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AS INICIAÇÕES


O Efeito do Raio da Harmonia através do Conflito no moderno mundo das Nações

Ao abordarmos o que pode ser considerado por muitos como um assunto altamente controverso, quero lembrar-lhes que precisamos ver o quadro por inteiro um pouco como os Agentes da Vontade divina o veem, abarcando o passado das nações envolvidas - um passado que raramente é bom - vendo os efeitos desse passado como eles se desenvolvem no presente e como sendo o inevitável resultado da Lei de Causa e Efeito, e tentando também prever o futuro em termos de lições aprendidas e novos hábitos de melhor natureza estabelecidos (escrito em 1948). Quero lembrar-lhes também que o princípio governante deste raio está condicionando todas as nações e o tem feito com crescente potência desde o ano de 1850. Da mesma maneira que este princípio do conflito controla a batalha da vida do aspirante e do aspirante mundial, toda a família humana, assim também ele tem de inevitavelmente controlar a vida das nações, em grau menor ou maior, de acordo com seu status espiritual ou materialista, de acordo com o tipo de energia que possa estar expressando-se através delas, e de acordo com a idade da nação sob consideração. Sob certos ângulos, as mais jovens nações são a Alemanha e a Itália, porque somente chegaram ao status de nações, no século dezenove; a mais antiga nação com o mais claro registro de unificação é o Japão. Os Estados Unidos da América foram sempre considerados como uma nação jovem, porém, sob o ângulo de um governo central unificado, os dois Poderes do Eixo são ainda mais jovens, e isto tem tido definido significado sobre suas atividades.

Nesta época do mundo, os dois aspectos deste quarto raio - o aspecto ou Princípio do Conflito e o aspecto ou Princípio da Harmonia - estão lutando para alcançar a liberação para o equilíbrio da humanidade. Até recentemente, o Princípio do Conflito crescera em poder, contudo, como resultado deste conflito, uma definida tendência para a harmonia pode ser vista emergindo no pensamento humano; o conceito de harmonia através do estabelecimento de corretas relações humanas está, lentamente, sendo reconhecido. As atividades da humanidade, e particularmente, dos governos, têm sido ignobilmente egoístas e controladas pelos conceitos de luta, agressão e competição há incontáveis milênios; os territórios do planeta têm mudado de mãos muitas vezes e a terra tem sido o lugar de recreio para uma longa sucessão de conquistadores; os heróis da raça - perpetuados na história, na pedra e no pensamento humano - têm sido os guerreiros, e a conquista tem sido um ideal. A guerra mundial (1914- 1945) marcou um ponto culminante no trabalho do Princípio do Conflito e, como mostrei, os resultados deste trabalho estão hoje inaugurando uma nova era de harmonia e cooperação, porque o rumo do pensamento humano é para a cessação do conflito. Este é um evento da maior importância e deve ser considerado como um indicador de uma reviravolta nos assuntos mundiais. Esta tendência é impulsionada pelo cansaço da luta, pela mudança quanto aos valores na realização humana, e pelo reconhecimento de que a verdadeira grandeza não se expressa através de atividades como as de Alexandre, o Grande, Júlio César, Napoleão ou Hitler, mas como aqueles que veem a vida, a humanidade e o mundo como um todo unificado, inter-relacionado, cooperativo e harmonizado. Aqueles que lutam por esta unidade mundial, e que educam a raça nos Princípios da Harmonia e de corretas relações humanas, serão, algum dia, reconhecidos como os verdadeiros heróis.

O fator que forçosamente relacionará o Princípio do Conflito à expressão da harmonia e produzirá a nova ordem mundial, a nova civilização e cultura, é a tendência e a voz da opinião pública, e a oportunidade oferecida às pessoas em toda parte para ocasionar segurança social e corretas relações humanas. Não é o governo de qualquer nação que realizará isto, mas a inata correção das próprias pessoas quando elas tenham sido educadas para ver os problemas claramente, os relacionamentos que devem ser estabelecidos, e a imensa unidade subjetiva da humanidade. Isto não acontecerá sem um intenso período de educação planejada, de uma imprensa e rádio verdadeiramente livres - livres para falar a verdade exata e apresentar os fatos tal como eles ocorrem, sem serem controlados ou influenciados pela interferência governamental, pressão de grupos, organizações religiosas, ou por quaisquer partidos ditatoriais. O pecado da Igreja Católica Romana é seu esforço para ditar às pessoas o que elas devem pensar - teológica e politicamente - o que elas devem fazer, ler ou usar; este, num grau ainda maior, é o crime da Rússia. A massa das pessoas nos países estritamente católicos não é tão livre em seu pensamento como as que vivem em países protestantes; o povo russo não conhece liberdade e não tem oportunidade de formar seu próprio ponto de vista; interesses comerciais e conveniências impõem restrições em outros países. Por meio destas fontes de controle, o crescimento de verdadeira compreensão é impedido, distorcido ou paralisado. Curiosamente, a intenção dos agentes ditatoriais, tanto na Igreja Católica quanto na Rússia, é basicamente boa; eles acreditam que as massas não educadas não estão aptas para decidir o que elas devem ouvir, pensar ou decidir; portanto, elas precisam ser protegidas – num caso, por decretos e proibições do Vaticano (via o sacerdócio organizado) quanto à atitude e correta ação a ser seguida sem questionamento; e no outro, por negar a verdade quanto aos eventos e acontecimentos. Mas, os homens estão despertando em toda parte e - se lhes for dada correta liderança, o que atualmente não se encontra em qualquer país do mundo, podemos confiar que eles reverterão a maré num grande harmônico e unificador movimento.

Ao estudarmos o efeito do Principio de Conflito como o instigador de eventual harmonia em relação às nações, lembremo-nos que o vasto alcance do conflito é indicativo de clímax, de que os “pontos de crise” que expressam o conflito são do conhecimento de todos os homens, de que um “ponto de tensão” foi agora alcançado (do qual as Nações Unidas são um símbolo) que, eventualmente, provará ser o agente que produzirá um “ponto de emergência”. Peço-lhes que mantenham estas três frases - descritivas do trabalho do Raio da Harmonia através do Conflito - sempre em mente em relação aos desenvolvimentos de sua própria vida, na vida de sua nação ou de qualquer nação, e na vida da humanidade como um todo. Elas corporificam a técnica por meio da qual a Hierarquia espiritual do nosso planeta extrai o bem do mal sem originar o mal ou infringir o livre arbítrio da humanidade.

Há certas nações que são necessariamente mais responsivas à energia deste quarto raio do que algumas outras, porque ela é a energia que está condicionando as atividades de suas personalidades ou a que condiciona a expressão de suas almas. Não se esqueçam que as nações são como indivíduos expressam alma e corpo. As nações que respondem à energia deste raio são:

Índia, cujo raio da personalidade ou raio material é o da Harmonia através do Conflito. Isto pode ser visto em plena expressão nesse infeliz país durante os anos 1947-1948. A Índia é velha e cristalizada em sua separatividade, em suas miríades de diversificadas seitas e grupos religiosos, em suas múltiplas línguas e em seus velhos antagonismos; ainda demorará muito antes que haja qualquer síntese ou harmonia básicas. Nisso reside seu problema, e infelizmente, falta-lhe uma liderança puramente desinteressada. Assim como é o caso em outras partes do mundo, partidos políticos e clivagens religiosas condicionam seus muitos povos. A energia da alma da Índia é a Vontade para o Poder ou governo, mas essa energia espiritual não entrará em real atividade até que ela tenha resolvido suas muitas diferenças e tenha retornado aos antigos caminhos de compreensão espiritual e de esclarecida sabedoria que a distinguiram muitos séculos atrás. A Índia quase perdeu a luz, mas quando ela tiver passado pelo próximo ponto de crise, e tiver encontrado um ponto unificado de tensão, então, ela encontrará a porta ou ponto de emergência para a luz.

O raio governando a expressão da alma da raça alemã é o da Harmonia através do Conflito, porém, sua personalidade materialista, focalizada na natureza emocional e ainda não sob o controle da alma, está condicionada pelo primeiro Raio do Poder. A Alemanha como nação é jovem demais, imatura, e negativa para compreender os verdadeiros usos do poder; falta-lhe sabedoria para usar o poder, e seu senso de inferioridade, baseado na juventude, levam-na a usá-la mal quando o tem. A raça germânica é muito antiga, e os seus líderes durante os últimos cem anos têm confundido problemas raciais com ambições nacionais. Raças são basicamente subjetivas, e nações são basicamente objetivas. Seus líderes permitiram que o ideal do poder (que é uma grande responsabilidade espiritual) os levasse a fazer a raça germânica sincronizar-se com a nação germânica. Foi esta imaturidade e esta mal orientada e quase infantil ambição que pôs, violentamente, em operação o Princípio do Conflito através da guerra mundial (1914-1945) para dar um fim ao crescente nacionalismo da Alemanha e de todas as nações. A Grã-Bretanha está no ponto de emergência do pensamento-forma nacionalista; Os Estados Unidos e a Rússia estão chegando - os primeiros ao ponto de tensão no que diz respeito ao conceito, e a outra ao ponto de crise. O ponto de crise e de tensão da Alemanha levou à explosão da guerra mundial; contudo, depois do devido processo de dor, de reeducação e de treino nas corretas relações humanas, o povo alemão descobrirá sua alma, e então a personalidade do povo alemão permeada pela alma demonstrará de maneira singular o significado da harmonia. A síntese básica e subjetiva da raça germânica não deve ser confundida com a nação separada do povo alemão, e a subjacente unidade emocional e sentimental (usando a palavra “sentimental” no seu correto sentido) não deve ser confundida com sua unidade territorial. Há uma unidade racial e subjetiva entre a Comunidade Britânica de Nações e os Estados Unidos da América, mas isto, por sua vez, não deve ser confundido com os grupamentos nacionais externos e objetivos.

A Itália também é influenciada pelo Raio da Harmonia através do Conflito porque sua personalidade ou expressão material é condicionada por este raio. Durante a guerra mundial, a Itália tinha um rei, um ditador, e um papa, e isto produziu um vórtice de conflito no altamente inteligente povo italiano. O ditador não está mais lá; a monarquia também desapareceu, e somente a contínua voz do Vaticano restou, mas, curiosamente, recebe menos atenção na Itália do que em outros países católicos. O conflito durante séculos tem feito muito pelo povo italiano, e sua psicologia grandemente extrovertida produziu neles um equilíbrio que pode provar ser promissor no futuro. O conflito de pensamento pelo qual eles têm passado nos últimos cem anos serviu-lhes de muito. Divididos como estão por partidos políticos, em revolta contra o clericalismo e falta de liderança, eles, contudo, estão a caminho de resolver seus problemas.

Quando o quarto Raio da Harmonia através do Conflito for a energia expressando-se através da alma, isso será indicativo de que o país em questão está aproximando-se do Caminho do Discipulado ou do Caminho da Provação. Áustria e Alemanha estão aproximando-se do Caminho do Discipulado; o Brasil está no Caminho da Provação e rapidamente avançará; a Áustria está mais perto do verdadeiro discipulado do que a Alemanha e, espiritualmente, a Áustria tem muito a oferecer. Não faltará liderança espiritual desde que uma certa segurança e melhores condições de vida sejam asseguradas. A Alemanha tem um amargo preço a pagar porque sua imaturidade e infantil interpretação dos assuntos mundiais, sua falta de capacidade de pensar e sua curiosa inata crueldade permitiram que as Forças do Mal, temporariamente, trabalhassem através dela e precipitassem o conflito mundial. Mas a Alemanha recuperar-se-á, desde que não se permita tornar-se novamente um campo de batalha, devido à sua posição estratégica na Europa central, É para esta recuperação que todos os homens de boa vontade precisam trabalhar.

É talvez apropriado destacar aqui que as forças espirituais do planeta não temem grandemente uma renovada deflagração de guerra no planeta. Há muitas chances de que ela possa ser evitada porque a crescente revolta das massas contra a guerra no plano físico, a fadiga geral das nações e o uso dos conselhos das Nações Unidas para a ventilação de dificuldades e problemas pode provar ser efetivos.

Cada um dos três Grandes Poderes tem seu próprio conflito interno, condicionado por sua tradição histórica, suas ênfases nacionais, e os seus hábitos de pensamento desenvolvidos ou - segundo o caso - de sentimento.

O maior conflito na Grã-Bretanha nesta época é entre os pensadores reacionários e aqueles trabalhadores não qualificados no campo político que são a favor da ideologia socialista. Este conflito vai fundo e está minando e destruindo velhas formas e produzindo intensa fricção nacional em todos os grupos e partidos. Um grupo está lutando para preservar a velha ordem; o outro grupo está lutando ferozmente para abolir todos os velhos modos no mais curto espaço de tempo; outros grupos estão lutando por suas várias ideologias e complicando o problema. O fato interessante é que o conflito é grandemente entre líderes partidários e seus seguidores intermediários, com a massa do povo questionando a sabedoria, a capacidade e as atividades de ambos os grupos e lentamente decidindo que eles não gostam de qualquer deles, mas (faltando real liderança) eles não sabem o que fazer. A característica predisponente dos britânicos é um senso de justiça e é isto que o povo procura. Eles descobrem, porém, que nenhum partido tem um efetivo plano ou programa, que ambos estão animados por políticas partidárias, e que os interesses do povo como um todo que poderiam servir como uma sábia coalizão não são de maior importância para os atuais líderes dos partidos. Este conflito interno, porém, vai lentamente produzir uma harmonia de propósito e de intenção dentro da mente da população; isto será largamente o resultado do crescente poder das mulheres no país e sua crescente penetração na política municipal e nacional. A qualidade do retrospecto histórico britânico tem sido predominantemente masculina. Hoje, o fator equilibrador da interpretação feminina e do ponto de vista feminino é necessário e será proporcionado. A Grã-Bretanha, sob o ângulo de sua personalidade ou problema material, é governada pela energia ou Raio da Vontade ou Poder, enquanto a alma do país é condicionada pelo Raio do Amor-Sabedoria. Nisto vocês têm a apresentação de uma energia positiva e uma energia negativa, e quando eles se fundirem e mesclarem vocês terão um equilíbrio e uma sabedoria que faltam no presente.

Na França, onde os raios contribuidores estão ambos na linha do intelecto, vocês têm necessária e naturalmente uma forte influência materialista e o conflito lá é difícil de resolver. É sempre o aspecto mente que produz toda separatividade, as clivagens e as diferenças na arena humana na França, tornando-a o campo de incontáveis números de ideias conflitantes, uma diversidade de grupos e personalidades em choque, e conduzindo a uma intensa preocupação com a França e seu bem-estar; há pouco interesse em qualquer outra coisa, ou em quaisquer outras nações ou grupos, exceto no que eles afetem a França e o povo francês. Os franceses não estão ainda de forma alguma prontos para equilibrar o conflito com harmonia, mesmo interiormente. As qualidades da mente - orgulho, autocentrismo, uma atitude separatista, um planejamento egoísta e um materialismo que penetra fundo na consciência das massas - são dominantes em sua atividade e estão focalizadas no bem-estar material da França. Não há uma ideologia dominante, de modo que o conflito não está elevado ao nível ideológico, e até que um reconhecido idealismo comece a influenciar a mente dos franceses e a consciência da massa, a França não poderá crescer; não se encontra em larga escala qualquer sentido básico religioso ou espiritual, porque a mente que pode tão inspiradamente iluminar o plano do espírito está focalizada primariamente nos três mundos da vida material. Esta pronunciada atividade de intelecto, da qual os franceses tanto se orgulham, é grandemente responsável pela situação nos campos político e econômico da França, além das dificuldades que eles partilham com todas as nações que estiveram implicadas na guerra. Qualquer prospecto de harmonia interna está ainda distante, mas ele virá. Não se esqueçam que eu escrevi em um dos meus primeiros livros que é a França que, eventualmente, revelará a verdadeira natureza da alma ou da psique e inaugurará a era da verdadeira psicologia esotérica. Para fazer isto, ela terá que inevitavelmente encontrar sua própria alma, e ao encontrá-la - através da mente iluminada - ela trará luz à humanidade. O conflito que agora assola a França eventualmente se resolverá em harmonia, e a França despertará para valores espirituais mais elevados. Uma vez que o raio de sua alma, o do conhecimento puro, se torne ativo, ele dominará o raio de sua personalidade ou material, o Raio da Inteligência Ativa, antes o mais poderoso de todos os raios. A tarefa do Raio da Harmonia através do Conflito é realizar isto, liberando assim a França para a luz.

Nos Estados Unidos, esta quarta energia está peculiarmente ativa, por causa do conflito de raças, nações, ideias, teorias políticas, desenvolvimento imaturo, política corrupta e infantil egoísmo. Isto prevalece mais entre os líderes nas municipalidades e na política do que entre a massa do povo em cada estado, a qual é basicamente honesta embora facilmente induzida em erro por seus chamados líderes; no entanto, os estados do sul são quase inacreditavelmente degenerados e enganadores. Lembrem-se sempre, ao olhar para estas nações desapaixonadamente, que nós estamos tratando aqui das mesmas tendências e ideias que são encontradas em cada aspirante individual - o conflito dos arraigados hábitos, pensamentos e faltas da personalidade, com a firme crescente pressão da alma. Os Estados Unidos, embora uma das mais jovens nações, é - devido aos muitos tipos raciais representados - uma das mais velhas; este curioso confronto tem que, inevitavelmente, levar a um rápido desenvolvimento, com uma consequente admissão de poder, um crescente incentivo para amar e um assumir de responsabilidades.

O conflito nos Estados Unidos é entre um amor à liberdade que chega quase à irresponsabilidade e licenciosidade, e uma crescente ideologia humanitária que resultará em serviço mundial e a não-separatividade. Os raios de energia governando os Estados Unidos são o 6o Raio do Idealismo, que é a energia da personalidade do país, e o 2o Raio de Amor-Sabedoria, que governa a alma do país. Quero destacar aqui que é o raio da alma dos Estados Unidos que os relaciona com a Grã-Bretanha. A energia do sexto raio da personalidade, na sua atual etapa de desenvolvimento, produz um idealismo que precisa ser transmutado e mudado de um idealismo intensamente preocupado com a preservação de um alto padrão de vida e conforto físico para uma apreciação idealista dos reais valores espirituais; estes valores, no presente, estão velados e ocultos na filosofia materialista do país. A juvenil interpretação deste idealismo pode ser vista na completa convicção do povo americano de que tudo nos Estados Unidos é melhor do que qualquer coisa em qualquer outro lugar, e sua vontade de dizer ao mundo o que deve ou não deve ser feito, em sua revolta contra qualquer controle, em sua impensada aceitação de qualquer informação que esteja de acordo com suas ideias preconcebidas e preconceitos; o aspecto maduro do idealismo americano leva seu povo a uma imediata resposta ao bem, ao belo e ao verdadeiro, à expressão de um humanitarismo ativo e uma invocativa abordagem espiritual à realidade.

É interessante notar o incomum alinhamento de energias de raios que se encontram, nesta época, (1948) nos Estados Unidos:

A energia da alma Raio ..... de Amor-Sabedoria ..... Raio 2
A energia da personalidade ..... mRaio do Idealismo ..... Raio 6
A energia relacionando as duas ..... Raio da Harmonia através do Conflito ..... Raio 4

Estes Raios -2,4,6- estão todos na segunda linha de energia espiritual e faltam todas as qualidades de rigidez e fortalecimento da primeira linha de energia de raio - 1, 3, 5, 7 - que são governados pela Vontade ou Poder. A civilização americana, com seu clamor de juvenil precocidade, é, na realidade, a herdeira da civilização que está acabando, a pisciana; portanto, vocês têm aqui a razão para a tendência do povo americano para adotar idealismos e ideologias violentamente condicionadores. É a tendência idealista em conflito com a pronunciada tendência materialista desta particular era moderna que finalmente evocará a harmonia que irá liberar o espírito da América, que revelará ao seu povo que ela é um mundo só e que capacitará o povo desta terra a harmonizar-se com o resto do mundo e suscitar a amorosa resposta das outras nações. É para isto que os homens de boa vontade devem trabalhar.

A Rússia, se vocês pudessem compreender isso, é hoje um campo de batalha dentro de seus próprios muros selados. Sua cortina de ferro é para a Rússia o que a doutrina Monroe foi para o povo americano. Em conexão com todos os três Grandes Poderes - a U.S.S.R., ou U.S.A e a U.K. - certos grandes conflitos estão sendo especificamente precipitados, os quais afetarão fundamentalmente o destino da humanidade. Estas três nações constituem as três pontas de um potentíssimo triângulo mundial de energia, e assim que haja uma livre circulação e um verdadeiro entendimento entre eles, então a paz mundial estará assegurada e o Cristo poderá vir. Este entendimento e esta livre harmonia (se posso usar um tal termo) virão como resultado de cada uma dessas três nações chegarem a uma real medida de harmonia interna como resultado de seu próprio e particular conflito, e então avançarem num esforço de se harmonizarem entre si e o resto do mundo.

A Rússia tem o mesmo raio de personalidade que os Estados Unidos, e sua alma de sétimo raio (condicionado pelo Raio da Ordem) está estreitamente relacionado com o raio da personalidade da Grã-Bretanha, o primeiro Raio da Vontade ou Poder. O aspecto vontade da divindade se expressa no plano físico como o sétimo Raio da Ordem ou da conformidade com a vontade interna divina.

O problema interno da U.S.S.R. é o conflito que se alastra entre a vontade arrogante imposta por um pequeno grupo de poderosos ditadores e a fluídica, instável e ignorante reação de um povo do qual a verdade é constantemente ocultada; eles, portanto, têm de lutar às cegas pela sua liberdade, lutar instintivamente e sem conhecimento dos fatos. Eles não estão ainda travando uma luta bem sucedida.

O ponto, porém, que é de maior importância para nós é o reconhecimento de que cada uma destas três nações distingui-se:

a. Pela semelhança do problema.
b. Por constituir um campo de batalha que está levando à formação de um triângulo de relacionamentos criado através do Princípio do Conflito.

A semelhança dos problemas consiste no fato de que cada uma destas três nações é de natureza composta e é formada por uma amalgamação de muitas nações, de muitos povos falando diferentes línguas, e está, consequentemente sendo palco de um grande experimento em fusão.

1. O Reino Unido (U.K.) é o núcleo ou o germe vivo da Comunidade Britânica de Nações onde um grande experimento em livre governo está sendo tentado; este dá completa liberdade interna e escolha a cada Domínio relacionado, além de um completo uniforme e livre inter- relacionamento. Os Domínios são todos eles nações independentes, porém pertencendo a uma unidade Commonwealth de Nações. Está assim apresentado um modelo para a consideração mundial.

2. Os Estados Unidos da América são um centro de fusão onde todas as nacionalidades estão representadas e estão, lentamente, mescladas numa miniatura da Humanidade Una. Um grande experimento em corretas relações está sendo realizado e fazendo real progresso. Uma cultura e uma civilização virão a emergir, o que será o resultado de corretas relações humanas e que poderá oferecer um modelo mundial em relacionamentos. Refiro-me aqui à apresentação da democracia. Ainda não há nada satisfatório na apresentação da tão sonhada democracia. A França e a Grã-Bretanha são igualmente democráticas e melhor sucedidas porque mais maduras e experientes, mas o cadinho dos Estados Unidos provará, eventualmente, o destacado experimento em corretas relações devido às suas muitas raças e nacionalidades - todas mescladas dentro das fronteiras de um único país.

3. A U.S.S.R. está também procurando fundir e unir em um grande projeto nacional muitas diversas nações e raças - europeias e asiáticas - mas o esforço é ainda grandemente embrionário. Na Rússia, uma ideologia mundial está sendo desenvolvida a qual (quando comprovada) poderá ser apresentada ao mundo modelo de um sistema; isto, porém, não virá como resultado de despotismo, nem poderá ser apresentado agressivamente ao mundo. A Rússia está, na realidade - quer ela perceba isto ou não no presente - empreendendo um grande experimento em educação, e apesar dos desastrosos métodos e pecados contra a alma da liberdade humana, eventualmente, este processo educacional provará ao mundo ser convincente e proverá um modelo mundial. Isto somente poderá acontecer quando o atual grupo de ditadores e homens arrogantes tiver passado ou sido forçado a sair do poder por um povo que desperta.

Nestas três grandes nações, portanto, os três principais aspectos divinos estão sendo trazidos à manifestação, lançando assim os alicerces para a nova ordem mundial. Os três são de igual importância.

Na Grã-Bretanha ..... correto governo humano ..... Vontade ou Poder
Nos Estados Unidos ..... corretas relações humanas ..... Amor-Sabedoria
Na Rússia ..... correto uso da mente ..... Inteligência

É preciso que isto seja lembrado e ensinado, e os homens de boa vontade em toda parte devem trabalhar em prol de uma relação mais estreita entre estes três povos. Estas três pontas de um divino triângulo de energia não devem ser pontos isolados, cada um mantendo seu próprio ponto de tensão; eles devem ser pontos relacionados, cada um distribuindo energia fortalecida aos outros pontos e admitindo uma livre circulação ao redor de todos os pontos do triângulo.

Estes grandes problemas sociais estão também sendo trabalhados em cada uma destas três nações:

1. Na Grã-Bretanha, o problema do socialismo está sendo resolvido e o saudável julgamento do povo eventualmente equilibrará as duas condições de um programa socialista e da livre empresa; é preciso fazer isso, pois a posição extrema em qualquer dos casos é insustentável. Isto hoje apresenta um conflito que o mundo todo está observando. O período de transição entre a vida grupal, no seu verdadeiro sentido espiritual, e o período presente e passado de intenso individualismo não é fácil, e na Grã-Bretanha, o problema todo está sendo posto à prova. A ponte será construída.

2. Nos Estados Unidos, temos o problema do relacionamento entre capital e trabalho aguardando uma solução; o conflito é violento, porém chegaremos eventualmente a um acordo se o capital admitir certos poderes arrogantes, reconhecer os direitos de outros seres humanos e demonstrar ganância menos egoísta, e se o trabalho trabalhar com menos egoísmo, mostrar-se menos exigente e demonstrar um espírito mais compreensivo. A ponte entre estes dois grandes grupos precisa ser, e será, construída.

3. É do conhecimento geral das nações que algumas delas têm sido sempre os principais agentes para a produção de conflito. Isto é largamente devido ao seu temperamento belicoso e sua forte condição emocional. Os poloneses e irlandeses são os principais “catalisadores de conflito”, e estão constantemente instigando dificuldades entre os povos. Assim tem sido sempre a sua história. A agressão francesa na Idade Média também causou dificuldade, e nos últimos tempos, a Alemanha tornou-se o principal agente de conflito. Hoje, o povo judeu está criando problemas, e é interessante notar que a principal disputa no passado da Polônia, ultimamente dos irlandeses, e hoje dos judeus, é territorial evidenciando assim um senso de valores terrivelmente destorcido. Em última análise, há somente um único mundo e uma só humanidade, e em menos tempo do que qualquer um de vocês possa imaginar, limites e territórios terão pouco significado. A cidadania mundial será o único fator de importância.

Os judeus são governados pelo terceiro Raio da Inteligência Ativa, a energia que permeia e controla a matéria ou substância. Eles estavam também, durante os anos que se seguiram à guerra, sob o controle de uma miragem imposta pelos Ditadores Sionistas, que estavam tentando, com pouco sucesso, tornar-se para o povo judeu aquilo que Stalin e seu grupo, e Hitler e sua gangue foram para seus países. Eles trabalharam através dos mesmos métodos - aterrorizando, retendo informações, intimidando seus oponentes, fazendo falsas afirmativas e subordinando e corrompendo. Eles eram e são uma minoria, mas uma minoria poderosa devido à sua grande riqueza e por estarem em posições de poder. Eles estão reclamando uma terra à qual não têm direito possível e a qual ignoraram por dois mil anos. Sua atitude é talvez a ação agressiva culminante da era e marca um ponto de clímax; e este produziu uma séria tensão mundial, mas desta tensão poderá vir o bem e um “ponto de emergência para a humanidade” poderá ser alcançado. O problema da agressão pode ser visto mais claramente por causa de suas atividades. Pouquíssimas terras hoje estão na posse de seus habitantes originais, e se a restituição fosse feita para todos os habitantes originais (o que não é possível) uma situação impossível seria criada tão justamente legitima quanto a posição sionista. Se as pretensões sionistas têm de ser levadas em consideração (e elas o foram), eles por sua vez, devem compreender que - a se acreditar no Velho Testamento - eles originalmente tomaram a terra da Palestina de seus donos originais há quase três mil anos atrás, pela espada e por uma não provocada agressão.

Este conflito que os sionistas precipitaram é básico e útil. Ele constitui-se num teste, sendo baseado em agressão no plano físico, sendo lutado com o máximo de violenta perturbação emocional, e estando fundamentado em premissas completamente ilógicas. O povo judeu tem sido sempre (pudesse ele lembrar-se disso de modo útil) o símbolo da humanidade - em desenvolvimento, buscando, inquieta, materialista, separativa e ambiciosa. Ele é o símbolo da consciência de massa, apresentando esta consciência em uma forma exagerada; ele está sempre buscando e procurando um lar e é o verdadeiro Filho Pródigo do Novo Testamento.

Curiosamente, os judeus nunca foram uma raça dadas às guerras desde a época da triste história da conquista das primeiras tribos na Palestina; eles têm sido perseguidos e repudiados ao longo dos séculos, mas sua única retaliação é partir - o judeu errante procurando um lar, a humanidade errante, dizendo sempre, “Eu preciso erguer-me e ir para o meu Pai". O motivo dado ao Filho Pródigo, na Bíblia, é um fim estritamente material, e temos aqui um destacado exemplo do profético conhecimento do Cristo.

O povo judeu não somente repudiou o Messias (que sua própria raça produziu), como esqueceu sua relação singular com a humanidade; eles esquecem que milhões no mundo hoje sofreram como eles têm sofrido e que - por exemplo - há oitenta por cento de outros povos nos campos de concentração da Europa e somente vinte por cento de judeus. Os judeus, porém, lutam somente por eles próprios, e grandemente ignoram os sofrimentos de seus semelhantes nos campos de concentração.

Eu me detive sobre o conflito judaico porque ele é o símbolo de todos os conflitos passados na história humana, baseado no egoísmo universal e na cobiça da humanidade não desenvolvida, e porque o crucial teste das nações e da Assembleia das Nações Unidas encontra-se nas decisões que eles tomaram e possam tomar a respeito da Palestina.

O teste, no que diz respeito às nações, reside em sua disposição para dar refúgio aos judeus, refúgio esse que teria sido oferecido se a divisão da Palestina tivesse sido recusada. A relutância das nações em admitir os judeus (embora muitas se tivessem oferecido), e particularmente a recusa dos Estados Unidos em admiti-los, é separatista, errada e baseada em conveniências políticas. O teste, no que diz respeito às Nações Unidas, foi se elas endossariam a divisão, perpetuando assim o espírito de agressão e cobiça territorial, contra o qual as Forças da Luz estavam lutando na última guerra. As Nações Unidas já cometeram um grande erro ao admitir a Rússia - um poder totalitário - em seu Conselho. Agora, eles cometeram outro. No primeiro erro, foi precipitado dentro das Nações Unidas o elemento do conflito e aquele espírito de “fanática imposição” que distingue a ideologia totalitária; neste segundo caso, através do endosso da partição, elas perpetuam a antiga técnica de tirar aquilo que se quer (pela força das armas, se necessário) dos seus legítimos donos. Foi um teste para os Estados Unidos, pois foram os judeus americanos que criaram a situação, com relativamente pouca ajuda dos judeus de outras nações. Os Estados Unidos, instigados pela conveniência, pelo peso financeiro dos sionistas e pela estratégica posição da Palestina, jogaram o peso de sua influência no conflito ao lado da agressão e do roubo territorial. Eles poderiam ter trabalhado pelo Princípio da Harmonia e permitido que o tempo e a não-separatividade das nações ajustassem e resolvessem o problema judaico.

Nada mais direi; a natureza simbólica deste problema mundial básico e sua dinâmica importância para a humanidade levou-me a estender-me assim. A decisão sobre os judeus é de importância hierárquica, devido à relação cármica do Cristo com a raça judaica, ao fato de que eles O repudiaram com Messias e ainda estão fazendo isso, e da natureza interpretativa do problema judaico no que tange a toda humanidade.

Os Resultados da Atividade do Quarto Raio sobre o Discípulo Individual.

Os discípulos do mundo hoje estão submersos num oceano de energias em guerra; o Princípio do Conflito toca cada vida, está potente na consciência de cada aspirante individual, e está condicionando a consciência de massa da humanidade. Emocional e fisicamente, as massas em toda parte estão sendo despertadas por este conflito; os discípulos na terra e as pessoas pensantes em todo mundo estão mentalmente despertas, tão emocional como fisicamente, e daí a intensidade de seu problema. Os pontos de crise nas vidas dos discípulos - durante as últimas décadas - têm sido muitos; foi agora alcançado umponto de tensão de natureza extrema; quão rapidamente poderá esta tensão produzir o necessário ponto de emergência?

Não é minha intenção estender-me sobre o efeito deste conflito na vida dos discípulos. Ele faz-se sentir na história mais familiar de todos eles; os aspirantes e os discípulos são, sob o ângulo da evolução, os seres mais estritamente humanos encontrados no quarto reino da natureza, pela razão de que mente, emoção e atividade física estão integrados ou em processo de integração num todo funcionante. O discípulo sabe, porém, que - como resultado do conflito - a completa harmonização de toda a sua natureza será efetuada; a fusão da alma e personalidade será consumada, e para isto ele trabalha. O mesmo princípio pode também ser aplicado por ele em sua consideração dos assuntos humanos gerais; ele precisa ver em todo o conflito mundial os necessários passos para uma eventual harmonia - uma harmonia baseada numa percepção mental verdadeira e um saudável idealismo. É este processo de desenvolvimento de entendimento mental e uma saudável atitude racional, conquanto espiritual, que está agora se desenvolvendo; a emergência das muitas ideologias é a garantia de que o verdadeiro idealismo eventualmente aparecerá e controlará - o ideal das corretas relações humanas; é a luta entre o controle emocional e um controle mental em firme desenvolvimento que está condicionando a humanidade atualmente. Quando um conflito mental, um emocional e um físico são deflagrados simultaneamente, os resultados têm de ser necessariamente difíceis, porém superáveis.

Hoje, os conflitos são numerosos, vitais e inevitáveis; eles estão presentes na consciência individual e na consciência da massa; eles apresentam constantes pontos de crise e estão hoje provocando um ponto de tensão mundial que parece quase insuportável. Porém, à frente do discípulo individual e da humanidade jaz um ponto de emergência.

O que precisa o discípulo fazer enquanto o ponto de tensão o está dominando e aos seus semelhantes? A resposta é simples. Que cada discípulo e todos os grupos de discípulos desenvolvam a habilidade de pensar sensatamente, com correta orientação e um largo ponto de vista; que eles pensem verdadeiramente, sem evitar qualquer problema, mas preservando sempre uma calma, desapaixonada e amorosa compreensão; que eles demonstrem, no seu ambiente, as qualidades que estabelecerão corretas relações humanas e mostrem, numa pequena escala, o comportamento que algum dia caracterizará a humanidade esclarecida; que eles não se desencorajam, mas mantenham firmemente a convicção do inevitável destino espiritual da humanidade; que eles compreendam praticamente que “as almas dos homens são uma” e aprendam a olhar além da imediata e enganosa aparência externa para a interna, e às vezes remota, consciência espiritual; que eles saibam que o atual conflito mundial terminará.

O perfeito resultado do conflito necessariamente faltará, pois a perfeição ainda não é possível para o homem; contudo, poderá ser provada uma situação tal que permitirá o retorno do Cristo à relação objetiva com a humanidade, e que permitirá que Ele comece Sua tarefa de ressuscitar o espírito humano do túmulo do materialismo para a clara luz da percepção espiritual. Para isto todos os homens devem trabalhar.

Resumo e Previsão

Resumirei agora alguns dos pontos de importância nesta instrução:

1. O quarto Raio da Harmonia através do Conflito é um fator controlador nos assuntos humanos em todas as eras, e peculiarmente hoje.

2. O Princípio do Conflito é o agente do Princípio da Harmonia e produz as tensões e pressões que conduzem finalmente à liberação.

3. A grande iniciação da Renúncia, mais as pequenas renúncias menores, é o resultado do conflito interno e sempre precede a liberação para a harmonia.

4. O conflito produz: Guerra - Renúncia - Liberação.

5. A humanidade está sujeita a crises de discriminação, o que leva à escolha correta. Esse é o problema que se apresenta à humanidade hoje, levando a uma crise dentro das Nações Unidas.

6. A Hierarquia está sujeita a crise de decisão, levando à percepção do Plano, participação no Propósito e à prevenção do mal.

7. O Princípio do Conflito está hoje ativo em todas as nações, em todas as religiões, levando à emergência da Nova Era.

8. O conflito provoca pontos de crise, a seguir, um ponto de tensão, e eventualmente, um ponto de emergência.

9. Este Princípio do Conflito está preparando o caminho para o retorno do Cristo, Que inaugurará a nova era de harmonia.

10. O Cristo virá de diferentes modos:

a. Pela influência, no plano mental, sobre todos os discípulos e aspirantes.
b. Pelo jorrar do amor ou consciência do Cristo sobre as massas no plano emocional.
c. Pelo reconhecimento de Sua Presença física na Terra.

11. Certas nações estão hoje divididas pelo conflito, mas estão caminhando para a harmonia. Outras nações são pontos focais de discórdia e por isso servem ao Princípio do Conflito.

12. A U.S.S.R., a U.S.A. e o U.K. constituem um triângulo governante de energia, o qual, quando as corretas relações estiverem estabelecidas, criarão e proverão corretas relações humanas entre os homens.

13. A raça judaica é um símbolo de humanidade em seu sentido de massa; na resolução de seu conflito e na tomada de correta ação, será dado um grande passo à frente na liberação humana.

14. À medida que o discípulo individual aprende a harmonizar-se através do conflito, ele dá um exemplo que é de definida ajuda para a humanidade como num todo.

Que posso eu profetizar? O que poderei prever em relação aos assuntos humanos e ao futuro adiante da raça?

Devo lembrar-lhes que mesmo a Hierarquia de almas liberadas e espirituais, a invisível Igreja de Deus, não conhece o caminho que a humanidade escolherá seguir. São observadas as tendências gerais, e consideradas as possibilidades; as energias fluindo para a família humana são direcionadas e manipuladas, e as condições podem, frequentemente, ser ajustadas, mas os homens decidem por si mesmos a ação direta; eles fazem suas próprias escolhas e exercem, desimpedidos, o livre-arbítrio com o qual possam estar equipados. Eu não profetizo, porque eu não sei. Posso, porém, dizer que as questões em jogo estão tornando-se tão claras que decisões corretas são mais possíveis do que em qualquer outro tempo na história humana. Portanto, a menos que as tensões emocionais sejam excessivamente agudas, a humanidade decidirá, eventualmente, pela ação correta. As emoções, porém, andam soltas e as pessoas espirituais do mundo não estão suficientemente despertas ainda para lidar com elas. O que é preciso imediatamente é o despertar para a natureza crítica dos tempos e para os problemas mundiais e é isto que todos os homens de boa vontade devem considerar como seu maior dever.

Como ressaltei anteriormente, se as tendências que estão hoje sendo estabelecidas forem corretamente desenvolvidas, a Hierarquia não prevê a proximidade de guerra; a guerra poderá ser evitada se as nações se dedicarem à tarefa de reconstrução e se um programa educacional em corretas relações humanas for lançado e sistemática e cuidadosamente seguido. Se as relações subjetivas entre as nações forem enfatizadas e as fricções externas e desentendimentos objetivos ignorados, uma grande fusão de interesses humanos poderá ter lugar; isto trará união e será duradouro; se a clivagem entre separatividade e corretas relações for vista com clareza, os próprios homens saberão qual ação deverão tomar.

Na guerra hoje existente entre ideias conflitantes, é essencial que esta clivagem seja tornada clara. Somente a voz de uma opinião pública treinada e a inteligente demanda das massas por corretas relações humanas pode salvar o mundo do caos. Se isto é assim, então o dever de cada discípulo individual, homem de boa vontade e pensador inteligente é também claro. Quero encerrar o tema com este pensamento e esta ação indicada.

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