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QUATORZE REGRAS PARA INICIAÇÃO GRUPAL


REGRA DOZE - Serviço Iluminado Grupal - Salvação

A Regra que vamos agora abordar nos leva para reinos de energia extraplanetária, para um mundo de uma consciência maior ao qual os iniciados mais elevados aspiram e que está relacionado de uma maneira peculiar tanto ao passado quanto ao futuro. Essa regra poderia também ser chamada a fórmula controlando o trabalho do Novo Grupo de Servidores do Mundo.

As três regras restantes para iniciados e discípulos estão ligadas ao trabalho da Nova Era e à revelação vindoura que tornará aquele trabalho tão novo quanto possível. São, portanto, de suprema importância para nós. Passo a passo, nas onze regras já estudadas, vimos o iniciado ou o discípulo conduzido de sua posição como um discípulo aceito que permanecia diante do Anjo da Presença para o ponto de conquista em que a vontade espiritual é liberada no pleno serviço e com plena compreensão ao tempo da quarta iniciação, onde atma ou espírito puro está no controle, onde a Tríade Espiritual expressa a natureza da Mônada, onde a identificação com o propósito da deidade transcendeu à iluminação da mente e também transcendeu à cooperação através do amor puro com o Plano. Essas palavras são todas tentativas para indicar o caminho do progresso que é - para a consciência do iniciado - o estágio preparatório necessário para trilhar o Caminho da Evolução Superior, assim como o Caminho Probatório é o estágio preparatório para ser aceito num Ashram. Em síntese, as onze regras já focalizadas poderiam ser consideradas como controladoras da atividade consciente do iniciado nos estágios e relacionamentos seguintes.

1. O Estágio do solo ardente e o estabelecimento da iluminada relação grupal. Isso é revelado pela mente, funcionando como um aspecto da mente grupal.

2. O estágio do reconhecimento ashrâmico e o estabelecimento de um ritmo grupal que conduza adiante; essas atividades recíprocas produzem uma necessária tensão grupal.

3. O estágio da emissão do som grupal e o estabelecimento do poder de invocar a divindade, seguido por uma conscientização grupal unida de que “Deus é Fogo”.

4. O estágio da extinção dos fogos menores por intermédio da conscientização acima, e o estabelecimento de uma definida reação grupal ao propósito ou vontade divina; isso resulta finalmente na negação das Leis do Carma e do Renascimento como elas condicionam a vida nos três mundos.

5. O estágio de percepção triádica e o estabelecimento de contato espiritual, assim negando tanto a vida da forma como a da alma. A dualidade não é mais reconhecida.

6. O estágio da identificação com o aspecto vida e o estabelecimento da integração divina completa no Grande Todo. O iniciado então avança na vida e não na consciência - um conceito e uma verdade que vocês não conseguirão compreender por enquanto.

7. O estágio de uma emissão grupal da Palavra e o estabelecimento da relação direta com Shamballa como uma parte integral da Hierarquia. Isso significa o enunciado de um acordo dual.

8. O estágio da resposta aos aspectos superiores das Vidas dos Sete Raios e o estabelecimento de contato com os Três e o Uno. Isso é feito sob a Lei dos Sete Suplementares.

9. O estágio da negação espiritual, como é chamado. Isso estabelece uma nova atitude afirmativa e resulta num reconhecimento da verdadeira natureza do Iniciador Uno.

10. O estágio da dissipação de todos os véus e o estabelecimento do poder de trabalhar com a energia da luz, assim ganhando a recompensa da nova utilizada habilidade, ou seja, a habilidade de trabalhar com o aspecto consciência em todas as formas.

11. O estágio onde as potências do aspecto morte do propósito divino podem ser usadas para cumprirem o propósito divino, mais o estabelecimento da completa identificação (como um grupo) com a vontade divina. Isso marca o período da Grande Renúncia e antecipa a completa transição para fora da Quarta Hierarquia Criativa, o reino humano.

Esse é um breve e inadequado resumo dos mais gerais e mais facilmente englobados resultados da obediência a essas regras. O iniciado permanece livre e se torna em consequência um fator dinâmico na Hierarquia em atividade. A Regra XII agora se torna clara para ele, não somente através da conscientização induzida por sua mente iluminada, mas através das qualidades divinas, superiores que estão relacionadas com a expressão da vontade ou propósito do Logos planetário.

Naturalmente, será óbvio para vocês que somente aqueles que alcançaram os estágios de trabalho descritos nas Regras X e XI compreenderão verdadeiramente o que quero dizer. Gostaria de lhes prevenir novamente que o significado óbvio das três regras restantes não é na realidade o verdadeiro significado espiritual porque nessas regras nós estamos lidando com o trabalho planejado da Hierarquia durante o próximo grande ciclo, o da Era de Aquário, nós estaremos portanto considerando as atividades e planos que introduzirão e amadurecerão aquela nova cultura e civilização que lentamente virão á existência quando o mundo se tiver fortalecido após os processos da Guerra Mundial (1914 - 1945). A regra diz o seguinte:

Regra XII

Que o grupo sirva como Aquário indica; que Mercúrio apresse o grupo no Caminho para o alto e que Touro traga iluminação e a conquista da visão; que o sinal do Salvador, à medida que o grupo opere em Peixes, seja visto sobre a aura do grupo.

Vocês hão de se lembrar que a regra, tal como dada aos solicitantes enfatizava:

1. O uso das mãos no serviço de cura, benção e para invocação.
2. O sinal do Mensageiro nos pés; isso se referia ao uso da intuição, que é governada por Mercúrio.
3. O uso do “olho”. Esse não é na realidade o terceiro olho (o que, afinal de contas, não passa de uma linguagem simbólica) mas a habilidade em usar poder desenvolvido da alma. Essa é aquela intermediária potência encontrada entre o poder da mente e a energia elétrica dinâmica da vontade pura.

Para o iniciado, essa regra simplesmente conduz a mesma mensagem mas numa escala infinitamente maior, e (se assim posso me expressar) a obediência a essa regra invoca a energia aquariana, o poder de reflexão de Mercúrio e a iluminação de Touro para levar adiante o trabalho hierárquico sobre o planeta e num ciclo planetário que foi condicionado por Peixes por mais de dois mil anos.

Gostaria que vocês refletissem sobre isso, pois na conscientização vocês terão aqui a fórmula para o trabalho da Hierarquia ao se ocupar da reconstrução do mundo após a destruição causada desde 1900 A.D. Vocês têm aqui também um grande triângulo de energias, funcionando por intermédio de Mercúrio, o razoável, ponderado Mensageiro dos Deuses:

A Hierarquia é, portanto, neste tempo, condicionada pelas três constelações:

1. Aquário - O Guardião daquela “Vida mais abundantemente” da qual o Cristo falava e que Ele pode mobilizar atualmente de uma maneira nova e dinâmica para produzir a restauração necessária. Essa energia é a “força implementadora da universalidade”. Ela diz respeito ao futuro.

2. Touro - O Revelador da visão, o “olho dos Deuses”, o doador da iluminação. É a isso que se refere o presente.

3. Peixes - A Inspiração do Salvador Mundial, e também o campo de salvação. É o campo de força no qual as duas outras forças devem operar. Foi produzida pelo passado.

À medida que essas três constelações lançam suas energias no Grande Ashram de Sanat Kumara, a Hierarquia, elas são ali concentradas e retidas até que sejam liberadas sob o “rápido desígnio de Mercúrio” no campo da consciência humana. O efeito dessa liberação é despertar a intuição (governada como vocês sabem, por Mercúrio) e iluminar a humanidade avançada. É através dos seres humanos intuitivos que o conhecimento do Plano é dado à humanidade e que o trabalho de restauração pode ser levado adiante.

No tempo atual e de maneira muito especial, a consciência-iniciada vê a Hierarquia como primariamente energizada pela vida, e pela energia de Aquário, conduzindo um aspecto até então desconhecido da energia da vida da divindade. Isso, naturalmente, é difícil para vocês compreenderem e somente será entendido como verdadeiramente isso acontece por ocasião da Era de Aquário.

O iniciado vê o Novo Grupo de Servidores do Mundo sujeito ao poder iluminador de Touro, com o resto da humanidade ainda sob a influência de Peixes. Vocês têm, consequentemente, o “todo-protetor arco-íris de coisas cognoscíveis” pairando sobre a humanidade, da mesma maneira que a Hierarquia encobre o Novo Grupo e tal como a alma encobre a personalidade do homem; todos vocês têm a necessária iluminação e luz sobre todos os problemas vindouros, esperando para se precipitar através do Novo Grupo de Servidores do Mundo sob a influência de Touro, o nutridor de toda iluminação, e, ao mesmo tempo, vocês tiveram a humanidade condicionada e tornada sensível pela energia de Peixes, durante os últimos dois mil anos. Vocês têm, portanto, uma condição de grande promessa espiritual, e nessa combinação de energias vocês têm presentes as forças que implementarão as atividades da Hierarquia, condicionam seus iniciados, afetam cada Ashram, trazem luz à presente treva e - como já se pode ver - movimentam em nova compreensão a atual consciência pisciana da humanidade.

É no Novo Grupo de Servidores do Mundo que o treinamento dos discípulos necessários para os Ashrams dos Mestres acontece no momento atual da história da humanidade.

Este é um novo empreendimento hierárquico. Neste grupo, também discípulos aceitos aprendem a trabalhar da mesma maneira que a Hierarquia. A Hierarquia trabalha no campo do mundo da vida humana; o Novo Grupo provê um campo similar para o novo discípulo. É para aquele grupo também que os iniciados dos vários Ashrams convergem às vezes, para estudar o calibre e qualidade dos discípulos que estão envolvidos na salvação mundial, pois é através desses discípulos que a Hierarquia executa seus planos. Os iniciados realizam seu principal trabalho em níveis mentais e por trás das cenas e por isso sua potência é grande; isso é particularmente o que acontece com quem já recebeu a terceira iniciação. Uma certa porcentagem deles, todavia, estão ativos externamente, no mundo da vida diária.

Contudo, vocês devem sempre ter presente que atualmente a principal técnica da Hierarquia é a de proporcionar a inspiração. Os Mestres não estão abertamente ensinando ou dando cursos nas grandes cidades do mundo; Eles trabalham inteiramente através de seus discípulos e iniciados. Todavia, será possível para Eles aparecer, de maneira crescente, entre os homens e evocar reconhecimento à medida que a influência de Aquário seja mais firmemente estabelecida. Nesse intervalo, os Mestres devem continuar a trabalhar “no silêncio do Ashram universal” como foi chamado, e dali Eles inspiram Seus trabalhadores, e esses por sua vez, inspiram o Novo Grupo de Servidores do Mundo.

Vocês observarão, por conseguinte, que o efeito de Aquário sobre a Hierarquia (na medida em que, de seu particular ponto na evolução possam determinar) é introduzir a energia de Shamballa que é essencialmente a energia da própria vida, implementada pela vontade. Isso naturalmente criou (e criará mais ainda) maiores ajustamentos na própria Hierarquia. O principal tipo de energia até agora usado pela Hierarquia é - como vocês bem sabem - a energia do amor. Agora, a isso deve ser acrescentada a energia da vontade doadora da vida. Novos métodos, novas abordagens ao problema humano e novos modos de trabalhar terão de ser tentados; experimentos com as forças que estão entrando tornar-se-ão necessariamente a ordem do dia, embora sejam experimentos baseados em vasto conhecimento e implementados com sabedoria e compreensão. É a reação do homem moderno às forças antigas que cria a necessidade dos cuidados. A humanidade é muitas vezes imprevisível, devido ao fator do livre arbítrio. É isso que jaz por trás do treinamento dado aos discípulos, sobre o quê eu já lhes dei muita instrução. As novas técnicas e a aproximação modificada, da usada para a cultura individual para o progresso grupal unido capacitará muitos tipos de desenvolvimento. É essa abordagem diferente aos mesmos problemas básicos que está por trás das novas capacidades que estão emergindo entre os discípulos; é isso que dá condição aos discípulos experientes para trabalhar em alta velocidade e com uma potência não usual. Eu daria preferência a que todos os discípulos começassem a se submeter ao treinamento para responder à energia de Aquário agora se derramando sobre a Hierarquia. Alguns de vocês, como discípulos aceitos, e como membros do meu Ashram, podem fazê-lo. Aproveitem, pois, a oportunidade para reenergizarem aquilo que vem para todos que estabelecem contato, através de suas almas, com a Hierarquia, ou que sejam membros de um Ashram, ou que, como probacionários, estão na periferia do grande Ashram de Sanat Kumara, a Hierarquia. Essa influência de Aquário produz, principalmente a intensificação do relacionamento da Hierarquia com Shamballa, e portanto afeta cada membro de Seu Ashram, desde o Cristo, escala abaixo, até o mais novo discípulo aceito.

É através dos discípulos que o Novo Grupo de Servidores do Mundo são postos sob a influência de Aquário ora entrante; isso tem de ser um assunto individual, em grande parte dependente do ponto na evolução. Alguns membros do Novo Grupo de Servidores do Mundo de modo algum responderão; não conseguem. Outros responderão tão plenamente quanto seu "status" espiritual permita. Esse influxo da energia aquariana é um dos fatores que permitirão ao Cristo completar Sua tarefa como Salvador Mundial e Instrutor Mundial; também Lhe permitirá receber a iniciação que está imediatamente à Sua frente e para concluir a qual Ele se tem preparado para concluir em três mil anos - tão exaltada e especial ela é. É também essa influência que facultou ao Mestre R. assumir o manto do Mahachohan e se tornar o Senhor da Civilização - uma civilização que será condicionada pelo ritmo do sétimo raio.

Incidentalmente, é essa influência de Aquário que tem dado aos adeptos da Loja Negra o poder para espalhar a morte universal através do mundo. Esses seres maus responderam à energia da vontade de Shamballa e à vitalidade doadora da vida, mas usaram-na para conservar suas próprias maléficas intenções e com o poder que lhes foi conferido por permanecerem na escada cósmica do mal. Daí a guerra. Eu somente menciono isso como um notável exemplo do fato muitas vezes mal compreendido de que a mesma energia ou força idêntica produzirá resultados quer na consciência de um Cristo quer na consciência de um anticristo. É a mesma energia, mas as formas sobre as quais ela atua diferem tanto que num caso a vontade-para-o-bem é intensificada, e nos outros a vontade-para-o-mal. A energia, em si mesma, é inteiramente impessoal.

O grupo, portanto, que “serve como é indicado por Aquário” é a Hierarquia; o grupo que é “acelerado no Caminho para o alto” é o Novo Grupo de Servidores do Mundo. Esse grupo é governado por Touro, e para ele é que a divina energia Taurina traz “iluminação e a conquista da visão”. Esse grupo é, em sentido figurado, “o touro, se adiantando numa linha reta, com seu olho único fixo na meta e brilhante luz”. Mas qual é essa meta? Não é a meta da Autoiluminação, pois essa ficou muito lá para trás; é a meta de prover um centro de luz no mundo dos seres humanos e de conservar a visão para os filhos dos homens. Que isso jamais seja esquecido e que o Novo Grupo de Servidores Mundiais realize sua missão e reconheça as demandas da humanidade nesse sentido. Que demandas são essas?

1. Receber e transmitir a iluminação do reino das almas.

2. Receber inspiração da Hierarquia e prosseguir, consequentemente, com a inspiração.

3. Conservar a visão do Plano diante dos olhos dos seres humanos, pois "onde não há visão, o povo perece”.

4. Agir como um grupo intermediário entre a Hierarquia e a humanidade, recebendo luz e força e depois usando ambas, sob a inspiração do amor, para construir a nova ordem de amanhã.

5. Trabalhar Peixes, iluminado por Touro e capaz de responder em grau ao impulso aquariano vindo da Hierarquia.

Esses objetivos não são somente objetivos individuais, mas a meta para o grupo inteiro. Todos os que respondem à força doadora de vida de Aquário e à força doadora de luz de Touro podem trabalhar e o farão no Novo Grupo de Servidores do Mundo, mesmo que não tenham conhecimento ocultista e que nunca tenham ouvido de seus colaboradores sob tal nome. Não se esqueçam disso.

O reconhecimento do trabalho bem sucedido do Novo Grupo de Servidores do Mundo será definido pela Hierarquia, e o testemunho do reconhecimento será o aparecimento de um símbolo na aura do grupo - do grupo inteiro. Esse será um símbolo projetado pela Hierarquia, especificamente pelo Cristo. Qual será o símbolo não cabe a mim dizer. Ele não está ainda plenamente selecionado e somente seu contorno ainda incerto e mal delineado pode ser percebido do nível em que os Mestres trabalham e de modo algum do nível no qual o próprio grupo atua. É o “sinal do Salvador” e ele definirá o sinal ou indicação (a assinatura como os ocultistas medievais costumavam chamá-la) de um novo tipo de salvação. Até agora o sinal do Salvador tem sido a Cruz, e a qualidade da salvação oferecida tem sido a libertação da substância ou do engodo da matéria e de sua conservação - uma liberdade somente conquistada a grande custo. O futuro conserva em seu silêncio outros modos de salvar a humanidade. A taça de sofrimento e a agonia da Cruz estão quase terminadas. A alegria e a força tomarão seu lugar. Em vez do sofrimento teremos uma alegria que causará felicidade e conduzirá enfim à Bem-aventurança. Teremos uma força que nada mais conhecerá a não ser a vitória e não reconhecerá o desastre. Mesmo a Loja Negra sabia desta mudança no modo de salvação, e prontamente fundou seus Grupos de Jovens. Reunidos pelo motto, “alegria através da força e força através da alegria”. Parece ser uma lei para o desenvolvimento grupal receber o reconhecimento do lado do mal, antes desse reconhecimento vir do bom. Mas “depois do choro vem a alegria, e essa alegria vem na manhã”. Somente a aurora está conosco por enquanto - a aurora da Era de Aquário. A maré cheia de luz está inevitavelmente subindo em seu caminho para nós.

Essa Regra nos diz que “o grupo labuta em Peixes”. Isso simplesmente significa que o campo onde o Novo Grupo de Servidores do Mundo opera é o da humanidade, condicionado e regido pela energia pisciana dos últimos dois mil anos. Esta é, como vocês sabem, a energia que produz a mediação e que desenvolve a sensibilidade no indivíduo. O trabalho realizado por essa energia e através dela é tão bem sucedido que ele produziu um grupo de servidores mediadores; esse grupo atua como um intermediário entre a Hierarquia e a Humanidade, e também desenvolveu a resposta sensível da humanidade aos contatos, e a tal grau de sensibilidade que a resposta a ser atribuída às atividades do Nosso Grupo de Servidores do Mundo é muito real e não pode ser negada.

Deve-se lembrar que a energia de Peixes com a qual o grupo tem de trabalhar é oposta às energias vindo da Hierarquia e do Novo Grupo de Servidores do Mundo. Isso se deve ao fato que a energia desta constelação está saindo juntamente com a energia do sexto raio, com a qual ela peculiarmente “coincidiu”, como se diz esotericamente. Daí as atuais dificuldades. A saída da influência de Peixes, a lenta retirada da força do sexto raio, a entrada da energia de Aquário, através da Hierarquia (no tempo atual afetando principalmente a própria Hierarquia e os planos mental e astral) são condições às quais devemos atribuir a origem de todas as nossas atuais perturbações. Nessa complexa situação, vocês têm uma demonstração planetária do significado de causas internas, produzindo efeitos externos. Lentamente, contudo, a Hierarquia está começando a implementar tanto a energia de Shamballa como a de Aquário; os Próprios Mestres aprenderam como usar as novas energias que estão penetrando no serviço do Plano, assim como o indivíduo de aprender, em qualquer particular encarnação, a manipular e utilizar as forças astrológicas que promovem seu impacto sobre algum de seus corpos ou sobre a personalidade inteira; tais energias, como vocês sabem muito bem, tanto podem ser dirigidas para bons como para maus usos. Não é possível à Hierarquia dirigir a energia para maus usos, mas Eles necessariamente têm de dominar novas técnicas e novos métodos de trabalho exigidos pelas novas condições; essas podem ou afetar a própria Hierarquia ou produzirão reações no quarto e outros reinos, determinando rapidamente cambiantes orientação e atitudes.

Essas forças e energias - do zodíaco ou de algum dos sete raios - têm jorrado em nossa vida planetária e através dela, por incontáveis eras. Cada vez que elas fazem seu cíclico aparecimento, as formas e a substância nos três mundos sobre os quais elas são impingidas e através dos quais elas passam, são diferentes no grau de resposta evolutiva e de reação sensitiva ao impacto. A resposta e as reações da família humana como um todo, ou do indivíduo naquele todo, irão diferir das do ciclo anterior; a esses fatores a Hierarquia tem de enfrentar, mudando ciclicamente sua técnica e alterando seus modos de trabalhar para ir ao encontro das necessidades em mudança. Tenham isso em mente. Isso nunca foi mais evidente para os Mestres do que hoje. A guerra poderia ser considerada como uma revolta pelo lado forma da natureza contra as velhas condições, e contra os novos fatores condicionadores entrantes por parte da Loja Negra. Entre as duas forças - a sensitiva, que caminha para diante, pronta para aquilo que é novo e melhor, e a outra reacionária, estática e determinada a sufocar a vida na forma - a Hierarquia permanece no ponto a meio do caminho:

a. Lançando todo seu peso no lado daquilo que é novo, espiritual e desejável.
b. Adaptando-se simultaneamente às novas condições e novos fatores emergentes.
c. Permanecendo como uma parede de aço inquebrantável e irremovível entre a humanidade e as forças do mal.

Esta tem sido uma época de crises, e o grande momento para o qual a Hierarquia tem-se preparado desde que ela foi fundada na Terra. Lentamente durante as eras, os homens foram treinados e preparados para a iniciação; aprenderam a desenvolver a consciência-do-iniciado; eles tomaram então seu lugar nas fileiras da Hierarquia e - mais tarde - passaram para um centro mais elevado, Shamballa.

Em paralelo com esta linha de desenvolvimento do indivíduo, houve também uma grande, embora lenta expansão da consciência humana e um gradual e firme progresso para a luz. Tornou-se agora possível criar o Novo Grupo de Servidores do Mundo - homens e mulheres sensíveis à mais nova e interior visão e às forças e energias entrantes. Cada grupo, portanto, seja ele a Hierarquia, o Novo Grupo de Servidores do Mundo, ou a própria humanidade, está lutando com seus próprios problemas interiores de resposta, de reconhecimento e de responsabilidade; cada um também fica sujeito a um movimento que se evidencia em duas direções; para aquela que é mais elevada e que indica um futuro melhor e mais espiritual, com tudo que isso implica, e também para aquilo que está enraizado e relacionado com o passado, que está se cristalizando, reacionário, cego em seu egoísmo e materialismo e que é implementado para reter as coisas velhas que deveriam ser eliminadas e combater aquilo que é novo.

Como aspirantes individuais, vocês todos sabem que esta condição existe no conflito travado interiormente e expresso exteriormente entre a alma e a personalidade. Os mesmos fatores condicionadores podem ser vistos também atuando em cada grupo, organização, religião mundial e em cada nação, assim como no planeta como um todo. Milhões de anos atrás, a Hierarquia se deu conta de que tal tempo de crise e de conflito seria inevitável. A maneira mais fácil de lidar com ele teria sido como os conflitos menores eram tratados no passado - por um processo de intervenção final. Shamballa e a Hierarquia poderiam juntas ter terminado com essa crise mundial de maneira unida, mas ele se teria reiniciado vez após vez, até a própria humanidade de uma vez por todas lhe dar fim no plano físico.

Desta situação a determinação das Nações Unidas de ganhar e forçar a uma rendição incondicional às nações agressoras que eram agentes da loja Negra é simbólica e também sintomática do progresso do espírito humano (escrito em setembro de 1944). Desta vez, a Hierarquia se contém no que toca a uma ação externa, mas simplesmente inspira e transmite a energia necessária, deixando que a humanidade encontre seu próprio caminho para a liberdade, e saindo de Peixes para entrar na aura e no campo de atividade de Aquário, guiada pelos que respondem à Iluminação conferida por Touro.

Não veem vocês a beleza deste plano e sua sintetizadora, culminante utilidade? Não veem como a presente crise somente indica o êxito dos prévios ciclos evolutivos nos quais a humanidade aprendeu certas lições? Todo o planejamento de após guerra e ampla reação aos ideais (em que pesem todos os esforços das forças reacionárias e más), e o turbulento tumulto atingindo todos os níveis da consciência humana, mais a inspiração do desastre e sofrimento, estão arrombando áreas até então seladas nas mentes dos homens fazendo a iluminação penetrar, varrendo as suas velhas condições. Isto é simbolizado para nós na destruição de velhas cidades e pela mistura de raças pelos processos da guerra; isso também significa progresso e é preparatório de grandes expansões de consciência. Essas expansões na vontade compreensiva humana, nos próximos cento e cinquenta anos, alterarão completamente a maneira humana de pensar; elas modificarão as técnicas da religião; trarão compreensão e fusão. Quando esse trabalho houver sido realizado, registraremos uma era de paz mundial que será simbólica do estado do espírito humano. Os homens então se dedicarão á grande tarefa que nos confronta a todos nós, na Nova Era - a tarefa de dissipar a miragem e de trazer uma luz mais forte ao plano astral, da mesma maneira que melhores condições físicas terão sido produzidas no plano físico. Tudo é planejado e ordenado; as energias e forças certas estarão disponíveis, porque a Hierarquia trabalha sempre sob a Lei dos Ciclos e da Compensação Cíclica. Os Mestres sabem exatamente aquilo que precisa ser feito pela escolha do tempo adequado e pelo que tem sido chamado de “a crise da extensão espacial”. Eles chamam a isso - qualidade intercambiável do tempo e do espaço - uma frase sem sentido para vocês mas algo que já começa a ser tenuemente percebido.

As duas Regras que restam para estudarmos dizem respeito ao trabalho da Hierarquia na Era de Aquário. Daí serem especificamente para os discípulos mais adiantados e para iniciados. Temos visto por várias maneiras que - no tempo atual - a Hierarquia, por ser o Ashram do Próprio Sanat Kumara, está ficando, de modo muito especial e num novo sentido, sob a influência de Sua natureza da vontade. Isso significa que os membros da Hierarquia, familiarizados como Eles poderão estar com o Plano para o ciclo imediato com o qual Eles e a humanidade se confrontam, estão sendo levados para uma nova e mais “apropriada” concepção do Propósito divino que está por trás do Plano e que o motiva. A Vontade de Deus está se tornando mais clara para Eles. Está assumindo linhas mais definidas. À medida que nosso Logos planetário se aproxima do ponto culminante da iniciação a que Ele está sendo submetido, Seu Ashram, a Hierarquia, deve (como parte de um desenvolvimento normal) sentir o efeito. Desde o Cristo para baixo, até o mais novo e recente discípulo, cada um em seu respectivo lugar, todos estão se tornando cada vez mais capacitados para responder à “vontade de Deus”. Isso não acontece de uma maneira cega, aleatória, mas com compreensão e “firmeza”. Essa atitude receptiva da parte da Hierarquia provocará grandes, necessárias e inesperadas mudanças. Algumas delas, já indiquei antes, podem estar ocorrendo agora; algumas acontecerão mais tarde. As ideias seguintes podem servir para esclarecer todo o conceito em suas mentes:

1. Toda a técnica de preparação dos discípulos para a iniciação, e para absorvê-los nos vários Ashrams que constituem o Grande Ashram do Senhor do Mundo foi alterada. Os Mestres não estão mais ocupados com um indivíduo aqui ou acolá, que se empenhe em avançar no Caminho, que demonstre competência e que esteja aparentemente pronto para o que foi chamado “a evocação da consciência do iniciado". Está se tornando óbvio para a Hierarquia que com a chegada da Era de Aquário, a preparação do grupo, a iniciação grupal e a aceitação grupal deverão substituir - e o farão - os velhos métodos. Esses métodos mais velhos, constituídos em torno do relacionamento direto entre um Mestre e um discípulo, alcançaram seu ponto de utilidade mais alto na Era de Peixes. Por quase dois mil anos esses métodos foram comprovadamente tão bem sucedidos que a intensidade de resposta da humanidade é tal que centenas estão agora aptos “para absorção”. Essa prontidão e sucesso apresentam uma dificuldade e oferecem um problema para os Mestres, necessitando uma reorganização dos Seus planos e um reajustamento de Suas técnicas.

2. Não somente a aproximação à Hierarquia foi substituída por uma aproximação grupal, mas agora se constata a possibilidade de fazer em certa medida o treinamento exotérico e objetivamente. Daí o estabelecimento do Novo Grupo de Servidores do Mundo. Esse é primariamente um grupo que, enquanto trabalhando no plano externo da vida física, diária, ainda assim preserva uma íntima integração ashrâmica; ela provê assim um campo de serviço para os discípulos aceitos que estão procurando expressão-de-serviço, e também provê um ponto de reagrupamento para todos os determinados aspirantes onde eles puderem ser experimentados e onde seus motivos e persistência puderem ser testados antes de sua direta aceitação. Isso é algo novo, pois muda a responsabilidade de preparar aspirantes para o discipulado aceito para os ombros do discípulo compromissado e para longe da atenção imediata do Mestre que o aceita. Ele fica assim livre para outros campos de serviço. Isto, em si mesmo, é uma das principais indicações do sucesso do processo evolutivo como aplicado à humanidade. Esta “mudança” foi iniciada pelo Próprio Cristo; Ele trabalhou com os homens muito frequentemente através de outros, alcançando a humanidade por intermédio de Seus doze Apóstolos, reconhecendo-se Paulo como o substituto de Judas Iscariotes. O Buda tentou o mesmo sistema, mas a relação de Seu grupo era, em primeira instância, com Ele e não tanto com o mundo dos homens. O Cristo enviou Seus Apóstolos para o mundo para alimentar o rebanho, para procurar, para guiar e se tornarem “pescadores de homens”. A relação dos discípulos do Cristo era apenas secundariamente com seu Mestre, e primariamente para um mundo que os exigia; essa atitude ainda controla a Hierarquia, embora com não menos devoção pelo Cristo. Aquilo que o Buda havia instituído simbolicamente e em embrião tornou-se factual e existente sob a demanda da Era Pisciana.

3. A terceira grande mudança aconteceu na relação da Hierarquia com Shamballa, mas sobre isto, vocês necessariamente pouco sabem e compreendem. Eu talvez pudesse expressar para vocês o significado subjacente em linguagem simbólica. A energia emanando de Shamballa foi dividida em duas diretas e distintas correntes. Uma, corporificando a dinâmica da determinação, ou da iluminada e entusiástica vontade, está atingindo diretamente a humanidade, via o Novo Grupo dos Servidores do Mundo. Até aqui, um jorro misto da força de Shamballa tem sido enviado para a Hierarquia e tem fluído - no seu tipo e qualidade não-diferenciados - para todos os grupos dentro da Hierarquia. Agora, a qualidade da determinação, ou daquilo que a pessoa comum compreende pelo uso da palavra “Vontade”, está fluindo para o Novo Grupo de Servidores do mundo, enquanto que a energia do propósito dinâmico, diferenciada em sete correntes divergentes, está fluindo para cada um dos “sete pontos de recepção”, os Ashrams dos Mestres dentro do círculo-não-se-passa da Hierarquia. Estes sete tipos de propósito corporificam as sete energias que irão reorganizar e redefinir os empreendimentos hierárquicos e assim inaugurar a Nova Era. Estes sete propósitos podem ser chamados:

a. O propósito não-conhecido, não-visto e não-ouvido de Sanat Kumara. É o segredo da própria vida e somente Ele o conhece. Em sua fase inicial desta nova expressão, ele trabalha por intermédio do Manu e do Mestre Morya; é aquilo que vela o mistério central que todas as escolas esotéricas eventualmente revelarão se permanecerem fieis ao seu impulso inicial. O que seja isto nós ainda não sabemos, mas está insinuado na Regra XIII.

b. O propósito subjacente à revelação. Esta pode ser uma ideia nova para vocês pois têm a tendência de considerar a revelação como um fim em si mesma. Raramente a consideram como um efeito do propósito interno de Sanata Kumara. Até aqui, a ênfase tem sido posta no aspecto de revelação, tornando-a um efeito daquilo que o discípulo tem feito consigo mesmo e por meio da qual lhe é permitido ser o recipiente de revelação. Contudo, por trás de todas as sucessivas revelações no transcurso das eras encontra-se um significante propósito; todas elas são e provarão ser apenas aspectos da Grande Revelação. É através dos processos de revelação que a divindade está lentamente despertando na consciência humana. É uma revelação sétupla; cada um dos sete reinos na natureza revela um de seus aspectos, e cada uma das sete alcança a revelação em sete ou quatorze revelações ou fases menores.

Reflitam sobre isto e aprendam a distinguir entre visão - que é aquele tanto da revelação divina corrente que o discípulo pode apreender no tempo e espaço - e revelação, que é a síntese do propósito divino em expressão. Isto está relacionado com a vontade-para-o-bem, que é, por sua vez, uma expressão completa da natureza do amor da Deidade.

c. O ainda não-reconhecido propósito que evocou a atividade criativa do nosso Logos Planetário. Isto trouxe à atividade o terceiro aspecto da Trindade divina. As razões usuais apresentadas pela mente finita do homem para explicar aquilo que chamamos "manifestação”, e explicar o dualismo de toda existência e a relação de espírito-matéria, não são de forma alguma a real explicação do propósito divino; elas baseiam-se na dualidade essencial do próprio homem; elas são a mais elevada explicação de sua própria natureza divina que ele pode alcançar por enquanto. Este é um ponto a ser lembrado. Elas são sua resposta ao segundo Raio da Atração Mútua, que é como o Raio de Amor-Sabedoria é às vezes chamado. Elas não são uma expressão de sua resposta à Vontade de Deus, e somente indicam as limitações de sua definição de propósito divino. Como vocês notarão, elas realmente nada definem. Tão pouco posso eu ajudá-los a reconhecer este terceiro aspecto e o eterno propósito do Senhor do Mundo.

Assim como uma alma busca encarnação para realizar um determinado desígnio e para fazer uma das iniciações superiores, também Sanat Kumara veio à encarnação por intermédio deste planeta com o fim de realizar Seus desígnios (conhecidos por Ele como uma Alma cósmica nos níveis mentais cósmicos), e para fazer uma das iniciações superiores que marcam o Caminho da Iniciação para aquelas grandes Vidas de esferas planetárias. Ele pode fazer esta particular iniciação devido à experiência a ser obtida num veículo constituído, expressivo e no especial estado de consciência de toda a nossa manifestação planetária. Isso requeria um instrumento no qual as células e átomos do Seu corpo (todas as vidas em todos os reinos), e os organismos integrados dentro daquele corpo (os vários reinos da natureza), estivessem naquele peculiar ponto de evolução em que eles todos se encontram agora.

Isto é tudo a que posso fazer alusão, e assim vocês podem ver para chegar a compreender algo mais do Seu divino propósito vocês também terão que se estar preparando para aquela determinada iniciação que para vocês - no seu pequenino nível de percepção do desígnio fixado - representa o paralelo microcósmico de Sua intenção cósmica. O que esta intenção é, não posso dizer. O único serviço que estas alusões podem prestar (quanto ao divino propósito sétuplo e a consideração sobre eles) é desenvolver em você, o discípulo, o poder de pensar abstratamente - uma capacidade muito necessária antes que o discípulo possa começar a palmilhar o Caminho da Evolução Superior; para isto as cinco iniciações abertas à humanidade como hoje constituída preparam o espírito humano.

d. O misterioso propósito que precisou trazer à atividade o Principio da Dor. O Sofrimento e a Dor são requisitos essenciais para a realização deste propósito. A capacidade para sofrer que distingue a humanidade é a principal reação consciente ao ambiente do quarto reino da natureza, o humano. Está relacionado ao poder de pensar e conscientemente relacionar causa e efeito. É um processo no caminho para algo sequer sonhado hoje - e é exatamente isso que quero dizer. Esta mesma habilidade para responder através da dor não é encontrada (no sentido em que o ser humano a compreende) em qualquer dos reinos subumanos ou super-humanos, como também não se encontrava no sistema solar anterior nem será encontrada no próximo. Está relacionada a um aspecto da inteligência criativa, aspecto esse que é uma característica peculiar à humanidade.

Este aspecto não aparecia no sistema solar anterior no qual funcionavam os outros aspectos da inteligência criativa. No atual sistema solar, ele foi desenvolvido e trazido da latência à potência em conexão com a substância dos corpos humanos por meio dos quais a alma humana está ganhando experiência. Ele guarda o segredo da beleza na manifestação, e sua primeira expressão pode ser vista na perfeição criativa de certas fases da arte pelas quais somente o homem é responsável. Nenhum outro reino na natureza cria formas, produz core e sons em relação harmoniosa, exceto o humano; todo tipo de arte criativa é o resultado de eons de conflito, dor e sofrimento. Os judeus, como um produto da humanidade do sistema solar anterior, e constituindo a encarnação do resíduo desse sistema solar, percorreram toda a gama de sofrimento e estão à frente das artes criativas desta época, particularmente, na produção em grupo como certos grandes produções cinematográficas e no campo das descobertas científicas.

Haverá, como bem podem ver, uma estreita relação entre este quarto propósito de Sanat Kumara, o quarto reino na natureza, o humano, e o quarto Raio da Harmonia através do Conflito. É a equilibrada relação destes três, consumada na quarta iniciação, que produz a plena beleza do fixado desígnio criativo da alma individual, ou - num diferente nível de processo iniciatório - do fixado desígnio da alma universal do Senhor do Mundo. O fato do quarto raio estar temporariamente fora de encarnação é a razão do relativo interlúdio na produção de arte criativa humana de alta qualidade. O ciclo de sofrimento aproxima-se do seu fim, e veremos mais tarde - quando o quarto raio entrar novamente em plena atividade objetiva - uma recorrência das artes numa volta mais alta da espiral muito mais exaltadas do que qualquer outra ultimamente vista.

e. O quinto grande segredo que subjaz ao propósito de Sanat Kumara está relacionado num sentido peculiar à manifestação cíclica de tudo que é encontrado nos três mundos da evolução humana. Diz respeito àquilo que está lentamente chegando à manifestação por meio da mente concreta inferior à medida que ela controla o desejo e traz a substância e a matéria em conformidade com o pensamento divino segundo esta linha. A soma total das mais elevadas fases do pensamento humano segundo todas estas linhas afeta materialmente, aquilo que aparece no plano físico em todos os reinos da natureza, aquilo que precipita civilizações e culturas, e aquilo que expressa a melhor resposta, no momento, da sensibilidade humana à impressão cósmica.

Isto é tudo que pode ser dito na tentativa de sumariar o desejo fixado e o modelo ou propósito da atividade divina no transcorrer das eras. Sabemos que este resumo está profundamente inadequado por enquanto para expressar ou produzir em forma manifestada a beleza desse desígnio e criar em conformidade com o pensamento de Deus; porém - era após era - a capacidade de pensar do homem e sua imaginação criativa elaboraram o lento desdobrar do desígnio, e continuarão a fazê-lo; cada grande ciclo mundial testemunha o surgimento de maior beleza, e vê os sutis efeitos do pensamento humano sobre os reinos subumanos da natureza continuamente trazendo o desconhecido à superfície, alterando a natureza da fauna e da flora do planeta, e preparando o caminho para aquele tempo de maravilha quando a Hierarquia estará de novo exotericamente dirigindo o Plano na terra e ajudando a humanidade a trabalhar com uma compreensão mais plena do desígnio divino.

Mais uma vez aqui está uma outra razão para as mudanças nos planos da Hierarquia. Os Mestres têm que preparar-Se para esta iminente emergência programada. Eles são forçados a mudar Suas técnicas de trabalho para responder adequadamente ao que Lhes compete fazer. É-Lhes muito mais fácil trabalhar, como Mentes iluminadas, na substância mental de Seus discípulos do que seria trabalhar no plano físico, relacionando as mentes e os cérebros de seres humanos avançados. As pessoas facilmente esquecem que com cada avanço da humanidade, mudam as obrigações da Hierarquia, novas necessidades têm de ser atendidas, novas técnicas usadas, novos métodos experimentais têm de ser empregados. Porque escrevo para discípulos e iniciados chamo-lhes a atenção para isto. Seu trabalho de treinamento mental não termina pelo fato de terem alcançado certos objetivos espirituais iniciatório.

Este quinto propósito está, portanto, estreitamente relacionado com todo o tema da “roupagem de Deus" e com a vinda à manifestação de Seu “manto de beleza” à medida em que ele é criado e trazido à existência pela humanidade atuando como meio para as ideias vindas dos reinos superiores, e então influenciando e trazendo à cooperação criativa os reinos subumanos.

f. É difícil dar qualquer ideia que seja do propósito que vamos tratar agora, porque ele está expresso na relação que existe entre o significado de Desejo, Vontade, Plano e Propósito. Todas estas palavras são símbolos desenvolvidos pelo homem na sua tentativa de captar o propósito logoico. Ele reconhece os impulsos do desejo, e no curso do processo evolutivo aprende a transmutá-los em aspiração; ele passa a seguir, para um vago tatear num esforço para compreender aquilo a que ele chama a vontade de Deus e a ela aquiescer; porém, enquanto a abordagem humana e essa vontade permanecer negativa, submissa e aquiescente (como acontece sob a influência da abordagem teológica e na maneira inculcada pelas Igrejas), uma luz real sobre a natureza da Vontade não será vista. Somente à medida em que os seres humanos entram em relação com a Hierarquia e são gradualmente absorvidos para a vida hierárquica e começam a receber as iniciações superiores é que a verdadeira natureza da Vontade divina pode ser captada e revelado o propósito de Sanat Kumara por uma apreciação do plano, seguido a uma consequente cooperação com o Plano.

Tudo isto será feito através da transmutação do desejo em aspiração, e a seguir em firme determinação. Quando, porém, o iniciado já relacionou estas fases de consciência em sua própria experiência interna, e permitiu que essas realizações internas afastassem sua experiência externa e seu viver diário, o Propósito subjacente brilhará, então, e ele não mais trabalhará no escuro. Você vê, meu irmão, que tudo que posso fazer nestes abstrusos assuntos é indicar o quê você pode fazer, como um indivíduo, para equipar-se para perceber o propósito divino, e assim ver o desígnio divino e os padrões como eles são realmente. Uma vez tenha você dado os passos necessários e cumprido os requisitos, o mistério desaparece.

g. A fase final do propósito divino é a mais difícil de indicar, e quando digo indicar, quero dizer exatamente isso, e nada mais definido e claro. Significa alguma coisa para você, quando digo que o ritual cerimonial da vida diária da vida de Sanat Kumara, implementada por música e som e levada sobre as ondas de cores que se quebram nas praias dos três mundos da evolução humana, revela - nas mais límpidas notas e tons e nuances - o mais profundo segredo por trás de Seu propósito? Isso dificilmente fará sentido para você e logo é descartado como um escrito simbólico que eu uso para tentar descrever o que é indescritível. Contudo, não estou escrevendo em símbolos, mas sim fazendo a exata descrição de um fato. À medida que a beleza em qualquer de uma suas maiores formas irromper na consciência humana, um pálido sentido é desse modo transmitido do ritual da vida diária de Sanat Kumara. Mais não posso dizer.

Aqui estão sugestões quanto ao propósito divino; cada uma das sete suplementa e completa as outras seis. Somente tentando apreender toda a síntese interna é que chegaremos à mais leve alusão à natureza daquela exaltada consciência que trouxe à existência nosso planeta e tudo que está dentro e sobre ele.

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