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Festival de Wesak - Uma Técnica de Contato Espiritual


Resumo
1 – Os Três Festivais Maiores
2 – O Festival de Wesak
- Primeira Parte
- Segunda Parte
- Terceira Parte
3 – A União dos Plenilúnio de Touro e de Gêmeos


Vale de Wesak - Arte: Ari de Goes Júnior

1 – Os Três Festivais Maiores

A celebração de certos Festivais Maiores, em relação com a Lua e, em certo grau, com o Zodíaco, produzirá um reforço do espírito de invocação, com a consequente chegada das influências evocadas. A verdadeira invocação baseia-se no poder do pensamento e, especificamente, em sua natureza, relação e aspectos telepáticos. O pensamento invocador unificado das multidões e o pensamento enfocado do Novo Grupo de Servidores do Mundo constituem uma corrente ascendente de energia que alcançará, telepaticamente, os Seres Espirituais sensíveis e receptivos a tais impactos. Sua resposta, emitida como Energia Espiritual, alcançará, por sua vez, a humanidade, depois de haver sido reduzida a energia mental, e assim deixará a sua devida marca na mente dos seres humanos, difundindo neles convicção, inspiração e revelação. Isto tem ocorrido em toda a história do desenvolvimento espiritual do mundo, e esse tem sido o mesmo procedimento que nos tem transmitido as Escrituras Sagradas.

A criação de certa uniformidade nos ritos religiosos mundiais ajudará os homens a reforçar o trabalho mútuo e a aumentar poderosamente as correntes mentais dirigidas às expectantes Vidas Espirituais. O cristianismo tem seus grandes festivais, o budismo conserva seus característicos acontecimentos espirituais estabelecidos e o hinduísmo tem outra lista de dias de festa. No mundo futuro, bem organizado, todos os homens e mulheres de tendências espirituais observarão os mesmos dias de festa. Isto trará como resultado a fusão de recursos e esforços espirituais, além de uma simultânea invocação espiritual. A potência disto será evidente.

Permitam-me indicar as possibilidades que oferecem tais acontecimentos espirituais e profetizar a natureza dos futuros Festivais. Haverá três Festivais importantes, cada ano, concentrados em três meses consecutivos, que conduzirão, portanto, a um prolongado esforço espiritual anual, afetando todo o resto do ano. Estes Festivais são:

1 – O Festival da Páscoa. É o Festival do Cristo Vivente Ressuscitado, o Instrutor de toda a humanidade e o Guia da Hierarquia Espiritual. É a expressão do Amor de Deus. Nesse dia será reconhecida a existência e a natureza da Hierarquia Espiritual, que Ele guia e dirige. Este Festival será fixado, anualmente, de acordo com a data da primeira Lua Cheia da primavera (no hemisfério norte). É o grande Festival cristão do ocidente.

2 – O Festival de Wesak. É o Festival de Buda, o Intermediário entre o Centro Espiritual mais elevado, Shamballa, e a Hierarquia. Buda é a expressão da Sabedoria de Deus, a Personificação da Luz e o Indicador do Propósito Divino. Será fixado, anualmente, de acordo com a Lua Cheia de maio, como sucede atualmente. É o grande Festival do Oriente.

3 – O Festival de Boa Vontade. “Dia Mundial de Invocação”. Será o Festival do espírito da humanidade no seu caminho para Deus, buscando adaptar-se à Vontade divina e dedicar-se a expressar corretas relações humanas. Será fixado, anualmente, de acordo com a Lua Cheia de Junho. Nesse dia, será reconhecida a natureza espiritual e divina da humanidade. Neste Festival, Cristo representou a humanidade durante dois mil anos e permaneceu ante a Hierarquia e à vista de Shamballa como o homem-Deus, o Condutor de Seu povo e “o primogênito entre muitos irmãos” (Rom. 8, 29). Todos os anos, Cristo, nesta data, tem repetido, ante a Hierarquia, o último Sermão de Buda. Portanto, será um Festival de invocação e demanda, de decidida aspiração, a fim de poder estabelecer a fraternidade e a unidade humana e espiritual, representando o efeito que produz, na consciência humana, o trabalho realizado por Buda e Cristo.

Estes três Festivais já vêm sendo celebrados em todo o mundo, e embora não estejam relacionados entre si, são parte da Abordagem Espiritual da humanidade. Está se aproximando o momento em que os três Festivais se celebrarão em todo o mundo. Graças a isto se alcançará uma grande unidade espiritual e os efeitos desta grande Aproximação, tão próxima na atualidade, serão equilibrados pela invocação unida de toda a humanidade.

Os restantes plenilúnios constituirão festivais menores e serão considerados de vital importância. Estabelecerão os atributos divinos na consciência do homem, na mesma forma que os festivais mais importantes estabelecem os três aspectos divinos. Estes três aspectos e qualidades serão alcançados e determinados por um consciencioso estudo da natureza de certa constelação ou constelações, que exercem influência durante esses meses. Capricórnio (dezembro) relaciona-se com a primeira iniciação, o nascimento do Cristo na caverna do coração, e determinará a preparação necessária para produzir esse grande acontecimento espiritual na vida do indivíduo. Dou este exemplo a fim de indicar as possibilidades que existem para adquirir o desenvolvimento espiritual, mediante a compreensão de tais influências, e a fim de reviver antigas crenças que serão ampliadas até alcançarem relações maiores e imperecíveis.

Desta maneira, os doze festivais anuais constituirão uma revelação da divindade e proporcionarão os meios para estabelecer relações, durante três meses, em primeiro lugar com os três Grandes Centros Espirituais, as três expressões da Divina Trindade. Os festivais menores porão em relevo a inter-relação do Todo, e assim a apresentação da divindade sairá do individual e pessoal, passando ao Propósito Universal Divino. A relação do Todo com a parte e da parte com o Todo será, assim, expressada em toda plenitude.

A humanidade invocará, portanto, o poder espiritual do Reino de Deus, a Hierarquia; Esta responderá e, então, se realizarão os Planos de Deus na Terra. A Hierarquia invocará, numa volta mais elevada da espiral, o “Centro onde a Vontade de Deus é conhecida”, invocando, destarte, o Propósito de Deus. A Vontade de Deus será complementada pelo Amor e manifestada inteligentemente. Para isto a humanidade está preparada, e por isso o mundo espera.

Resumindo: a nova religião mundial será erigida sobre os alicerces da verdade fundamental, já reconhecida.

No futuro, a religião será definida, com maior exatidão que até agora foi feito pelos teólogos, da maneira seguinte:

“Religião é o nome dado ao chamado invocador da humanidade e à resposta a essa demanda, evocada por essa Vida mais grandiosa.” (O Reaparecimento do Cristo, pág. 154-157)

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