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A CIÊNCIA DO ANTAHKARANA


A Construção do Antahkarana ... Passado

Em relação a isto não há necessidade de elaboração, pois deve ser óbvio que somente o homem que é o produto de uma longa e proveitosa experiência está equipado para realizar a tarefa de construção da ponte. O processo envolve grande experiência científica na arte de viver, e somente um inquiridor altamente treinado pode com segurança construir a ponte entre o superior e o inferior. Cada uma das principais raças humanas foi responsável pela expressão e emprego dos fios que juntos formam o antahkarana:

1. Na antiga Lemúria, o fio da vida, o sutratma em si mesmo, foi o fator dominante na expressão da vida; o corpo físico, a natureza da forma animal, e o fator denso externo foi o foco da vida exuberante, produtiva e vital.

2. Na velha Atlântida, o fio da consciência começou a funcionar de uma maneira desconhecida na Lemúria. Sensibilidade, percepção e - como resultado - desejo e reação foram as notas-chaves. Uma sensibilidade ativa como um prelúdio para a plena consciência distinguia o ser humano. O veiculo astral era o fator de controle. A mente estava relativamente quieta, exceto no caso dos membros mais destacados da raça humana. A humanidade desse ciclo mundial, porém, era extremamente mediúnica e psíquica. Seus membros eram "sensitivos", no uso moderno do termo. O estado de percepção era astral, e os seres humanos eram - como raça - clariaudientes e clarividentes, embora não capazes de interpretar aquilo que era contatado; eles não conseguiam distinguir os fenômenos astrais da vida física particularmente no período médio de sua história racial, e a mente interpretadora nada lhes revelava. Eles simplesmente viviam e sentiam. Essa era a história de suas vidas. Dois dos fios estavam funcionando; o outro não funcionava. A ponte não estava construída.

3. Na nossa moderna raça ariana - moderna no que diz respeito às histórias raciais - o terceiro fio, o fio criativo, entra em uso e expressão ativa. Quero lembrar-lhes que todos estes fios existem desde o começo da existência humana, e que todas estas três correntes de energia têm estado indissoluvelmente presentes desde o começo da consciência humana. Porém, durante grande parte da história humana até o presente, os homens estiveram inconscientes delas e totalmente inconscientemente fizeram uso delas e assim continuaram. O processo de reconhecimento da habilidade criativa e da oportunidade tem duas fases ou etapas:

a. A etapa quando o princípio da mente é desenvolvido e desdobrado e o homem torna-se uma criatura mental. Isto produz a plena atividade da unidade mental, a integração dos três aspectos da personalidade, e a consequente percepção do Filho da Mente ou alma.

b. A etapa de atividade criativa quando o fio criativo é trazido a pleno uso. Este uso do fio pela personalidade - distinto do uso racial - é característico da raça ariana. Somente durante os últimos cinco mil anos é que isso se tornou a qualidade destacada da humanidade. Nas duas outras raças, e nas primeiras etapas da raça ariana, embora os grandes monumentos criativos aparecessem por toda a parte no planeta, eles não eram o produto das mentes dos homens daquela época, mas eram a imposição da vontade criativa da Hierarquia planetária sobre aqueles que eram sensíveis à impressão superior. A sensibilidade responsiva à impressão criativa era a destacada qualidade da consciência dos últimos atlantes e do início do período atlante. Está hoje dando lugar à criatividade individual, e consequentemente, à criação consciente da ligação do antahkarana, que é o resultado da fusão do fio tríplice.

Este breve resumo do processo passado serve simplesmente para dar um histórico sintético para todo o trabalho a ser feito agora, e para lhes transmitir um conceito quase visual do método pelo qual o homem chegou ao estágio de vida consciente, de plena autopercepção e expressão criativa. Todas eram expressões da energia divina à medida que fluía para o seu organismo, via o fio prateado de potência divina. Isto pode ser considerado como uma demonstração tríplice da vida vertical que se torna horizontal através da expressão da criatividade. O homem então de fato torna-se a Cruz. Quando, porém, ele consegue construir a ponte do arco-íres (o que só pode ser feito quando o homem está na Cruz Fixa), então finalmente, a Cruz dá lugar à linha. Isto tem lugar depois da quarta iniciação, a da Crucificação. Então resta apenas a linha vertical "que alcança do Céu ao Inferno". A meta do iniciado, entre a quarta e a sétima iniciações, é resolver a linha no círculo, e assim cumprir a lei e o "arredondar" do processo evolutivo.

Um outro resumo do processo todo encontra-se nas Estrofes para os Discípulos que eu publiquei há algum tempo.

"Na Cruz está oculta a Luz. O vertical e o horizontal em mútua fricção criam; uma vibrante Cruz cintila, e o movimento tem origem. Quando o vertical assume o horizontal, sobrevém pralaya. Evolução é o movimento do horizontal para a ereta positividade. No segredo da direção reside a sabedoria oculta; na doutrina da absorção reside a faculdade curadora; no ponto que se torna a linha, e na linha que se torna a cruz está a evolução. Na cruz girando para a horizontal residem a salvação e a paz de pralaya".

Podemos dizer que pouquíssimas pessoas estão hoje na etapa lemuriana de consciência onde o fio da vida, com suas implicações físicas, é o fator dominante. Um enorme número de pessoas está na etapa atlante de desenvolvimento de "sensibilidade áurica". Algumas - muito poucas em comparação com a vasta massa de seres humanos - estão utilizando os resultados da tripla construção de energia dentro de sua própria aura de consciência e sua área de influência, para construir, edificar e utilizar a ponte que une os vários aspectos do plano mental. Elas precisam usar estes três aspectos simultaneamente, e então, mais tarde, superá-los de tal maneira que a personalidade e o ego desaparecem e somente a Mônada em sua forma no plano físico permanece. Em relação a isto, minha declaração anterior sobre a natureza da forma pode ser útil e levar a uma crescente visão interna e compreensão:

O plano físico é um completo reflexo do mental; os três subplanos inferiores refletem os subplanos abstratos, e os quatro subplanos etéricos refletem os quatro planos mentais concretos. A manifestação do Ego no plano mental, ou o corpo causal, não é o resultado da energia que emana dos átomos permanentes como um núcleo de força, mas é o resultado de forças diferentes, e primariamente de força grupal. Está predominantemente marcada por um ato de uma força exterior, e está perdida nos mistérios do carma planetário. Isto é igualmente verdade a respeito das manifestações inferiores do homem. É o resultado de ação reflexa, e está baseada na força do grupo dos centros etéricos através dos quais o homem, como um agregado de vidas, está funcionando. A atividade desses centros dá início a uma vibração de resposta nos três subplanos inferiores do plano físico, e a interação entre os dois causa uma aderência ou agregação ao redor do corpo etérico de partículas a que erroneamente damos o nome de "substância densa". Este tipo de substância energizada é atraída para um vórtice de correntes de força fluindo dos centros e não pode escapar. Estas unidades de força, portanto, acumulam-se de acordo com a direção da energia ao redor e dentro da bainha etérica até que ela fica oculta, e contudo, interpenetrante. Uma lei inexorável, a lei da própria matéria, provoca isto e somente podem escapar do efeito da vitalidade de seus próprios centros aqueles que são definitivamente "Senhores da Ioga" e podem - através da vontade consciente de seu próprio ser - escapar da força da Lei da Atração trabalhando no subplano inferior cósmico físico.

Já lhes disse antes que o corpo astral é uma ilusão. O homem que já alcançou a consciência do iniciado descobre que este corpo é inexistente. Quando o búdico reina, a natureza psíquica inferior desaparece.

Quando o antahkarana está construído, e a unidade mental é sobrepujada pelo átomo manásico permanente, e o corpo causal desaparece, então o adepto sabe que a mente inferior, o corpo mental, é também uma ilusão e, para ele, inexistente. Há então - no que diz respeito à sua consciência individual - apenas três pontos focais ou pontos de ancoragem (expressões inadequadas para exprimir todo o significado):

1. A Humanidade, na qual ele pode focalizar-se segundo a sua vontade por meio daquilo que é tecnicamente chamado o "mayavirupa" - uma forma corpórea que ele cria para realizar o propósito monádico.

Ele então expressa plenamente todas as energias da Cruz Mutável:

2. A Hierarquia. Aqui, como uma unidade focalizada de percepção búdica todo-inclusiva, ele encontra seu lugar e modo de serviço, condicionado pelo seu raio monádico.

Ele então expressa os valores da Cruz Fixa:

3. Shamballa. Esta é a mais elevada ponte de focalização, a meta dos vigorosos esforços dos iniciados de graus superiores e a fonte do sutratma, através do qual (e suas diferenciações) ele pode agora trabalhar conscientemente.

Aqui ele encontra-se ainda crucificado, porém, na Cruz Cardinal.

A tarefa na qual o ser humano em todas as suas etapas de desenvolvimento tem estado ocupado pode ser declarada como cobrindo a lacuna entre:

1. A Cruz Mutável e a Cruz Fixa.

2. A Humanidade e a Hierarquia.

3. A triplicidade inferior, a personalidade, e a Tríade Espiritual.

4. A Mônada em seu próprio plano e o mundo objetivo externo.

Isto ele realiza através de um processo de Intenção, Visualização, Projeção, Invocação e Evocação, Estabilização e Ressurreição. Trataremos agora dessas várias etapas.

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