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AS INICIAÇÕES


A VIDA DUAL DO PROCESSO INICIÁTICO

Em todos os muitos livros que já escrevi, disse relativamente pouco sobre o cérebro e sua relação com a personalidade e a alma. Não é possível estender-me muito sobre esse tema aqui, mas farei certas afirmativas sem as quais todo este processo de vida dual ficaria muito difícil de explicar. Resumirei o que tenho a dizer na forma de três afirmações básicas:

O cérebro é um delicadíssimo aparelho de recepção e transmissão:

É capaz de responder à informação retransmitida a ele, por intermédio dos sentidos, vinda do plano emocional ou da mente.

Por seu intermédio, o eu inferior pessoal toma consciência de seu meio ambiente, da natureza de seus desejos e de suas peculiaridades mentais, assim como dos estados emocionais e dos pensamentos das pessoas contatadas ao seu redor.

O cérebro é largamente condicionado pelo sistema endócrino, e isto muito mais do que os endocrinologistas querem admitir: É poderosamente condicionado por três importantes glândulas que se encontram em estreita relação com a substância do cérebro. São elas a hipófise, a epífise (a glândula pineal) e o gânglio carotídeo.

Estas três formam um triângulo, praticamente não relacionadas no homem primitivo, ocasionalmente relacionadas no homem médio, e estreitamente relacionadas no homem espiritual.

Estas glândulas são as correspondências objetivas dos três centros de energia por meio dos quais a alma, ou o homem espiritual interno, controla o seu veículo físico.

Onde a relação é estreita entre as três glândulas - como é crescentemente o caso quando se trata de discípulos - estabelece-se sempre um triângulo de energias circulantes.

Este triângulo, através do gânglio carotídeo, no bulbo, estabelece uma relação com outras glândulas e centros.

O cérebro, como transmissor, torna-se um poderoso agente diretor:

Como um recipiente e transmissor de pura energia ou vida, ele usa o gânglio carotídeo, controlado pelo centro alta maior, e estabelece uma estreita relação com o coração e o centro do coração.

Como um recipiente de energia mental ou energia da alma, o centro ajna torna-se o agente diretor; este é o centro que controla a hipófise.

Estas energias são recebidas por intermédio do centro da cabeça, o qual controla a epífise. A energia emocional entra no sistema da personalidade através do centro do plexo solar, onde ou ela controla ou é transmutada e elevada.

É este triplo mecanismo na cabeça - tanto objetivo quanto subjetivo - que usa o cérebro físico como um agente receptor e como um agente transmissor. É isto que é trazido à atividade criativa e deste modo sob o controle do discípulo em treinamento ou em processo de preparação para a iniciação. Não tenho até agora dado ênfase a isto, e tão pouco o farei agora, pois não é desejável que o discípulo ou aspirante, de forma consciente e deliberada, se ocupe do mecanismo na cabeça. Deixemos que ele aprenda a controlar e a empregar conscientemente a mente; deixemos que ele treine sua mente para receber comunicações de três fontes:

Os três mundos da vida comum, assim capacitando a mente a atuar como o “bom senso”.

A alma, assim tornando-se conscientemente o discípulo, o trabalhador em um Ashram, iluminado pela sabedoria da alma, e suplantando gradualmente o conhecimento ganho nos três mundos. Esse conhecimento, corretamente aplicado, transforma-se em sabedoria.

A Tríade Espiritual, funcionando como intermediária entre a Mônada e o cérebro da personalidade. Isto pode eventualmente ter lugar, porque a alma e a personalidade estão fundidas e mescladas em uma unidade funcional, e esta, por sua vez, suplanta aquilo que tentamos expressar quando usamos a errônea expressão “a alma”. A dualidade, então, toma o lugar da triplicidade original.

Foi necessário fazer estes comentários, embora elementares, para esclarecer estes pontos, se quisermos que haja uma real compreensão quanto àquilo que constitui a vida dual do discípulo e do Mestre, e de que modo elas diferem.

Uma das provas do processo iniciatório é, até aqui, totalmente inesperada. As provas que são esperadas e para as quais é feita uma preparação não constituem verdadeiras provas, no real sentido da palavra quando esotericamente compreendida. É uma prova - imposta com crescente rigidez à medida que é feita uma iniciação após outra - para ver até onde o iniciado é capaz de reter ou preservar, na sua consciência cerebral, os fatos registrados dos vários mundos, ou planos, de consciência; por exemplo, os três mundos do espaço humano e o mundo da consciência da alma, ou ambos e mais o mundo do Ashram; ou estes e mais a atividade da própria Hierarquia, considerando-a como um todo completo; ou ainda, todos estes e mais o mundo da experiência da Tríade, até que é alcançado o ponto onde uma direta continuidade de consciência pode ser registrada e mantida, diretamente da Câmara do Conselho do Senhor do Mundo para Aqueles Mestres Que estão funcionando num corpo físico e precisam, portanto, usar um cérebro físico. Em cada um dos casos, para ser corretamente vencida, a prova tem de envolver a consciência cerebral; os fatos, registrados nos planos mais sutis, têm de ser corretamente registrados, reconhecidos e interpretados simultaneamente no plano físico.

Podem ver por si mesmos que esta é uma importante e muito necessária indicação de uma percepção em desenvolvimento. Um Mestre tem de estar atento e alerta a todo momento e segundo Sua vontade. Será também óbvio para vocês que esta será uma percepção que cresce e se amplia para a qual as etapas intermediárias, entre as iniciações, preparam o iniciado. Gradualmente, cada um dos cinco sentidos, mais o bom senso ou senso comum (a mente), tem de demonstrar a efetividade de sua correspondência superior e assim de um aparelho sutil em desenvolvimento. Através deste aparelho, o iniciado é posto em contato com áreas crescentes do divino “estado de mente” ou com a consciência planetária, até que “a mente que está no Cristo” se torne, verdadeiramente, a mente do iniciado, com tudo que essas palavras transmitem de significado e significância esotérica. Consciência, Sensibilidade, Percepção, Sintonia Planetária, Consciência Universal - estas são as palavras que precisamos considerar, sequencialmente desenvolvidas e em seu verdadeiro sentido esotérico.

Vocês têm aqui um quadro amplo e geral envolvendo a meta, os meios ou modos, os pontos de prova e o cérebro físico. Estes são quatro fatores que têm recebido pouca ou nenhuma atenção onde se tem tratado da iniciação nos escritos ocultistas. No entanto, eles são da maior importância. Estou tratando deles aqui devido à etapa de desenvolvimento agora alcançada pela mente humana, devido à sua crescente íntima relação com o cérebro físico, e porque há agora tantos aspirantes prontos para percorrer o Caminho do Discipulado, o Caminho do Treinamento Iniciatório. Eles estão agora na posição de trabalhar conscientemente na tarefa de um processo dual e constante de reconhecimentos espirituais e físicos.

A VIDA DUAL DO DISCÍPULO

Eu dividi este tema em duas partes devido ao fato de que o dualismo mostrado por um Mestre e aquele que é demonstrado por um discípulo não são idênticos ou uma e a mesma coisa em pontos diferentes de progresso. O assunto, quando abordado pela primeira vez, parece de relativa simplicidade, mas uma consideração mais cuidadosa apresentará grandes e inesperadas diferenças.

Em conexão com a vida dual do discípulo os fatos envolvidos são a personalidade tripla (com uma consciência que desperta ou espectadora centralizada ou focalizada no cérebro), a alma que parece, a princípio, a meta última da conquista, mas que é vista mais tarde simplesmente como um sistema ou coleção de atributos espirituais fundidos, e o aspecto mais inferior da Tríade Espiritual, a mente abstrata. O discípulo sente que, se ele puder atingir a consciência imediata e fundida dos três, ele atingiu a consecução; ele compreende também que isto envolve a construção do antahkarana. Para aquele que acabou de ser admitido ao Caminho do Discipulado e que está começando a encontrar seu lugar dentro de um Ashram, todos estes fatores parecem formar um empreendimento adequadamente difícil e que absorve todas as energias que ele possui.

Isto, por enquanto, é verdade e, até à terceira iniciação, estes objetivos, sua fusão consciente, e mais o reconhecimento dos planos divinos de consciência aos quais todos eles o admitem, indicam a tarefa do discípulo e o mantêm plenamente ocupado. Aos reconhecimentos envolvidos ele tem que acrescentar uma crescente capacidade para trabalhar nos níveis de consciência envolvidos, lembrando sempre que um plano e um estado de consciência são sinônimos, e que ele está progredindo, tornando-se consciente, construindo o antahkarana, treinamento como um trabalhador hierárquico dentro de um Ashram, familiarizando-se com novos ambientes espirituais e abrindo outros, alargando seu horizonte, estabilizando-se no Caminho, e vivendo no plano físico a vida de um homem inteligente no mundo dos homens. Ele não demonstra qualquer peculiaridade excêntrica; ele parece como um homem de boa vontade, de benevolente inteligência, de inalterável propósito espiritual. É esta meta bastante para um discípulo? Parece isso quase impossível de ser realizado? Podem vocês incumbir-se de tal proposta e alcançar êxito em sua tarefa?

Certamente podem, pois o fator tempo entra aqui e o discípulo está livre para submeter-se ao seu condicionamento, particularmente nas etapas iniciais de seu discipulado; é isto que ele faz no começo, não sabendo fazer outra coisa, mas a velocidade ou a natureza sátvica ou rítmica da vida espiritual eventualmente muda sua atitude. Ele, então, trabalha sem qualquer verdadeira consciência de tempo, exceto quando ele afeta outras pessoas e aqueles com quem está associado no plano físico.

A princípio, seu registro daquilo que é sentido ou visto nos planos mais sutis ou no plano da alma é lento; leva tempo para que os contatos e o conhecimento obtidos dos níveis superiores penetrem no seu cérebro físico. Este fato (quando ele descobre) tende a transtornar sua percepção de tempo, e portanto, ele dá seu primeiro passo no caminho da ausência de tempo, falando simbolicamente. Ele ganha também a capacidade de trabalhar com maior rapidez e coordenação mental do que o homem comum inteligente. Deste modo, ele aprende que as limitações do tempo são uma condição do cérebro, e aprende também como compensá-la e trabalhar de tal modo que ele produza mais dentro de um dado limite de tempo do que é possível para o homem comum por mais ardentemente que ele possa esforçar-se. A superação do tempo e a demonstração da velocidade espiritual são indicações de que a vida dual do discipulado está superando a vida integrada da personalidade, embora conduzindo por sua vez a uma síntese ainda maior e integração superior.

A vida dual que todos os discípulos levam produz também uma rapidez de interpretação mental que é essencial ao sadio registro da vida fenomênica dos vários planos superiores e estados de consciência. Não se esqueçam de que todos os nossos planos são subplanos do plano físico cósmico, e são portanto de natureza fenomênica. À medida que eles são contatados e registrados e o conhecimento é transmitido para o cérebro físico, pela mente, ele terá sempre que ser acompanhado por uma verdadeira interpretação e um correto reconhecimento das “coisas como elas são”. É aqui que fracassam os não discípulos e os sensitivos porque sua interpretação é fundamentalmente errônea, e leva tempo (vindo de dentro desse ciclo de limitação) para inteligentemente interpretar e realmente registrar o que a consciência perceptiva tenha contatado. Quando o fator tempo não mais controla, as interpretações registradas pelo cérebro são infalivelmente corretas. Dei-lhes aqui uma importante informação.

Vocês notarão, pois, que no início do processo iniciatório, o fator tempo é notado pelo iniciado e também pelos Mestres apresentadores. Um exemplo de uma lenta permeação de informação do plano de iniciação para o cérebro físico pode ver-se no fato de que pouquíssimos aspirantes e discípulos registram o fato de que eles já fizeram a primeira iniciação, o nascimento do Cristo na caverna do coração. Que eles já a fizeram é evidenciado pelo seu deliberado trilhar do Caminho, pelo seu amor pelo Cristo - não importa por qual nome eles possam chamá-Lo - e seu esforço para servir e ajudar seus semelhantes. Eles ficam, porém, surpresos quando se lhes diz que a primeira iniciação já ficou para trás. Isto deve-se inteiramente ao fator tempo, levando-os à inabilidade de “trazer à memória com exatidão” acontecimentos passados, também por uma falsa humildade (inculcada pela Igreja Cristã, ao tentar manter as pessoas subjugadas pela ideia do pecado), e também pela intensamente expectante e antecipatória consciência dos aspirantes comuns. Quando uma verdadeira perspectiva e um equilibrado ponto de vista tiverem sido alcançados, e alguma percepção do Eterno Agora estiver começando a penetrar no seu entendimento, então, o passado, o presente e o futuro serão perdidos de vista na consciência da inclusividade do momento que É. Então, as limitações de tempo estarão terminando e a Lei do Carma será negada; no presente, ela está estreitamente relacionada com o passado e o futuro. A vida dual do discípulo terminará então, dando lugar ao dualismo cósmico do Mestre. O Mestre está livre das limitações do tempo, embora não do espaço, porque o espaço é uma Entidade eterna.

Vocês veem, pois, a grande necessidade de ênfase constante - nesta etapa no treinamento do aspirante comum - sobre a necessidade de alinhamento, ou da criação de um canal de relação direta do cérebro ao ponto de contato desejado. A este alinhamento treinado é preciso acrescentar-se eventualmente a construção do antahkarana e seu uso subsequente num crescente sistema de alinhamentos. O antahkarana tem de estar completo e o contato direto com a Tríade Espiritual tem de estar estabelecido quando for feita a terceira iniciação. Seque-se depois a quarta iniciação com a destruição do corpo egoico, causal ou da alma, devido à completa fusão de alma e personalidade. A vida dual do discípulo termina então.

A EXISTÊNCIA DUAL DO MESTRE

Quero que vocês notem a aqui a diferença entre os dois cabeçalhos. Em um deles refiro-me à vida dual do discípulo, mas no outro, refiro-me à existência dual do Mestre. Essa distinção é deliberada e intencional. O discípulo vive nos três mundos e, até a terceira iniciação, ele demonstra sua vida estritamente em relação à alma e à personalidade, e portanto, estritamente ao mundo fenomênico e aos vários níveis do plano físico cósmico denso.

O Mestre funciona no plano do SER, e demonstra o fato de que Ele É eternamente, que Ele existe como um aspecto divino nos níveis sem forma dos planos etéricos cósmicos; este é um assunto muito diferente para a vida do discípulo e ao qual pouca atenção tem sido dada. Existência, Ser, Vida Essencial, Energia Dinâmica, Fogo Elétrico são todos distintivos das iniciações superiores; eles produzem distinções básicas entre sua constituição e modo de expressão de vida e as daqueles que vivem, que estão em processo de evolução, que expressam qualidade, e que reúnem e fundem o fogo solar e o fogo por fricção. O Ser e a Existência não são o mesmo que Tornar-se ou a Aparência Qualificada. Isso é grandemente uma questão de ênfases. Um Mestre já sintetizou em Si Próprio tudo aquilo que o discípulo que avança anseia expressar, tudo que é possível como Expansão, mais uma ênfase sobre o aspecto dinâmico da vida, mais a habilidade para permanecer inalterável no puro Ser. Mais uma vez, encontro dificuldade em expressar aquilo para o qual não se encontram palavras.

No Mestre, todos os divinos aspectos provam ser capazes de expressão de acordo com uma determinada época, ronda e cadeia (revertendo ao velho simbolismo da Doutrina Secreta) e por meio desta ou daquela expressão racial. Estas características divinas - olhadas sob o ângulo do tempo e espaço - são mostradas numa forma definidamente relativa; posteriores ciclos e períodos de tempo mostrarão esses aspectos numa forma ainda mais aperfeiçoada. A relatividade destes assuntos, porém, na realidade não nos dizem respeito, e a perfeição é - sob o ângulo do discípulo humano hoje - exatamente aquilo que nós entendemos por perfeição. Os Mestres, porém, sabem que uma manifestação de divindade superior, mais profunda e mais intensiva manifestação de divindade é potencialmente possível, mas isso não Lhes causa qualquer preocupação ou tensão e nenhuma ansiedade ou ardente aspiração. Eles conhecem, como nenhum discípulo pode conhecer, o funcionamento da Lei de Inevitabilidade. Esta Lei libera os Mestres (sob a Lei do Serviço que a acompanha), na sexta iniciação, para um campo mais vasto de experiência, com todos os divinos dons e habilidades tão desenvolvidos dente Deles que Eles sabem que Seu equipamento está adequado para a tarefa e que Eles podem, sem hesitação ou preocupação, dar o passo seguinte necessário.

É difícil para o discípulo - em luta contra a miragem e ilusão - compreender que as iniciações superiores estão livres de qualquer preocupação e de quaisquer reações emocionais ou autocentradas para o trabalho que está adiante ou para o lado forma da manifestação; é quase impossível para o neófito ter a visão do tempo em que ele estará livre das reações engendradas pela vida nos planos físicos cósmicos e das limitações da vida nos três mundos. Hoje, a aspiração fornece uma constante fonte de ansioso questionamento, de dolorosas deliberações e de ambição de alta voltagem espiritual, com suas consequentes limitações e momentos sentidos de fracasso na consecução espiritual. O Mestre deixou tudo isto para trás, sabendo que mesmo esta chamada “capacidade de resposta espiritual” é uma forma de atitude autocentrada. Eventualmente - e os discípulos devem sentir-se encorajados e esperançosos devido a esta declaração - todas estas angustiantes reações à ânsia espiritual serão deixadas para trás. O Mestre sabe que - no que Lhe diz respeito - a Lei está inteiramente livre de qualquer consideração da equação do tempo. Ele somente considera o tempo quando ele possa afetar o funcionamento do Plano nos três mundos.

A existência dual do Mestre envolve aquilo que podemos chamar de dois polos: o da consciência monádica, seja ela qual for, e o da forma autocentrada que Ele possa usar como um membro da Hierarquia e um trabalhador nos três mundos do empreendimento humano. Quero lembrar aqui que há muitos grupos e tipos de Mestres, e a maioria Deles é totalmente desconhecida dos estudantes de ocultismo, seja o Seu trabalho ou qualquer rumor ou conhecimento dos muitos processos evolutivos dos quais o humano é apenas um. Nem todos os Mestres trabalham nos três mundos; nem todos os Mestres precisam de corpos físicos ou os possuem; nem todos os Mestres “têm Sua face voltada para o reino da luz escura, porém muitos olham durante eons para a clara e fria luz da existência espiritual”; nem se exige de todos os Mestres que façam os sacrifícios que o trabalho feito para o quarto reino exige. Nem todas as almas liberadas ou limitadas constituem o Reino de Deus no sentido que essas palavras nos transmitem; esse termo está limitado à alma que dá forma às unidades na família humana; nem todos os Mestres trabalham sob o grande Buda de Atividade Que responde a Sanat Kumara pela realização do Plano em conexão com a humanidade. Ele trabalha através dos três Grandes Senhores do Eterno Ashram de Sanat Kumara, porém Seus dois Irmãos têm, cada um Deles, um trabalho igualmente importante e respondem - assim como Ele - ao Grande Conselho. Cada um Deles trabalha também através de um triângulo de energias com agrupadas forças subsidiárias trabalhando em sete departamentos e também diferenciados em quarenta e nove departamentos menores, como é no Ashram que nós chamamos a Hierarquia. Não esqueçamos que há muitas Hierarquias e que a Hierarquia Humana é apenas uma delas.

Todo este tema é de grande complexidade e contudo, ao mesmo tempo tão simples que, quando a simplicidade da constituição planetária é verdadeiramente compreendida e as disputas analíticas da mente concreta são superadas, o Mestre liberado penetra num mundo de esforço espiritual que está livre das formas e símbolos ou dos véus que ocultam a verdade básica e o mistério subjacente.

Ser é simples, livre, sem limites e desimpedido, e nesse mundo, o Mestre se move e trabalha. Vir a ser é complexo, aprisionador, limitado e sujeito a empecilhos, e nesse mundo, o discípulo e o iniciado menor vivem, movem-se e têm o seu ser. O Mestre trabalha simultaneamente em dois mundos ou estados de percepção: naquele relacionado à pura existência, à vida sem entraves dos planos controlados pela Mônada, e também pela Hierarquia. Lá, nada a não ser o Plano absorve a Sua atenção. Ele lida, em segurança, com a “simplicidade que é Shamballa" e sua esfera ou aura de influência, e “com o campo de relacionamentos que são nutridos pelo Ashram do Cristo”. Aqui estou citando um dos Mestres Que Se esforçava por explicar a um discípulo a simplicidade da vida que um Mestre expressa.

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