu sentido até onde o tenho captado. Excluindo o prefácio do poema, o primeiro que aparece nesse primeiro canto é a descrição das circunstâncias peculiares que acompanharam o nascimento de Rama na família Dasaratha. Como todos sabem, Dasaratha é um descendente dos reis solares que começaram a governar sobre a terra desde o tempo do Manu Vyvaswatha. Como seu nome o implica, é um rei cujo carro pode viajar em dez direções; em sentido esotérico microcósmico, é o rei do corpo humano que possui dez sentidos de ação e percepção que o conecta com as dez direções. Estamos perfeitamente familiarizados com a descrição que nossos antigos filósofos costumavam fazer do corpo como uma cidade com nove portas. Como bem se sabe, as nove portas são os nove orifícios do corpo humano. Se a estes se agrega o orifício conhecido como o Brahma-rundra ou a porta de Brahma, temos dez portas que correspondem às dez direções. A palavra "Dasaratha" indica a consciência relacionada com nossos sentidos, a qual é inferior à consciência que denominamos mente. The Theosophist, T. XIII, pag. 340.

(84) - O Sacrificado ou Yajamana. Yajamana é a pessoa que se tem sacrificado pelo bem do mundo e que tem empreendido a tarefa de moldar os assuntos do mesmo em obediência à lei. Se é tomado o corpo humano como o campo do sacrifício, seu manas é o yajamana. Todos os atos do homem durante sua vida, desde o nascimento à morte, constituem um grande processo yájnico, levado a cabo pela verdadeira entidade humana chamada Manas. Quem tem a vontade de sacrificar seu corpo, sua palavra e seu pensamento para o bem do mundo, é um verdadeiro yajnika e todos os planos ou lokas superiores lhe estão reservados. A nota chave central da vida do yajnika é fazer bem a todos, sem ter em conta casta ou credo, assim como o sol brilha para todos. Some Thoughts of the Gita, pag. 90.

Voltar ao Início


Estudo 387

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - b. A Individualização - Continuação - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo "Ao mesmo tempo os três átomos permanentes estão encerrados...", na página 572, até "...a larga peregrinação e a "assimilação lograda em múltiplas existências".", na página 573.

Considerações.

Neste trecho o Mestre Djwal Khul descreve a localização da Tríade inferior: a unidade mental e os átomos permanentes astral e físico, debaixo do ponto central do Loto egoico, ou seja, debaixo da Joia no Loto, a Alma ou Ego, o que é coerente, uma vez que o Ego tem de controlar a Tríade inferior e por ela se expressar nos 3 mundos inferiores: mental concreto, astral e físico.

Nessa fase inicial, logo após a construção do Loto egoico, ou seja, logo após a individualização, o início da vida como ser humano, a Tríade inferior tem muito pouco brilho.

O Eu pessoal inteligente ativo, a personalidade, resultante da ação conjunta dos 3 corpos inferiores, construídos a partir dos 3 componentes da Tríade inferior, é o aspecto matéria e pode ser desenvolvido e controlado pelo Ego por meio da Tríade inferior.

No interior da Joia no Loto, o Ego ou Alma, encontra-se o aspecto Espírito (Atma), que será despertado e manifestar-se-á plenamente em toda sua glória e poder, quando os Anjos solares tiverem concluído o seu trabalho de estímulo, o que ocorrerá na 4ª Iniciação planetária, a 2ª solar, sendo que logo após a 3ª Iniciação planetária, a 1ª solar, Atma ou Vontade já estará bem evidente.

O amor sabedoria do Ego divino é expresso pelo aspecto consciência, que utiliza a mente para se revelar.
Na capacidade de vibrar dos9 vórtices ou pétalas do Loto egoico está o poder para o homem progredir e desenvolver a habilidade de funcionar como entidade autoconsciente nos 3 mundos inferiores.

Mahadeva é o aspecto Atma e está no coração da Joia no Loto, Surya ou Vishnu é o aspecto Budi e está na consciência e Brahma é o aspecto Inteligência Ativa, o aspecto matéria, que, ao construir o Loto egoico, (que é matéria mental), possibilita a revelação de Atma e Budi.
O Pai nos Céus é Atma ou Espírito, que será revelado pelo Cristo, o Filho, a consciência, pelo processo de encarnação, o qual é possível pelo trabalho do Espírito Santo, trabalho este realizado pelos Devas, sem seus diversos níveis.

Os Devas, desde os níveis cósmicos, oferecem-se Eles próprios para que tudo isto possa ocorrer, ou seja, para que o Homem possa existir. Eles se sacrificam e meditam continuamente; impregnando a matéria mental com a Sua própria essência, Eles conferem à essa matéria mental qualidades vibratórias específicas que permitem que o Ego adquira autoconsciência e assim a Mônada possa ter uma vida mais plena, apesar das limitações da forma, através das experiências vivenciadas durante o longo período nos 3 mundos inferiores.

Voltar ao Início


Estudo 388

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - b. A Individualização - Continuação - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo "Quarto. Quando ocorreram estes três acontecimentos a luz e o fogo...", na página 573, até "...Este é Seu trabalho secundário, o qual pode ser descrito parcialmente da maneira seguinte:", na página 574.

Considerações.

O Mestre Djwal Khul continua a explicação da construção do Loto egoico pelos Anjos solares. Após a construção dos nove vórtices ou pétalas, o deslocamento do triângulo de fogo estabelecendo o contato inicial entre a unidade mental e o átomo mental permanente (sendo este contato o protótipo do antakarana) e a formação dos três vórtices ou pétalas centrais pela Jóia no Loto, mediante um estímulo búdico, dá-se praticamente o encerramento da construção desse magnífico e importantíssimo sistema a ser utilizado pela Mônada. O movimento do triângulo manásico entre a unidade mental e o átomo mental permanente cessa, localizando-se o triângulo (a Joia no Loto) no centro do loto, juntamente com as doze pétalas: os três círculos de três vórtices cada um e o círculo central (também de três vórtices), que oculta a Joia no Loto.

A partir daí começa o trabalho de descida de força para os corpos inferiores, com o objetivo de adquirir experiência nos três mundos inferiores: mental inferior, astral e físico, através das sucessivas encarnações e, por esse processo de imersão nas matérias mais densas, os vórtices ou pétalas do Loto egoico se desenvolverem e dinamizarem-se ao máximo.

O Mestre tem explicado o método de individualização introduzindo a ação dos Senhores da Chama, sendo o método mais importante neste atual sistema solar. Cabe lembrar que os Senhores da Chama são os 108 Kumaras que vieram do esquema de Vênus, sob a direção de SANAT KUMARA, dos quais apenas SANAT KUMARA e mais 6 Kumaras permanecem na Terra, tendo os demais retornado a seu esquema de origem. Todavia os Anjos solares também são senhores da chama, pois a palavra agnishvatta indica isto. A intervenção dos Kumaras ocorreu somente aqui na Terra, na individualização da raça lemuriana, há 18 milhões de anos, na quarta ronda da quarta cadeia do esquema terrestre.

O que o Mestre quis dizer é que o método de construção do Loto egoico pelos Anjos solares é o mais importante no atual sistema solar, sendo uma lei universal neste sistema. Em outros esquemas podem ocorrer modificações, porém mantendo a linha geral e básica. Essas modificações são devidas ao karma do Logos planetário do esquema implicado, porque as ações a serem executadas no processo de individualização das Mônadas sob a guarda do Logos planetário têm de ser coerentes com as ações exigidas pelo karma do Logos. Em outras palavras existe uma correlação direta entre o karma de um Logos planetário e o processo de individualização. Em todos os esquemas nos quais há Mônadas na linha de evolução humana tem de existir Egos para que as Mônadas se manifestem e evoluam nos mundos inferiores.

Um ponto de grande significado e importância é que os Anjos solares constroem o Loto egoico com a matéria dos seus próprios corpos, ou seja, os Lotos egoicos são constituídos de corpos de Agnishvattas, em diversos grupos, sendo utilizados pelas Mônadas humanas individualizadas. A matéria mental constituinte dos corpos dos Anjos solares adquire uma nova propriedade não existente na matéria mental comum. Essa propriedade é transmitida à matéria mental pela ação do Anjo solar. Sem essa qualidade a Mônada jamais iria ter autoconsciência no mundo causal, o que implicaria na impossibilidade de autoconsciência para o homem encarnado no mundo físico. Essa propriedade conferida à matéria mental pelos Anjos solares é denominada ahamkara ou Eu ismo. Os Anjos solares, pela grande experiência adquirida no sistema solar anterior, desenvolveram essa qualidade e agora se sacrificam em benefício do homem, dentro do Plano divino. Cabe lembrar que Eles utilizam os conhecimentos que possuem a respeito do nosso Logos planetário na energização e qualificação da matéria mental com a qual constroem os Lotos egoicos. Isto é óbvio, porque as Mônadas humanas são células no corpo físico do nosso Logos solar e assim têm de expressar a vida interior do Logos.

Como decorrência da ação dos Anjos solares, os átomos permanentes da Tríade inferior são vitalizados na linha do quinto princípio (manas), no qual os Anjos solares são especializados, o que leva a quinta espira à atividade máxima.

Sendo a individualização o contato da energia da Mônada com a energia do quaternário inferior, gerando o Ego, portanto o contato entre dois polos, O Mestre compara o processo de individualização com o fenômeno físico da luz elétrica nossa conhecida. Nessa luz, quando o interruptor é ligado, um circuito ligando o polo positivo com o polo negativo da fonte de energia elétrica, passando pelo filamento de tungstênio da lâmpada incandescente, faz com que o tungstênio emita fótons (luz). O polo positivo seria a Mônada, o polo negativo o quaternário inferior e a luz o Ego.

O Mestre alerta para que levemos em consideração nessa analogia que a energia oriunda da Mônada (o polo positivo) é de sete tipos e a energia oriunda do quaternário inferior (o polo negativo) é de quatro tipos. Na analogia com a lâmpada elétrica, temos no filamento o elemento resistência, e assim podemos ver no Ego essa propriedade de resistência.

Quanto à fórmula científica citada pelo Mestre, temos uma analogia na famosa Lei de Ohm, que rege os fenômenos elétricos:

I = E / R

onde I é a corrente elétrica em ampéres, E é a voltagem (a força eletromotriz) e R é a resistência em ohms. Com base nessa lei podemos fazer ilações com referência à fórmula científica citada pelo Mestre.

Assim como existem os Anjos solares que trabalham na matéria mental (a gasosa cósmica) do nosso sistema solar e constroem e energizam os Lotos egoicos humanos, também existem os Anjos solares cósmicos que trabalham na matéria mental cósmica e construíram (em época muitíssimo remota) e energizam (atualmente) o Loto egoico do nosso Logos solar. Eles personificam em sua totalidade o propósito do Logos solar e são os protótipos dos nossos Anjos solares do sistema, na matéria mental (a gasosa cósmica). Portanto os Anjos solares cósmicos energizam os Anjos solares do sistema. Assim uma parte do propósito do Ego logoico solar (a parte que o Logos solar quer desenvolver numa só encarnação) é passada para os Anjos solares do sistema, os quais procuram executar essa parte que lhes cabe através dos Egos em grupos, pelos quais são responsáveis, atuando sobre as unidades mentais desses Egos.

Voltar ao Início


Estudo 389

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - b. A Individualização - Continuação - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo "Este é Seu trabalho secundário, o qual pode ser descrito parcialmente da maneira seguinte:", na página 574, até "...um estímulo na substância densa que forma as pétalas ou rodas dos níveis astral e etérico.", na página 575.

Considerações.

Neste trecho o Mestre Djwal Khul descreve parcialmente o trabalho secundário dos Anjos solares sobre as unidades mentais das Tríades inferiores dos grupos egoicos que eles vitalizam.

A união do Ego divino com o eu pessoal inferior já foi devidamente tratada.

Complementando o trabalho, os Anjos solares atuam nos entes mentais, o homem nos 3 mundos inferiores, registrando na unidade mental, por menor que seja, a parte do propósito logoico que o homem pode realizar no plano físico. Inicialmente essa influência é assimilada inconscientemente e o homem responde ao plano cega e sem conhecimento. Logo, a medida que ele vai evoluindo nas sucessivas encarnações e ajustado dentro do plano pelos agentes do karma, o homem passa a colaborar conscientemente com o plano da evolução, o que demonstra o reconhecimento do trabalho dos Anjos solares. Quando a terceira Iniciação é conquistada pelo homem, o aspecto vontade ou propósito passa a predominar no comportamento dele, o que significa que ele se dedica forte e decididamente à execução do propósito logoico que lhe cabe, concentrando-se nele e empregando todo o potencial e capacidade de sua vida física para o êxito do propósito do nosso Logos planetário.

Uma consequência do trabalho dos Anjos solares é a iniciação, que advém como resultado da ação da força positiva deles. Os Anjos solares passaram pelo processo iniciático no sistema solar anterior e portanto possuem experiência do assunto. Sabendo que a meta do homem para a nossa atual quarta cadeia planetária é a quinta iniciação planetária, a terceira solar, Eles estimulam o homem para essa meta. O Mestre diz que Sua função está representada pelo Hierofante (o Iniciador), o qual, vendo ante Si o veículo de budi (o Loto egoico do iniciado), passa a voltagem desde os planos superiores (a energia do plano mental cósmico) através de Seu corpo e a transfere para o Cetro de Iniciação, o qual está carregado com força manásica positiva, e a partir do Cetro transmite a força elétrica para o iniciado. Nessas transferências, até chegar ao iniciado, a força elétrica superior é devidamente adequada e dosada para que o iniciado possa suportar o impacto. Esta transferência de força objetiva fazer com que o iniciado conheça conscientemente o plano correspondente ao chacra ou centro do Logos planetário, formado pelo grupo ao qual o iniciado pertence. Este reconhecimento é resultante do intenso estímulo propiciado pela energia do Cetro. Esta força passa do Loto egoico do iniciado para o átomo mental permanente, daí para a unidade mental por conduto do antakarana, sendo dirigida para o chacra que o Hierofante vê que necessita de estímulo. Esta força, ao circular pelos vórtices ou pétalas do Loto egoico, é estabilizada, sendo seu fluxo devidamente regulado, com o objetivo de, ao ser realizado o trabalho de desenvolvimento, o sexto princípio, budi, possa ser revelado no Coração do Loto, onde está a Joia no Loto, o Ego ou Alma. Após cada iniciação, os vórtices ou pétalas do Loto egoico abrem-se algo mais, fazendo com que a luz central, da Joia no Loto, resplandeça e se torne visível. Esta luz, oriunda do fogo central, irá finalmente queimar os três vórtices ou pétalas centrais, na quarta iniciação, a segunda solar, o que fará com que a plena glória interna seja vista e se manifeste em toda a sua plenitude e potência o fogo elétrico da Mônada. Nesta etapa já avançada, os vórtices do Loto egoico estão constituídos de moléculas do segundo subplano mental e a ação neles desenvolvida provoca um estímulo nos vórtices dos chacras dos corpos astral e etérico, pois existe uma conexão entre os vórtices do Loto egoico e os chacras. Este estímulo nos chacras afeta intensa e beneficamente os corpos astral e físico do iniciado, fazendo as energias provenientes da Mônada e do Ego circularem livremente por esses corpos, o que, com outras palavras, significa a manifestação da Mônada e do Ego por meio dos corpos inferiores. Logicamente o corpo mental inferior também é afetado beneficamente, pois os chacras deste corpo também estão conectados com os vórtices do Loto egoico.

Voltar ao Início


Estudo 390

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - b. A individualização e as raças - Páginas 575, 576 e 577.

"b. A individualização e as raças. Se este tratado não serve a outro propósito que chamar a atenção dos que estudam ciência e filosofia para que estudem a força ou a energia no homem e nos grupos, e interpretem o homem e a família humana em termos de fenômenos elétricos, muito bem ter-se-á logrado. A polaridade de um homem, de um grupo e de um conjunto de grupos; a polaridade dos planetas e sua relação entre si e com o Sol; a polaridade do sistema solar e sua relação com outros sistemas; a polaridade que tem um plano com outro e um princípio com outro; a polaridade dos veículos mais sutis e a aplicação científica das leis da eletricidade a todo o existente no plano físico, trará uma revolução neste planeta só comparável à efetuada no momento da individualização. Assinalaria aqui certo fato significativo que os estudantes deveriam considerar cuidadosamente.

Na terceira raça-raiz (35) teve lugar a individualização. Acontecimento que se fez possível devido a certas condições e relações de polaridade e porque as leis científicas foram compreendidas e os Conhecedores aproveitaram uma condição elétrica particular para apressar a evolução da raça. Foi um estupendo tipo de fenômeno elétrico que produziu as "luzes que sempre ardem", resultado do conhecimento da lei natural e sua adaptação à oportunidade.

Na quarta raça-raiz a adaptação da força iniciou-se de outra maneira. Ali também aproveitaram-se o momento e a oportunidade para abrir a porta para o quinto reino, aplicando o método de iniciação forçada. Um terceiro tipo de eletricidade desempenhou sua parte para produzir este acontecimento, e o efeito que produziu este fenômeno elétrico sobre os entes (sendo eles mesmos centros de energia) - cientificamente considerados - indica que o homem já está preparado para a cerimônia da iniciação e disposto para transmitir energia espiritual ao mundo. Tecnicamente cada iniciado é um transmissor de força, portanto seu trabalho é tríplice e consiste em:

1. Proporcionar um tríplice veículo capaz de oferecer a necessária resistência à força, recebê-la e também retê-la.
2. Transmiti-la como energia ao mundo ao qual serve.
3. Armazenar certa quantidade da mesma para um duplo propósito:

a. Proporcionar uma reserva de força para casos de emergência e trabalho especial que possam requerer os Grandes Seres.
b. Atuar como dínamos para esse grupo imediato que toda alma avançada, discípulo e iniciado reúne a seu redor em qualquer dos planos nos três mundos.

Na quinta raça-raiz poderá ser esperado outro transcendente acontecimento, que sucederá num futuro imediato, e se iniciou conjuntamente com a energia que culminou oportunamente na guerra mundial. O primeiro efeito produzido ao aparecer um novo estímulo elétrico, proveniente de centros que se encontram fora do sistema, consiste em causar primeiramente uma destruição que conduz à revelação. O que está aprisionado deve ser liberado. Assim acontecerá na atual raça-raiz, a quinta. Certas forças cósmicas já estão atuando e ainda não se evidencia o pleno efeito de sua energia. A Hierarquia aproveitará esta força entrante a fim de impelir os planos planetários. Em todos os casos o efeito produzido pelo fenômeno é sentido em qualquer dos reinos ademais do humano. Durante o período de individualização é evidente que teve lugar um grandioso estímulo no reino animal, estímulo que tem persistido e conduzido a esse fenômeno denominado "animais domésticos" e sua etapa de inteligência relativamente elevada comparada com a dos animais selvagens. Nos dias atlantes, a abertura da porta que conduz ao quinto reino, ou etapa de consciência búdica, produziu um profundo efeito no reino vegetal. Dito efeito pode ser observado nos resultados obtidos por Burbank, sendo da mesma natureza que o processo iniciático no homem e envolvendo a rápida aquisição de uma perfeição relativa.

No transcendental e iminente acontecimento, a grande revelação que se aproxima, a Hierarquia aproveitará novamente o momento e a energia para produzir certos acontecimentos que terão lugar principalmente no reino humano, porém também será observado como regeneração de força para o reino mineral. Quando a energia foi sentida por primeira vez no reino humano, produziu essas condições causadoras da tremenda atividade que desembocou na guerra e também da atual tensão mundial; no reino mineral afetou alguns minerais e elementos, e apareceram as substâncias radioativas. Esta característica (ou radioatividade) da pechblenda e demais unidades envolvidas, constitui comparativamente um novo desenvolvimento de acordo com a lei evolutiva e, embora latente, somente necessitou da extração do tipo de energia que já começa a afluir na terra. Esta força começou a afluir em fins do século dezoito e não se sente ainda seu pleno efeito, pois passarão centenas de anos antes de que desapareça. Por seu intermédio será possível fazer certos descobrimentos, e durante sua vigência virá a nova ordem. Os Grandes Seres que conhecem o tempo e o momento, farão que sejam produzidos em nossa raça-raiz esses acontecimentos que se sucederam nas terceira e quarta raças."

Voltar ao Início


Estudo 391

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - b. A Individualização e as raças - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo "b. A individualização e as raças. Se este tratado não serve a outro propósito que...", na página 575, até "...resultado do conhecimento da lei natural e sua adaptação à oportunidade.", no início da página 576.

Considerações.

Neste trecho o Mestre Djwal Khul enfatiza a importância e necessidade de que aqueles que estudam ciência e filosofia interpretem e analisem o homem e a humanidade como fenômenos elétricos, ou seja, como efeitos da interação de energias de duas polaridades, surgindo um terceiro elemento. Já temos na ciência uma comprovação da veracidade dessa afirmação do Mestre, no fato de toda a atividade do cérebro ser elétrica, na base de troca de íons no axônio, e a comunicação entre os neurônios ser pelos neurotransmissores. Como sabemos, para a ciência a consciência se manifesta no cérebro. Pesquisas recentes estão tentando desvendar como a consciência resulta da ação elétrica simultânea de uma imensa quantidade de neurônios que se comunicam entre si.

Sabemos claramente que toda combinação química é elétrica, envolvendo duas polaridades, uma vez que os átomos se unem pelo compartilhamento de elétrons da órbita de valência. Ora, os elétrons são de polaridade negativa, sendo os prótons do núcleo do átomo de polaridade positiva, resultando dessa interação de polaridades a molécula. Sabemos também que há 3 tipos de partículas portadoras de carga elétrica:

- elétron, carga elétrica negativa,
- próton, carga elétrica positiva,
- nêutron, carga elétrica neutra, ou seja, reunião de um próton com um elétron.

Quando a ciência descobrir que todos os fenômenos da natureza se enquadram nessa interação de energias nas 3 situações de polaridades, haverá uma revolução na Terra somente comparável à que houve na individualização, na raça lemuriana, quando foi implantada a chispa da mente no homem, o qual saiu do estado de simples consciência para o de autoconsciência, com a capacidade de discriminar, analisar, perceber diferenças e raciocinar.

Este processo de analisar por meio da interação de polaridades deve ser aplicado não somente ao homem, mas às relações entre grupos, entre planetas, entre sistemas solares e mais além. Pelas naturezas das polaridades das energias que interagem entre si, as quais muitas vezes são em número de três, podemos deduzir a natureza do fenômeno resultante, o qual pode ser o comportamento de um indivíduo, de uma nação, de uma humanidade, de um planeta, de um conjunto de planetas, até do próprio sistema solar como um todo.

Quando a raça-raiz lemuriana, a terceira, individualizou-se, a matéria mental envolvendo a Terra estava num tal estado elétrico, que afetou as matérias astral e física da Terra, o que foi aproveitado e devidamente manipulado pela Hierarquia planetária da época para implantar no homem a autoconsciência e ativar o quinto princípio, manas. Este estado elétrico da matéria mental envolvendo a Terra foi induzido por energias provenientes de fora do esquema terrestre, energias essas de diversas polaridades. Essa situação elétrica provocou na matéria mental envolvendo a Terra uma tal forma de onda que foi possível a autoconsciência no homem lemuriano. Forma de onda é uma expressão científica que descreve como uma energia cresce do zero até um valor máximo (pico) no sentido positivo, decai até o valor zero e em seguida cresce até um valor máximo no sentido oposto, o negativo, e depois volta novamente ao valor zero, repetindo esse comportamento várias vezes por segundo, número esse que é denominado frequência da onda de energia. A Lei de Vibração, que impera na matéria adi, é entendida dessa forma.

Esse modo de analisar é aplicável a todos os planos ou tipos de matérias do nosso sistema solar, ou seja, as matérias física, astral, mental, búdica, átmica, monádica e adi. Dessa forma podemos analisar a ação da Mônada sobre a Jóia no Loto (a Alma ou Ego) através da Tríade superior. Nessa ação vemos claramente a dupla polaridade: a Mônada (o Espírito), com sua energia de polaridade positiva e a Jóia no Loto (matéria mental superior) de polaridade negativa (receptora). A Joia no Loto por sua vez é de polaridade positiva para a personalidade, de polaridade negativa em relação à Joia no Loto.

Quando dissemos acima que a Hierarquia planetária da Terra na época da individualização manipulou o estado elétrico da matéria mental da Terra para essa individualização, essa manipulação pode ser descrita como modulação da forma de onda da matéria mental, ou seja, da forma pela qual a energia elétrica se desenvolvia ao longo do tempo.

Aproveitamos para listar as sete raças-raiz do período global da Terra, ou seja, do período em que a humanidade irá permanecer no planeta Terra:

1. 1ª raça-raiz Adâmica de matéria astral.
2. 2ª raça-raiz Hiperbórea de matéria etérica.
3. 3ª raça-raiz Lemuriana de matéria física densa.
4. 4ª raça-raiz Atlante viveu na Atlântida.
5. 5ª raça-raiz Ária a atual, em sua 5ª sub-raça, em vias da chegada da 6ª sub-raça.
6. 6ª raça-raiz por vir.  
7. 7ª raça-raiz a última, sintetizadora, por vir.  

Quando acabar o período global da Terra, a humanidade (os que escaparem do expurgo menor que antecede o grande expurgo da 5ª ronda) será transferida para o globo cinco ou E do esquema terrestre, globo este de matéria etérica. Neste globo a humanidade viverá fisicamente apenas com o corpo etérico, não existindo o corpo denso de matéria nos estados gasoso, líquido e sólido.

Voltar ao Início


Estudo 392

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - b. A individualização e as raças - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo "Na quarta raça-raiz a adaptação da força...", no início da página 576, até "...esses acontecimentos que se sucederam nas terceira e quarta raças.", na página 577.

Considerações.

Neste trecho o Mestre Djwal Khul descreve a ação da força elétrica que atuou na quarta raça-raiz, a atlante. Nesta raça a eletricidade, que o Mestre classifica de terceiro tipo, provocou a abertura do Portal da Iniciação para a humanidade, ou seja, o ingresso de membros do quarto reino no quinto reino, o reino espiritual, por meio de um estímulo externo.

A eletricidade anterior, que atuou na terceira raça-raiz e produziu a individualização, manifestou-se na matéria mental superior, permitindo a construção do Loto egoico. Podemos deduzir então que a eletricidade do terceiro tipo, que se manifestou na raça atlante, atuou por meio da matéria búdica, que está imediatamente acima da mental em termos de maior sutileza e vibração. De fato, quando o homem ingressa no reino espiritual (por ter conquistado as qualificações necessárias), seu átomo búdico permanente, na Tríade espiritual, já entrou na fase de atividade, respondendo então ao estímulo dessa eletricidade do terceiro tipo e provocando resposta do Ego. Isto também significa uma maior atenção da Mônada no Ego. Como a lei que rege a matéria búdica é de Controle Magnético, concluímos que esta eletricidade tem um forte poder magnético.

Ao conquistar a iniciação, o homem tem de desenvolver em seus 3 corpos inferiores (físico, astral e mental) a capacidade de oferecer certa resistência a essa eletricidade búdica, para poder recebê-la e retê-la, com o objetivo de transmitir essa energia ao mundo ao qual serve, ser reserva de força para trabalhos especiais dos Grandes Seres e ser um centro motor para o grupo imediato que se forma a seu redor (pela sua própria atração magnética), em qualquer dos 3 mundos (físico, astral e mental). Esta força ainda atua, uma vez que as Portas da iniciação ainda estão abertas para os capacitados.

Para a atual raça-raiz, a quinta, um outro tipo de força elétrica, proveniente de um centro fora do sistema solar, já começou a atuar. Seu primeiro efeito foi destruir o que impede a revelação do que está oculto e assim culminou na última guerra mundial. Essa força ainda não atingiu sua potência máxima. Ela começou em fins do século XVIII e, além de ter provocado a última guerra mundial, estimulou fortemente o reino mineral, fazendo aparecerem as substâncias radioativas e dando origem ao uso da energia atômica.

Mas o acontecimento maior em relação à humanidade ainda está por ocorrer. Por dedução, como a eletricidade da raça atlante, a quarta, atuou pela matéria búdica, essa eletricidade da quinta raça-raiz deverá atuar pela matéria átmica, imediatamente acima da búdica. A lei que rege a matéria átmica é a de Desintegração, que está fortemente vinculada com à matéria física, regida pela Lei de Sacrifício e de Morte. Assim, podemos concluir que o grande evento por vir terá caráter de destruição, para que possa surgir o novo e melhor. A Hierarquia planetária está atenta, para agir no momento certo.

Essa forças elétricas não atuam somente no reino humano, mas em qualquer outro reino. Na terceira raça-raiz, a lemuriana, o reino animal foi estimulado, dando origem aos animais domésticos, com inteligência relativamente maior que a dos animais selvagens.

Na quarta raça-raiz, a atlante, o reino vegetal também foi estimulado, resultando na rápida aquisição de uma perfeição relativa, o que equivaleu a uma iniciação para o reino humano. Conforme o Mestre diz, isto pode ser observado pelos resultados obtidos por Burbank.

Voltar ao Início


Estudo 393

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - c. Métodos de individualização - Páginas 577, 578 e 579.

"c. Métodos de individualizção. Temos visto já que o método característico de individualização neste sistema solar é o resultado da força que emana do plano mental cósmico, impelindo à atividade esses entes cuja função consiste em formar o corpo egoico, construindo-o com sua própria substância vivente no plano mental e, por meio de suas próprias qualidade e natureza, dotam os entes humanos do plano físico com a faculdade de autoconsciência, produzindo assim o Homem. Seu trabalho consiste em energizar as unidades mentais dos homens, em coordená-las por meio da força que elas personificam e em energizar os corpos do tríplice homem inferior para que no seu devido tempo possam expressar inteligentemente a vontade e o propósito do Pensador imanente. Levando a cabo esta função, no caso da família humana, são produzidas certas condições nos planetas e no sistema.

Os corpos denso e etérico do Logos e dos Logos planetários fundem-se, proporcionando assim um coerente veículo de expressão para ditas Entidades cósmicas.

Quando o ser humano obtém a autoconsciência chega a sua consumação a plena consciência do Logos envolvido. É o momento da frutificação e (desde certo ponto de vista esotérico) marca a realização do Septenário perfeito. Os três reinos involutivos ou elementais, e os três subhumanos acham seu sétimo princípio no quarto reino da natureza 3 + 4 = 7. Quando a vida de Deus tenha circulado através dos sete reinos, é adquirida a plena autoconsciência, desde um ponto de vista relativo, e o Filho está por alcançar a realização. Então esta perfeição relativa deve ser lograda também em outras etapas, nas quais a autoconsciência separada das Entidades implicadas (humanas ou planetárias) deve eventualmente fundir-se com a consciência universal.

Também são estimulados certos centros nos corpos logoico e planetário e os Raios (se é possível expressar-se assim) se fazem radioativos. Esta radiação trará oportunamente à atividade grupal consciente que leva à interação planetária que, de acordo com a Lei de Atração e Repulsão, trará uma eventual síntese.

Em níveis cósmicos ou fora do sistema, o processo de individualização produz a atividade correspondente no corpo egoico do Logos, por isso se acrescenta a vibração nesse centro do corpo dAQUELE SOBRE QUEM NADA PODE SER DITO, e que nosso Logos representa. Produz também uma reação ou "reconhecimento oculto" no protótipo do Septenário, os sete Rishis da Ursa Maior, e esta reação em círculos cósmicos persistirá até o fim do Mahamanvantara, quando o Logos se libere (embora momentaneamente) da existência no plano físico.

Isto também produz uma liberação cíclica de força desde o plano mental cósmico. Na atual ronda, a quarta, a força máxima deste ciclo foi sentida na terceira raça-raiz. Na próxima ronda e na quarta raça-raiz, durante um período muito breve, um novo ciclo alcançará seu zênite e voltará a se abrir a porta da individualização a fim de permitir a entrada de certos Egos muito avançados que tratarão de encarnar para realizar um trabalho especial. Esta ronda não proporcionará corpos adequados à sua necessidade. A próxima poderá fazê-lo se os planos forem levados a cabo como foram projetados. Neste caso, os Manasadevas correspondentes não individualizarão homens animais com na ronda anterior, mas estimularão o germe mental nesses membros da atual família humana, que como diz H. P. B., embora aparentemente sejam homens, não possuem a chispa da mente. (36) Nos próximos setecentos anos, estas raças aborígenes inferiores praticamente morrerão e - nesta ronda - não reencarnarão, sendo por isso rechaçadas. Na ronda seguinte a oportunidade voltará a se apresentar e os Manasadevas reiniciarão o trabalho de formar núcleos individualistas para o desenvolvimento da autoconsciência. Os Egos que esperam a oportunidade logicamente não entrarão até que o tipo humano dessa era esteja suficientemente refinado para seu propósito. Sua tarefa consiste em desenvolver a sexta pétala do Loto egoico logoico, sendo de tal natureza que apenas podemos imaginá-la. Encontram-se na linha dos Budas de Atividade, os quais se liberaram para o atual mahamanvantara, enquanto que os Egos já mencionados têm todavia algo que evoluir. Poderão "entrar" só em meados da quinta ronda e constituem um grupo de iniciados que detiveram sua própria evolução (falando tecnicamente) a fim de realizar um trabalho especial no planeta Vulcano; portanto deverão voltar para continuar e terminar aquilo que ficou sem realizar. Dados os resultados de sua experiência em Vulcano, o veículo físico deverá ser de tal qualidade que nestes momentos e na atual ronda produziriam um desastre se encarnassem."

(36) Estes são os Vedas do Ceilão (atual Sri Lanka), os Bosquimanos da Austrália e alguns exemplares das raças africanas mais inferiores. D. S. III, 196 - 197, 279, 402 - 403.

Voltar ao Início


Estudo 394

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - c. Métodos de individualização - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo "c. Métodos de individualização . Temos visto já...", na página 577, até " ...deve eventualmente fundir-se com a consciência universal.", na página 578.

Considerações.

Neste trecho o Mestre Djwal Khul deixa bem clara a influência da energia que é emanada da matéria mental cósmica constituinte do Loto egoico do nosso Logos solar, por ação de uma energia proveniente da Mônada logoica, a qual, por sua vez, é influenciada por energias provenientes de Seres cósmicos ligados ao nosso Logos solar, dentro do corpo do nosso Logos cósmico, AQUELE DO QUAL NADA PODE SER DITO e do QUAL nosso Logos solar é um centro, o centro cardíaco.

Essa energia proveniente da matéria mental cósmica, trabalhada pelas energias acima citadas, impele os Anjos solares para sua atividade na matéria mental (a gasosa cósmica), construindo com seus próprios corpos de matéria mental os Lotos egoicos dos seres humanos, lotos egoicos esses que permitem que o homem encarnado em corpo físico tenha autoconsciência em seu cérebro físico. Essa aquisição de autoconsciência por parte dos seres humanos encarnados é consequência das propriedades da matéria mental dos corpos dos Anjos solares, com os quais Eles constroem os Lotos egoicos. Essas propriedades são específicas da matéria mental dos corpos mentais dos Anjos solares, propriedades essas impostas pelas Mônadas dos Anjos solares, pois Eles estão mais adiantados que as Mônadas humanas, tendo conquistado esse avanço no sistema solar anterior.

Os Anjos solares são em três grupos, sendo que um grupo atua sobre as unidades mentais dos seres humanos e a partir daí energizam os três corpos inferiores dos seres humanos: mental inferior, astral e físico.

Nessa tarefa de influenciar os três corpos inferiores humanos, sob a orientação do grupo mais elevado de Anjos solares, esses três corpos são trabalhados para que expressem em algum momento a vontade e o propósito do Pensador imanente, o Ego (a Jóia no loto), expressão do verdadeiro Pensador imanente, a Mônada. Nessa tarefa o próprio Ego também é trabalhado nesse sentido, para que ele possa aprender a lidar e dominar as matérias inferiores.

Essa capacidade de os Egos expressarem sua vontade e seu propósito por meio de seus três corpos inferiores, quando consideramos toda a família humana, ou seja, todo o conjunto de Egos humanos, produz condições especiais na matéria mental do nosso esquema planetário, que permitem com que o nosso Logos planetário adquira plena consciência de seu corpo denso (constituído pelas matérias mental, astral e física) do nosso esquema. É quando efetivamente o Logos planetário toma posse de Seu corpo denso, pelo funcionamento conjunto dos Seus corpos etérico (de matéria búdica) e denso (de matérias mental, astral e física). O mesmo acontece com o Logos solar, quando consideramos todas as Mônadas humanas individualizadas dentro do sistema solar.

É a realização do Septenário perfeito, como diz o Mestre, uma vez que o reino humano é a síntese dos outros seis reinos: os três elementais ou involutivos e os três sub-humanos (mineral, vegetal e animal), os quais formam com o reino humano o Septenário, sendo no reino humano que esses reinos inferiores encontram seu sétimo princípio, atma, pois o homem é o encontro da Mônada (atma) com a matéria.

Sabemos que as Tríades inferiores das Mônadas humanas passaram pelos três reinos elementais (nas matérias mental superior, mental inferior e astral) e pelos reinos mineral, vegetal e animal, antes da individualização

.A aquisição da plena autoconsciência por qualquer entidade, seja homem, seja um Logos planetário, seja um Logos solar, significa conquistar a realização, a qual, todavia é relativa, porque uma realização mais elevada tem de ser realizada, pela qual a autoconsciência individual funde-se com uma autoconsciência maior; no caso do homem é a fusão com a autoconsciência do Logos planetário, no caso do Logos planetário é a fusão com a autoconsciência do Logos solar e no caso do Logos solar é a fusão com a autoconsciência do Logos cósmico.

Portanto, as realizações são etapas e conquistas cada vez mais elevadas e maiores.

Voltar ao Início


Estudo 395

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - c. Métodos de individualização - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo "Também são estimulados certos centros nos corpos logoico e planetário...", na página 578, até "...(embora momentaneamente) da existência no plano físico.", na página 578.

Considerações.

O Mestre Djwal Khul diz neste trecho que quando Mônadas adquirem autoconsciência nos planos ou mundos inferiores (físico, astral e mental), no processo de individualização, ocorre estimulação de alguns centros (chacras) nos corpos físicos do Logos solar e dos Logos planetários, chacras esses feitos de matéria búdica (quarto éter cósmico). Com esse estímulo os chacras aumentam sua ação exterior, emitindo mais energias, ou seja, tornam-se radioativos, afetando todo o sistema solar e o próprio esquema planetário particularmente, uma vez que cada Logos planetário sagrado (que é um chacra sagrado no corpo físico cósmico do Logos solar) atua em todas as vidas em evolução em seu esquema planetário, que é Seu corpo físico cósmico. Embora nosso Logos planetário não seja um Logos sagrado, todavia Ele está vinculado ao centro laríngeo do nosso Logos solar, centro esse que é o Logos do esquema de Saturno. Assim todos os esquemas são beneficiados por essa ação radioativa.

Esta ação radioativa é de tal natureza que incentiva a união que leva à atividade grupal. Esta união se dá em nível individual, entre as Mônadas e reinos em evolução no esquema planetário, como também entre os esquemas planetários (conjuntos de Mônadas). Assim desenvolve-se dentro do sistema solar uma mais forte atividade grupal, quando consideramos o conjunto de esquemas e de Logos planetários. Isto na realidade é um início de síntese, que conduz à perfeição. Tudo isto porque a meta do nosso Logos solar para este atual sistema solar é desenvolver e aperfeiçoar ao máximo o Amor-Sabedoria-Razão Pura (Budi), que é regido pela Lei de Atração e Repulsão. A síntese maior é conseguida pela ação da Vontade (Atma).

Essa estimulação dos centros ou chacras do nosso Logos planetário resultante do processo de individualização de Mônadas, ao produzir uma mais forte atividade grupal dentro do sistema solar como um todo, resulta em uma estimulação do corpo físico cósmico (o sistema solar como um todo) como centro ou chacra cardíaco dentro do corpo cósmico do Logos cósmico, AQUELE DO QUAL NADA PODE SER DITO, tornando-se também radioativo esse centro e afetando outros centros dentro do corpo cósmico do Logos cósmico.

Essa radioatividade desse centro cardíaco atua nos sete Rishis da Ursa Maior (cujos corpos físicos são as estrelas Dhube, Merak, Phekda, Megres, Alioth, Mizar e Benetnash, respectivamente as estrelas alfa, beta, gama, delta, épsilon, dzeta e eta da Ursa Maior), Rishis esses que constituem os sete centros da cabeça no corpo do Logos cósmico e vinculados com os Logos planetários sagrados do nosso Logos solar, através das sete Plêiades, chamadas as sete esposas. Esses sete Rishis são denominados o protótipo do Septenário, porque são sete.

Esses sete Rishis sentem essa influência ou vibração e reagem a ela, enviando uma resposta que por sua vez atinge o nosso Logos solar, provocando nEle uma nova reação, que estimula a Sua evolução, reação essa que afeta todos os Logos planetários do nosso sistema solar, chegando a todas as vidas em evolução em Seus esquemas planetários, inclusive chegando até nós, Mônadas humanas. A resposta e conscientização a essa reação proveniente do nosso Logos solar por via do nosso Logos planetário depende de dois fatores: o nível evolutivo do nosso Logos planetário e de cada ser humano. Uns poucos, muito poucos, seres humanos captarão essa energia, terão plena consciência dela e acelerarão intensamente sua evolução aproveitando essa energia.

Essa atuação dos sete Rishis da Ursa Maior persistirá até o fim do nosso sistema solar, o fim do atual Mahamanvantara, quando ocorrerá o desenlace cósmico, a morte física cósmica, do nosso Logos solar, para um intervalo, um pralaia cósmico, devendo voltar a encarnar fisicamente, ou seja, a construir um novo sistema solar, para prosseguir Sua evolução cósmica, quando desenvolverá e aperfeiçoará Sua Vontade e Seu Poder (Atma).

Por tudo o que foi dito acima, percebemos claramente que tudo o que ocorre num esquema planetário afeta todo o sistema solar e o corpo do Logos cósmico. Podemos ter uma idéia do que acontecerá de grandioso, quando todas as Mônadas do nosso esquema planetário estiverem perfeitamente unidas, no processo de fusão que ocorrerá futuramente no plano ou mundo monádico. Teremos uma vaga ideia da Glória e da Vida muitíssimo mais elevada e intensa, que é penetrar autoconscientemente na Autoconsciência do nosso Logos planetário e do nosso Logos solar.

Voltar ao Início


Estudo 396

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - c. Métodos de individualização - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo "Isto também produz uma liberação cíclica de força...", na página 578, até "...na atual ronda produziriam um desastre se encarnassem.", na página 579.

Considerações.

Neste trecho o Mestre Djwal Khul diz que a individualização, ou seja, a aquisição de autoconsciência nos três mundos inferiores (físico, astral e mental) pelas Mônadas humanas produz uma liberação cíclica de força desde o plano ou mundo mental. Isto tem a mais perfeita lógica, quando analisamos o fenômeno elétrico da individualização.

Se a aquisição de autoconsciência pelas Mônadas humanas nos três mundos inferiores aumenta a autoconsciência do nosso Logos solar em Seu corpo mental cósmico, o Loto Egoico solar, elevando o Seu dinamismo e ao mesmo tempo provoca reações em outros Seres cósmicos, como vimos no estudo anterior (os sete Rishis da Ursa Maior), é natural e evidente que essa intensificação energética na matéria mental cósmica no Loto Egoico solar afete os Seus corpos cósmicos astral e físico, que estão conectados com o Loto Egoico solar por meio do similar ao nosso sutratma.

A nossa matéria mental (o nosso plano mental) é o gasoso cósmico. Assim como nossos estados interiores como Egos ou Almas afetam nossos corpos físicos, além de afetar nossos corpos mentais inferiores e astrais, da mesma forma uma alteração ocorrida no Loto Egoico solar, como é a expansão da autoconsciência do nosso Logos solar, provoca emissão de energias tendentes a estimular a expansão de autoconsciência nos Egos humanos, residentes no nosso plano mental superior ou causal. Esta emissão de energia afeta todos os reinos e não apenas o humano. De fato, considerando que os reinos mineral, vegetal e animal possuem Tríades inferiores ligadas a Mônadas humanas, as quais, embora ainda não individualizadas, estão a caminho da individualização e exercem uma atividade, embora pequena, no plano mental ou matéria mental, é natural e lógico que esses reinos sejam também afetados por essa energização da matéria mental proveniente do Loto Egoico solar por via das Tríades inferiores.

Essa liberação de energia é cíclica porque o nosso Logos solar tem de levar em consideração a evolução dos Logos planetários, para o que Ele tem um planejamento. Os Logos planetários também levam em consideração a evolução das Mônadas humanas sob Sua guarda. A energia emanada pelo Loto Egoico solar chega até as Mônadas humanas por via dos respectivos Logos planetários.

Por isso, o efeito da atuação dessa energia do Logos solar no nosso planeta varia para cada raça-raiz. Assim, na terceira raça-raiz da atual ronda (a quarta) do nosso esquema planetário, o terrestre, o efeito foi a individualização do homem lemuriano, o que deu início efetivo à família humana no nosso planeta. Na raça atlante o efeito foi abrir as postas da Iniciação para o reino humano, o que foi feito pelo Senhor Cristo (o Senhor Maitreya), o primeiro ser humano efetivamente da Terra a conquistar a Iniciação (a primeira planetária). Lembramos que o Senhor Cristo se individualizou na raça lemuriana, diferentemente dos Egos provenientes da cadeia lunar, que só ingressaram no planeta na raça atlante. Por isto o Senhor Cristo ou Maitreya é considerado um fenômeno de velocidade de evolução, não existindo ninguém que o tenha superado nessa velocidade de evolução em todo o sistema solar. Por isso Ele chamou a atenção do próprio Logos solar e conquistou o direito de entrar em contato com um Ser cósmico de Sirius, chamado Avatar da Paz e atualmente está em contato com outro Avatar cósmico, o Avatar da Síntese, na linha do primeiro Raio, o raio da Vontade ou Atma.

O Efeito dessa energia do Logos solar na nossa quinta raça-raiz será diferente, mas uma coisa é certa, esse efeito terá uma parte de destruição, uma vez que é necessário destruir para que o novo seja revelado, porque atualmente o que está em vigor na atual humanidade encarnada impede que o novo se manifeste, o que se comprova pelo fanatismo e pela cegueira imperante na concepção que a grande maioria da humanidade tem de Deus.

Na próxima ronda, a quinta (a ronda de Manas), quando a humanidade estiver novamente no planeta Terra, após uma rápida passagem pelos globos 1 ou A, 2 ou B e 3 ou C, essa energia agirá na quarta raça-raiz permitindo a individualização de Mônadas humanas, porém num nível bem mais elevado do que o da raça lemuriana. O processo de individualização será diferente.

Conforme o Mestre diz, as Mônadas dessas etnias que estão sendo extintas naturalmente na atualidade não mais encarnarão nesta ronda, mas somente na próxima ronda voltarão a encarnar e serão as primeiras, passando pelas três primeiras raças-raiz e se individualizarão na quarta raça-raiz, abrindo as portas para os demais membros da humanidade, cujos Egos ficarão aguardando a oportunidade de corpos mais refinados.
A técnica de individualização será por estímulo do germe da mente até ser conquistada a autoconsciência, sendo dada ênfase à Vontade. Será um ensaio da técnica que será empregada no próximo sistema solar, o sistema da Vontade ou Atma.

A expressão usada pelo Mestre: "rechaçados", significa que eles serão separados da atual humanidade para sua própria proteção, para não serem prejudicados em sua evolução por essa humanidade que tanto mal lhes tem feito, ao mesmo tempo que o que está previsto para as sexta e sétima raças-raiz não será útil para eles, dado o elevado nível planejado (desenvolver Budi através de Manas).

É muito interessante a citação pelo Mestre de um grupo de Egos muito avançados (iniciados), os quais deverão encarnar na próxima ronda para executar um trabalho especial, que, pelas palavras do Mestre, deduz-se que está relacionado com o desenvolvimento de Budi junto à humanidade que encarnará aqui na Terra na próxima ronda, uma vez que esses Egos avançados trabalham atualmente na sexta pétala do Loto egoico logoico, pétala de Budi.

O trabalho que eles realizaram no planeta Vulcano fez com que eles avançassem muito. Como o esquema de Vulcano é o chacra coronário no corpo do nosso Logos solar, sendo portanto o Logos de Vulcano o regente do primeiro Raio, conclui-se que eles estão na linha do primeiro Raio de Vontade. De fato eles pararam um pouco sua evolução em relação à Terra, pertencente a seu esquema de evolução normal, para realizarem esse trabalho no planeta Vulcano.

Pela natureza de seu trabalho eles estão na linha dos Budas de Atividade, mas devem continuar sua evolução aqui na Terra, porque ainda lhes falta o que desenvolver.

Considerando seu elevado nível de evolução, o trabalho que realizam na sexta pétala do Loto egoico logoico e e qualificação adquirida no trabalho efetuado por eles no planeta Vulcano, qualificação essa que deve ter estimulado fortemente neles o primeiro Raio de Vontade e Poder, pois Vulcano é o regente do primeiro Raio de Vontade e Poder, eles não podem encarnar agora, por três motivos.

Primeiro - Não está disponível na atual humanidade corpos físicos para que eles encarnem, dado o elevado grau de refinamento que eles exigem.

Segundo - Não seriam entendidos pela atual humanidade, muito distante deles em termos de evolução. Uns poucos, muito poucos (em quantidade desprezível) compreendê-los-iam, mas, pela quantidade, não seria compensadora a encarnação deles no momento.

Terceiro - Considerando a qualidade dos corpos físicos disponíveis atualmente, o nível evolutivo da atual humanidade e a característica de primeiro Raio de Vontade e Poder desses Egos avançados, o efeito da encarnação deles no momento seria um desastre, dado o alto poder destruidor do primeiro Raio, quando não encontra corpo adequado e preparado, como também um meio apropriado para atuar.

Já na próxima ronda, após o refinamento conseguido ao longo das sub-raças da quarta raça-raiz, talvez na quinta raça-raiz, eles encontrarão corpos físicos refinados para encarnarem e realizarem o trabalho especial que está sendo aguardado, prosseguirem sua evolução e obterem a liberação.

As Mônadas, cujas etnias estão sendo extintas atualmente no final da quinta raça-raiz, estão encarregadas de dar início na próxima ronda ao processo de geração de corpos físicos, que irão atender não só a eles próprios, como também a esses Egos avançados e aos atuais Egos da família humana, considerando família humana não só a atual humanidade encarnada como a desencarnada, todavia devemos levar em conta que da atual família humana muitos serão expurgados no atual período da Terra e não chegarão na quinta ronda. O expurgo maior e final será na metade da quinta ronda, no chamado Dia do Juízo.

Voltar ao Início


Estudo 397

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - c. Métodos de individualização - Continuação - páginas 579 e 580.

"Na individualização da próxima ronda serão observados indícios do terceiro método - o do próximo sistema. Tal método tem sido descrito como de "abstração oculta". Relacionar-se-á com a extração da vitalidade latente no tipo mais inferior dos seres humanos que existam nessa época (mediante o conhecimento da constituição etérica do corpo) e temporariamente será aplicado neles o fogo latente a fim de acrescentar a atividade do germe ou chispa mental, efetuando-se pela ação dinâmica da vontade. Esta fraseologia parecerá incompreensível e quase sem sentido se for considerada em termos de consciência e de espiritualidade, porém quando o estudante analisa o fenômeno em termos do plano físico cósmico e desde o ponto de vista dos subplanos gasoso e etérico, então verá que em todos estes fogos septenários existe sempre em realidade o fogo da matéria e que essas diversificações sétuplas dos fenômenos elétricos podem afetar-se reciprocamente.

Durante o mahamanvantara podem ser observados os três métodos de individualização empregados em nosso esquema planetário em:

a.A cadeia lunar, foi empregado o método da evolução gradual da autoconsciência por lei natural.
b. A cadeia terrestre, é empregado o método de lograr a autoconsciência com a ajuda de agentes externos. Método característico deste sistema.
c.As próximas ronda e cadeia, serão empregados em forma embrionária o método de abstração pelo poder da vontade.

Tenho considerado-os desde o ponto de vista de nosso próprio esquema. Em todos os esquemas em que se encontra o homem, num período ou outro, haverá contato com estes três métodos, os quais assinalam o controle gradual que exerce o Logos nos níveis cósmicos de Sua tríplice natureza inferior. No primeiro, a analogia reside na consciência latente da matéria e atua pela Lei de Economia. Tem a ver principalmente com a Autoconsciência do Logos em Seu corpo físico denso e Sua polarização dentro do mesmo. Igualmente pode ser dito do Homem celestial; o mistério do mal reside parcialmente na disposição de certas entidades cósmicas (particularmente nosso Logos planetário na cadeia lunar) para continuar polarizadas no corpo físico etérico depois de ter dominado, por suposto, o aspecto matéria ou obtido o controle do terceiro Fogo num sistema anterior. Eis aqui outro indício para o estudante inteligente com respeito ao mal atual neste planeta.

A segunda analogia concerne à latente "consciência de desejo" e atua sob a Lei de Atração, lei deste sistema que se refere à capacidade do Logos para "amar sabiamente", no sentido oculto do termo; tem relação com a polarização do Logos em Seu corpo astral e produz o fenômeno chamado "atividade sexual" em todos os planos do sistema. No sistema anterior a emancipação se efetuou por meio da faculdade de discriminação, embora esta palavra, tal como é empregada hoje, só explica vagamente o processo operado no sistema naqueles dias. A força engendrada durante dito processo iniciou essa vibração que persiste hoje na matéria. Evidencia-o o átomo da substância por sua inteligência ativa e seletiva capacidade discriminadora. Em nosso sistema, a emancipação terá lugar por meio da cessação da paixão no sentido esotérico; isto deixará também sua impressão na matéria, colorindo-a de tal maneira que no terceiro sistema a substância primordial possuirá uma segunda qualidade. No próximo sistema o método do desapego por meio da abstração será o que mais se assemelhará ao processo de liberação, porém é inútil que o homem especule sobre ele, pois sua mente não pode concebê-lo."

Voltar ao Início


Estudo 398

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - c. Métodos de individualização - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo "Na individualização da próxima ronda serão observados indícios...", até "...dos fenômenos elétricos podem afetar-se reciprocamente.", na página 579.

Considerações.

Neste trecho o Mestre Djwal Khul dá valiosas informações sobre o processo de individualização no próximo sistema solar e na próxima ronda. Analisemos cuidadosamente as palavras do Mestre.

Percebemos de imediato cinco expressões chaves:

1. abstração oculta;
2. extração da vitalidade latente;
3. aplicará o fogo latente para aumentar a atividade da chispa da mente;
4. pela ação dinâmica da vontade;
5. o fogo elétrico de um plano afeta o do plano contíguo reciprocamente.

1. Abstração oculta - Esta expressão é bem clara, significando extrair algo de dentro de alguma coisa ocultamente, no nosso caso o homem de mais baixo nível evolutivo.

2. Extração da vitalidade latente - Em se tratando do homem, extrair a vitalidade latente não significa tirar a sua vitalidade oculta, o que seria desvitalizá-lo, mas fazer com que a sua vitalidade escondida se torne ativa e visível, o que irá aumentar a atividade do corpo físico. Ora, sabemos que o corpo físico é reflexo do corpo mental, bastando atentar para o fato de o corpo causal ter matéria de três subplanos mentais (atômico, subatômico e o terceiro), que se refletem no corpo denso nos estados físicos sólido, líquido e gasoso; já o corpo mental inferior, com matéria de quatro subplanos mentais (quarto, quinto, sexto e sétimo) se refletem no corpo etérico nos éteres quarto, terceiro, segundo e primeiro. Assim as atividades desses quatro corpos se influenciam reciprocamente.

3. Aplicará o fogo latente para aumentar a atividade da chispa da mente - Neste caso o fogo latente aplicado é o fogo elétrico, uma vez que o fogo da matéria utilizado na atividade cerebral é o fogo elétrico. Sabemos que o instinto animal é uma mente rudimentar, portanto a chispa da mente. Assim o fogo elétrico aplicado temporariamente, além de incrementar a atividade cerebral, irá aumentar a atividade do fogo ativo, o que contribuirá para aumentar a atividade cerebral e portanto da mente.

4. Pela ação dinâmica da vontade - Significa que quem for trabalhar com o homem primitivo estimulando-o para a individualização, atuará sobre a vitalidade latente dele e aplicará o fogo elétrico usando o poder da própria vontade. Quando cessar a aplicação do fogo elétrico, a vontade estimulada do homem a ser individualizado continuará o processo de dinamização.

5. O fogo elétrico de um plano afeta o do plano contíguo reciprocamente - Vimos que o estímulo do fogo elétrico do corpo físico incrementa a atividade cerebral, elevando o instinto animal ao nível da mente. Por outro lado, sabemos que o corpo físico é reflexo do corpo mental e os dois se interferem reciprocamente. Assim o aumento da atividade cerebral provoca um aumento de atividade na matéria causal contida no entorno do átomo mental permanente e também estimula este átomo; simultaneamente o corpo etérico estimulado provoca um aumento de atividade no corpo mental inferior e na unidade mental.

Toda essa atividade da matéria mental pertencente ao homem a ser individualizado interfere na matéria búdica no entorno do átomo búdico permanente dele, embora a quantidade dela seja muito pequena. Essa interferência, quando atinge um grau de intensidade bem definido (o que varia segundo o nível de evolução da Mônada) chama a atenção da Mônada, a qual dedica a sua atenção para a unidade mental da sua Tríade inferior. Nessa ocasião a segunda Hierarquia dévica criadora (os Construtores divinos - conferem a Alma - ardentes filhos do desejo - trabalham no plano monádico está estimulando a Mônada para o contato mais íntimo com a matéria dos mundos inferiores.

Aí então o fogo elétrico da Mônada faz contato com o fogo elétrico da unidade mental, fogo esse de polaridade negativa em relação ao da Mônada e é fogo da matéria. Desse contato surge a Luz, o Ego, o fogo solar.

O homem então está pronto para o trabalho de construção do Logo Egoico pelos Anjos solares.

A avaliação do nível de evolução do homem a ser individualizado é feita pela análise do seu corpo etérico.

Voltar ao Início


Estudo 399

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - c. Métodos de individualização - Considerações sobre o conteúdo do parágrafo " Durante o mahamanvantara podem ser observados...", na página 579, até "...que o homem especule sobre ele pois sua mente não pode concebê-lo.", na página 580.

Considerações.

Neste trecho o Mestre Djwal Khul tece comentários sobre os três métodos de individualização das Mônadas humanas (a aquisição de autoconsciência nos três mundos inferiores: mental, astral e físico) no nosso esquema planetário, durante o atual sistema solar, a encarnação física cósmica do nosso Logos solar.

A individualização ocorre em todos os esquemas planetários do nosso sistema solar onde se encontre o homem, obedecendo a um dos três métodos, conforme seja o controle gradual exercido pelo Logos planetário nos níveis cósmicos de Sua tríplice natureza inferior, ou seja, o controle do Ego logoico sobre Seus corpos cósmicos mental inferior, astral e físico, os quais constituem em conjunto Sua Personalidade.

O método utilizado no sistema solar anterior e que também foi empregado na cadeia lunar, a anterior, do nosso esquema planetário, foi o de evolução gradual da consciência até se transformar em autoconsciência, seguindo a Lei de Economia,a lei da matéria.

Este método está relacionado principalmente com o grau de Autoconsciência do Logos solar em Seu corpo físico denso (as partes constituídas pelas matérias mental (gasosa cósmica), astral (líquida cósmica) e física (sólida cósmica) e Sua polarização dentro do mesmo, ou seja, a intensidade com que vive Sua vida física densa, o que indica Seu apego às coisas materiais cósmicas. O mesmo pode ser dito do Logos planetário. O Mestre aí dá uma forte indicação sobre o mal atual no nosso planeta, aTerra.

A explicação para o mal planetário está parcialmente na disposição do Logos planetário em continuar polarizado em Seu corpo físico etérico (em particular a matéria búdica, o quarto éter cósmico), depois de ter dominado o aspecto matéria e obtido o controle do terceiro Fogo (o Fogo por fricção) num sistema solar anterior. Em particular isto aconteceu com o nosso Logos planetário na cadeia lunar, a anterior à atual, quando ocorreu a catástrofe da cadeia lunar, na qual o nosso Logos planetário Se viu obrigado a destruir a cadeia antes do prazo previsto, na sétima ronda.

Estamos passando pelas consequências do que aconteceu no final da cadeia lunar, quando o nosso Logos planetário apiedou-se pela Entidade planetária a Ele ligada e que estava no ciclo de descida para o mais denso. Indevidamente dedicou Sua atenção a esta entidade e isto fez com que Ela se enfocasse na humanidade lunar. Como esta entidade estava vivenciando as vibrações mais grosseiras dos reinos inferiores ao humano, Ela estimulou na humanidade lunar o que de mais baixo existia nela, levando-a a um grau de depravação impossível de ser corrigido pelos meios normais, só restando destruir toda a cadeia, para construir uma nova. O próprio Logos solar teve de intervir diretamente no caso. Estes fatos estão registrados nos arquivos akáshicos.

O Mestre informou esses fatos para a atual humanidade e se Ele fez isto, é porque objetivou que o maior número possível de pessoas lesse o que Ele relata no Tratado sobre Fogo Cósmico, procurasse entender e se esforçasse para adquirir o conhecimento autêntico (o verdadeiramente esotérico), a fim de escapar das influências negativas oriundas da catástrofe da cadeia lunar e assim colaborar com o Propósito do nosso Logos planetário para a atual quarta cadeia. Isto requer o uso e desenvolvimento intensos da mente (no quinto raio), a meta da atual quinta raça-raiz, para posteriormente ser desenvolvido Budi, o princípio crístico, através de uma mente aperfeiçoada.

Neste primeiro método, utilizado no sistema solar anterior e na cadeia lunar, a faculdade empregada foi a de discriminação, embora existam outros detalhes que este vocábulo como é empregado atualmente não consegue explicitar. Essas palavras do Mestre sugerem que a meditação em entender a palavra discriminação esotericamente e em toda a sua profundidade e abrangência, produzirá muitos esclarecimentos a respeito do processo empregado no sistema solar anterior, o sistema de Manas. A vibração da energia provocadora da discriminação do sistema solar anterior persiste atualmente na matéria, o que é comprovado pela inteligência ativa e pela capacidade seletiva discriminadora do átomo, o que é expresso cientificamente pela afinidade química dos elementos químicos.

O segundo método, característico do atual sistema solar, é o de conseguir a autoconsciência com a ajuda de fora. Como o nosso Logos solar atualmente está polarizado em Seu corpo astral cósmico, esse segundo método baseia-se na latente "consciência do desejo", sob a Lei de Atração, que se expressa na capacidade do Logos para "amar sabiamente", no sentido oculto da palavra, ou seja, o verdadeiro amor. Isto produz a chamada "atividade sexual" em todos os planos ou matérias, ou seja, a atração entre polos opostos. A atividade sexual física não pode ser tomada ao pé da letra no esforço para entender o fenômeno "atividade sexual" nos mundos elevados.

No atual sistema solar a emancipação (a individualização ou a emancipação do reino animal) ocorrerá por meio da cessação da paixão no sentido esotérico. Isto significa a transformação do desejo em pensamento. Este processo deixará também sua marca na matéria, qualificando-a de tal maneira que no próximo sistema solar a substância primordial (a matéria adi) possuirá uma segunda qualidade, além da discriminação.

O terceiro método, a ser empregado no próximo sistema solar, será o de abstração por meio da vontade. Será utilizado nas próximas ronda e cadeia terrestres, de forma embrionária. Embora o Mestre diga que é inútil que o homem especule sobre ele, todavia Ele está se referindo ao homem comum, mas aqueles que já estão na linha da Vontade podem refletir e meditar sobre este método, usando a mente bem desenvolvida.

Voltar ao Início


Estudo 400

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Seção D - II - Os Devas e Elementais da Mente - 3. OS ANJOS SOLARES - OS AGNISHVATTAS - b. A individualização - (d) Avatares, Sua natureza e trabalho - Páginas 580, 581 e 582.

"d. Os Avatares. Sua natureza e trabalho. Na exposição precedente temos vinculado o fenômeno da individualização com a apropriação, por parte do Logos ou um Logos planetário, de Seu veículo físico e de Sua existência autoconsciente por intermédio do corpo físico. Aqui poderíamos elucidar um tema muito difícil e misterioso - o dos AVATARES, e embora não poderemos tratá-lo em toda sua magnitude, porque é um dos mistérios mais ocultos e secretos, talvez possamos arrojar alguma luz sobre ele.

Com o fim de obter claridade e elucidar um tópico extremamente difícil sobretudo para a mente ocidental (tendo em conta o fato de que não chegou todavia a compreender racionalmente a reencarnação) seria conveniente dividir em cinco grupos os diferentes tipos de avatares, tendo em conta que cada avatar é um Raio emanado de uma fonte puramente espiritual, e só uma entidade autoconsciente adquire o direito para trabalhar nesta forma particular por ter logrado a realização durante uma série de vidas anteriores.

1. Avatares cósmicos.
2. Avatares solares.
3. Avatares interplanetários.
4. Avatares planetários.
5. Avatares humanos.

Como acabo de dizer, um avatar é um Raio de glória refulgente e perfeita que se reveste de matéria com o propósito de servir. No sentido estrito da palavra todos os avatares são almas liberadas, com a diferença de que os avatares cósmicos e solares liberaram-se dos dois planos inferiores dos planos cósmicos, enquanto que os avatares planetários e interplanetários só se emanciparam do plano físico cósmico, os planos de nosso sistema; o avatar humano logrou liberar-se dos cinco planos do esforço humano. Em sentido estritamente técnico e inferior, um Mestre encarnado fisicamente constitui um tipo de avatar, porque é uma "alma liberada" que escolheu encarnar com um propósito específico, porém deste não nos ocuparemos. Podemos subdividir estes grupos a fim de aclarar mais nossas ideias.

1. Avatares cósmicos: representam a força personificada proveniente, entre outros, dos seguintes centros cósmicos:

a. Sirius.
b. Uma das sete estrelas da Ursa Maior, animada pelo arquetípico Senhor de nosso terceiro Raio principal.
c. Nosso centro cósmico.

Representam entidades tão distantes da consciência do Homem como o homem o está da consciência do átomo de substância. Milhares desses grandes ciclos denominados "cem anos de Brahma" têm passado desde que Eles se aproximaram da etapa humana, personificando a força e a consciência que se ocupa da coordenação inteligente dos Céus estelares.

Realizaram tudo o que o homem pode conceber, tal como transcender a vontade, o amor e a inteligência, e a esta tríplice síntese agregaram qualidades e vibrações, para as quais não temos palavras para expressar, nem sequer podem ser visualizadas por nossos adeptos mais elevados. Muito raramente aparecem em um sistema solar e só são reconhecidos nos dois planos superiores. Sem embargo, dada a natureza material de nosso sistema solar, Sua chegada constitui literalmente o aparecimento, em forma física, de um Ser espiritual plenamente consciente.

Tais Entidades, provenientes de Sirius, aparecem quando o Logos solar recebe uma iniciação, e estão vinculadas peculiarmente com os cinco Kumaras e por meio deles (utilizados como pontos focais de força) com o departamento do Mahachohan em todas as Hierarquias ocultas do sistema. Só uma vez, em relação com o aparecimento em tempo e espaço dos cinco Filhos de Brahma nascidos da mente, um Ser dessa natureza visitou nosso sistema. O efeito que produz a visita de um Avatar como o de Sirius, é considerado que é a culminação da civilização e da cultura, desde o ponto de vista de todo o sistema, num relâmpago de tempo.

Quando se acerque o pralaya e produza no corpo do Logos o que chamamos "Morte", então aparecerá um avatar desde o centro cósmico. É o Segador cósmico e (para reduzir o dito em palavras compreensíveis) pertence a um grupo que representa a energia abstrativa do cosmos, da qual existe uma tênue analogia no trabalho do aspecto "destruidor" do Logos e nas forças que produzem a morte física e a desintegração do corpo físico do homem. Não é possível dizer mais sobre estes assuntos fundamentalmente esotéricos, e o valor do que se tem dito reside principalmente em levar à mente do estudante a realidade de nossa inter-relação cósmica."


Que a Paz do Senhor Cristo fique com todos. Que todos vejam a Máxima Luz da Razão Pura.

GN

Fonte: Tratado sobre Fuego Cósmico, do Mestre Djwal Khul, pela Sra. Alice A. Bailey, em espanhol, da Fundação Lucis e distribuído por editorial Kier, Buenos Aires, Argentina.

É livre a divulgação dos artigos e estudos, desde que seja mencionada a sua fonte e não seja para fins lucrativos - http://www.ceomt.dk.nom.br

Voltar ao Início