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AS INICIAÇÕES


Certas Mudanças Hierárquicas

Antes de prosseguir com nossa consideração dos sete Caminhos cósmicos, gostaria de fazer uma pausa e esclarecer sua mente, A. A. B., e responder a certas questões que você está formulando.

Há alguns anos (em 1925), eu dei ao mundo por seu intermédio Um Tratado sobre o Fogo Cósmico. Nesse volume, elaborei sobre a informação muito elementar dada sobre este assunto em Iniciação, Humana e Solar - um livro publicado anteriormente (em 1922). Nesses dois volumes toquei sobre os Caminhos cósmicas e dei, em termos muito abstrusos, alguma informação. Os termos eram tão abstrusos que poucos puderam entender seu significado. O verdadeiro significado é somente para iniciados avançados e, sob Seu ponto de vista, eu não sou um deles, embora sob o ponto de vista de vocês, eu possa sê-lo. Em Iniciação, Humana e Solar, muito pouco foi dito porque o livro foi escrito para o público em geral e por isso, só foram indicadas umas poucas ideias para sinalizar a direção. Agora, no Tratado sobre os Sete Raios, eu acrescentei ao que já fora dado. Este livro é, porém, dirigido a um número muito maior do que aqueles que leram (e erroneamente dizem ter entendido) Um Tratado sobre o Fogo Cósmico. No que eu tenho a dizer, o ensinamento está cuidadosamente resguardado. Duas coisas, porém, devem ser indicadas aqui para evitar confusão:

1. Não fora intenção da Hierarquia dar mais informações sobre estes Caminhos; sentia-se que já havia sido dito o suficiente sobre este assunto naturalmente incompreensível. Devido, porém, às mudanças fundamentais nos planos hierárquicos, esta decisão foi alterada. Tive permissão para acrescentar ao que já fora dado. Isto foi devido a duas causas:

a. O tremendo desenvolvimento da consciência humana durante os últimos vinte e cinco anos justifica maiores informações; muitos aspirantes estavam sendo admitidos ao Caminho do Discipulado e encaminhando-se para os Ashrams, forçando assim a passagem de muitos iniciados para o Caminho da Evolução Superior. Isto é, em si mesmo, um acontecimento dos mais felizes, mas necessitou muitos ajustamentos ashrâmicos.

b. Devido a este avanço, devido ao aumento de sensibilidade do mecanismo humano, e devido às decisões que a humanidade está em processo de tomar (como resultado do terrível período de provas da guerra, 1914-1945), a Hierarquia - muito antes do que se esperava - preparou-se para a manifestação no plano físico, ou para aquilo que Eles chamam “o processo de exteriorização”.

Isto forçosamente provocou problemas, e entre eles, o problema estritamente hierárquico da passagem do iniciado de sexto grau para os Caminhos cósmicos. Vocês encontrarão, se estudarem atentamente as três apresentações do ensinamento em Iniciação, Humana e Solar, Um Tratado sobre o Fogo Cósmico, e Um Tratado sobre os Sete Raios o que lhes pode parecer contradições ou diferenças. Isto não é verdadeiramente assim, mas o leitor casual pode achar que elas estão presentes, embora as diferenças sejam mais aparentes do que reais.

São duas as causas para isto:

a. A decisão de abrir iniciações superiores à quinta para o Mestre que está pronto, e familiarizar o mundo dos aspirantes com a sua existência. Muito pouco fora dito até então, além da quinta iniciação. Muitos iniciados se estão tornando Mestres, e muitos discípulos estão alcançando a primeira iniciação, e este fato confronta os três Grandes Senhores Que governam a Hierarquia com um definido problema.

b. Tornar a sexta iniciação e não a quinta a Iniciação da Decisão. Aqui, eu preciso expor a existência de um problema hierárquico: o uso do aspecto da vontade no desenvolvimento do iniciado. É preciso lembrar que este aspecto do primeiro raio é:

Uma definida e potentíssima energia. E a energia mais poderosa na vida planetária e é cuidadosamente dominada por Aqueles Que estão em posição de manobrá-la.

O meio pelo qual o propósito da criação é finalmente revelado. A força que capacita a Hierarquia a apresentar o Plano nos três mundos.

A necessária dinâmica pela qual o Mestre que decide pôr Seu pé no Caminho da Evolução Superior.

Devido ao sucesso da influência desta energia de Shamballa sobre a humanidade quando o experimento foi feito para testar seu impacto sem reduzi-la por intermédio da Hierarquia, todo o curso da história do homem espiritual foi muito peculiarmente alterado. Isto não havia sido previsto, pois - como muitas vezes tenho dito - os Mestres não sabem que caminho a humanidade tomará, e tão pouco podem Eles interferir, pela ação ou pensamento, na decisão da humanidade. Foi, pois, necessário controlar mais definidamente a passagem de iniciados para os sete Caminhos; somente certo número é necessário para cumprir a intenção cósmica. Assim, foi decidido tornar as regras de entrada mais difíceis e mais rígidas.

Não se esqueça, irmão meu, que esta não é a primeira vez que isto acontece. Mudanças foram feitas nos tempos atlantes; a porta de entrada para o reino animal ou do homem animal pra o reino humano foi fechada. Não foram admitidas outras unidades desde então vindas do terceiro reino para o quarto, exceto em uns poucos casos e por razões específicas. Aqui, porém, vocês têm uma situação inversa. A Hierarquia, devido à sua constituição naquela época, e ao fato de que, relativamente muito poucos de nossa humanidade terrestre serem membros da Hierarquia, não podiam influenciar diretamente os seres humanos mais desenvolvidos ou treinar mais aspirantes. Eles, portanto, fecharam a porta.

Essa particular condição não existe agora, e os Diretores supremos dos sete Caminhos cósmicos estão hoje na mesma posição em que, então, estava a Hierarquia. Soara a palavra para os nossos três Grandes Senhores - o Manu, o Cristo e o Mahachohan - via os três Budas de Atividade, para agir tornando mais severos os requisitos, para tornar a sexta iniciação e não a quinta, a iniciação decisiva, e para apresentar àqueles nos sete raios um leque mais vasto de opções e uma maior diversidade de escolha. Assim, os Mestres terão nove opções à Sua frente quando tiverem de tomar Sua decisão. Então, não haverá necessidade para Aqueles em determinados raios, de passarem para certos Caminhos já determinados, mas Eles podem avançar sob Sua Própria inspiração e com maior liberdade. O plano mental cósmico não Lhes está barrado, como tem sido o caso até aqui.

Todas estas mudanças devem-se à bem sucedida resposta de nossa vida planetária, expressando-se através do reino humano atualmente, aos processos de evolução e ao influxo, desde 1825, da energia da vontade vinda de Shamballa. Isto, por sua vez, é devido ao progresso do Próprio Sanat Kumara, dentro de Sua Própria vida identificada no Caminho cósmico que emerge do plano mental cósmico. Tudo que podemos contatar e conhecer é interdependente, e o desdobramento da Vida na Qual nós vivemos, nos movemos e temos a nossa existência afeta cada um dos aspectos e departamentos de Sua manifestação, do mesmo modo que o desdobramento bem sucedido de um ser humano e sua habilidade para estabelecer contato com sua alma produzem inacreditáveis mudanças na personalidade e afetam cada aspecto e órgão de sua pequena manifestação no plano físico.

2. A inteligência da humanidade é agora de natureza tal que certas iniciações primeiras não mais existem, e a humanidade mostrou possuir as potencialidades que permitirão que suas unidades palmilhem não apenas um ou dois Caminhos até então abertos a eles, mas todas elas caso lhes seja dado o devido treinamento. Isto foi bem demonstrado à Hierarquia pela prematura descoberta da liberação da energia atômica.

Todos esses fatores forçaram uma reorganização nos Planos em Shamballa e, numa conferência única, naquela muito maior Câmara do Conselho que é presidida pelo nosso Logos Solar; maior oportunidade foi consequentemente oferecida aos Membros de nossa Hierarquia planetária. Eu enfatizo esse ponto: a oportunidade não foi oferecida ou apresentada ao quarto reino da natureza, mas sim ao quinto reino. São todos estes fatos que causaram o que pode parecer-lhes discrepâncias e limitações naquilo que tenho dado e em comparação com o que foi dado nos primeiros volumes deste Tratado. O Mestre da quinta iniciação, mesmo que agora Ele não tome Sua decisão naquele momento, encara inteligentemente e com alguma compreensão das escolhas a serem feitas, a sexta iniciação e suas decisões. Ele também começa a receber o treinamento em questão e para isto se aplica agora o ensinamento em Um Tratado sobre o Fogo Cósmico.

São-Lhes mostradas a nova oportunidade, os modos de decisão, e as limitações que agora não mais são legitimas. Quero enfatizar aqui que estas mudanças são causa de grande alegria para a Hierarquia e para as Grandes Vidas na Câmara do Conselho em Shamballa, pois elas indicam a força e a potência do sucesso de Sanat Kumara e o inacreditável progresso feito na consciência da humanidade como consequência. Isto levará também a futuras decisões paralelas no plano físico nos assuntos humanos. Este profundamente espiritual e misterioso sucesso (misterioso porque a mente humana nada sabe sobre ele) foi também a razão para a violenta tentativa das Forças do Mal para obter controle e o seu resultante fracasso.

4. O Caminho para Sirius

Frequentemente, tenho dado a entender em meus vários livros, que o Sol Sirius está estreitamente relacionado à nossa Vida planetária; bastante é conhecido na Hierarquia sobre esta conexão, e a particular relação deste quarto Caminho com a humanidade, o quarto reino da natureza, porém, pouco pode ser comunicado ao público em geral. Posso, contudo, contar-lhes certas coisas que podem tornar seu raio de alcance imaginativo (se é que posso usar uma expressão tão estranha) criativamente proveitoso.

Este grande Sol que é para o nosso Logos Solar aquilo que a Mônada é para o homem espiritual, tem uma parte peculiar a desempenhar no que diz respeito à nossa Terra. Pode ser considerado por aqueles com um apropriado senso oculto de proporção que nosso pequenino planeta com seu Logos planetário (um dos “Deuses imperfeitos” da Doutrina Secreta) seria pequeno demais para entrar na consciência daquela Suprema Entidade Iluminada que é até mesmo maior do que nosso Logos solar. Mas tal é o caso. Há uma relação de longa data entre o Senhor do Mundo, Sanat Kumara, e o Senhor de Sirius que existe apesar do fato de que nosso planeta não é um planeta sagrado. Pode acrescentar-se que nosso planeta está - no ciclo imediato, devido a fatores que ultimamente discuti com vocês - rapidamente saindo desta categoria, e nos planos internos e subjetivamente considerados é um planeta sagrado. Os efeitos desta transição de não sagrado para sagrado ainda não se demonstraram objetivamente de forma completa. O mistério deste relacionamento é parcialmente revelado em uma das iniciações superiores e, então, os iniciados compreendem que há uma adequada e boa razão para a relação, e que os eventos esotéricos seguintes, revelações e acontecimentos são simplesmente consequências:

1. A maioria da humanidade liberada, e portanto, um grande número de iniciados que têm de tomar uma decisão, escolhem este caminho para o centro cósmico.

2. A relação, quando ela se expressa, é entre a Hierarquia e Sirius, e não entre Shamballa e esse estupendo Sol. A energia evocada em resposta a esta relação penetra a Hierarquia via o Coração do Sol, criando como consequência um triângulo de energia espiritual de enorme potência. Temos, portanto:

3. À medida que prossegue no curso de receber as iniciações superiores, torna-se aparente para o iniciado que duas grandes correntes de energia entram na nossa vida planetária:

a. Uma corrente de energia vinda do plano mental cósmico e daquele ponto focal que é, para Sanat Kumara, o que o lótus egoico, a alma, é para o homem espiritual; ela carrega o principio da vida do nosso planeta e centraliza-se em Shamballa. Daí é distribuída por todas as formas do planeta e nós a chamamos VIDA. É preciso lembrar que este princípio de vida incorpora, ou é impregnado com a vontade ou propósito DAQUELE que paira sobre Sanat Kumara, assim como a alma paira sobre a personalidade.

b. Uma corrente de energia vinda do sol, Sirius; esta entra diretamente para a Hierarquia, e carrega consigo o princípio de budi, do amor cósmico. Este é, de um modo misterioso, o princípio encontrado no coração de cada átomo.

O princípio vida segue a linha de 1.3.5.7, enquanto que o princípio búdico segue a linha de 2.4.6. Assim, atma-budi torna-se a mesclada realidade que é trazida a pleno desenvolvimento à medida que a evolução prossegue. A energia de Sirius passa ao largo de Shamballa e é focalizada na Hierarquia Seu efeito só é sentido depois da terceira iniciação, embora os Mestres usem esta energia enquanto treinam discípulos para a segunda, a quarta e a sexta iniciações.

4. Todo trabalho da Grande Loja Branca é controlado de Sirius; os Ashrams estão sujeitos ao seu influxo cíclico; as iniciações superiores são feitas sob sua estimulação, pois o princípio búdico, ou puro amor, isto é, amor-sabedoria, precisa estar ativo no coração de cada iniciado antes da iniciação da grande decisão; portanto, só iniciados da quinta e sexta iniciações e superiores a estas podem trabalhar conscientemente com a potente “vida" búdica que permeia todos os Ashrams, embora não reconhecida pelo discípulo comum.

5. A influência de Sirius não foi reconhecida, e muito pouco dela foi definidamente focalizada na Hierarquia, até que o Cristo veio e revelou o amor de Deus à humanidade. Ele é a expressão, por excelência, de uma iniciação de Sirius, e é para esse elevado lugar que Ele irá eventualmente - não importa quais os deveres ou obrigações hierárquicas que possam levá-Lo a qualquer outro lugar entre aquele momento e agora. O Buda deveria, originalmente, ter escolhido o quarto Caminho, mas outros planos O confrontam agora e provavelmente exigirão Sua escolha.

6. Sanat Kumara não está na linha de Sirius, mas - para falar em símbolos, não excessivamente velados - Lúcifer, o filho da Manhã, está estreitamente relacionado, e daí o grande número de seres humanos que se tornarão discípulos na Loja de Sirius. Esta é a verdadeira “Loja Azul”, e para tornar-se um candidato nessa Loja, o iniciado do terceiro grau tem de tornar-se um aspirante inferior, com todos os verdadeiros iniciados aguardando por ele “dentro da luz do Sol maior".

7. Nenhum dos fatos acima indica divergência de visão entre Shamballa e a Hierarquia, e tão pouco significa clivagem ou diferentes metas e objetivos. O assunto todo está refletido em relações menores na Terra como as que existem entre:

a. A Tríade Espiritual e a Personalidade.
b. A unidade mental e o átomo manásico permanente.
c. Atma-Budi.
d. O Cristo e o Buda.

Os itens pouco correlacionados dados acima lhes darão uma ideia geral da significativa conexão entre nosso pequeno e pouco importante planeta e essa vasta expressão de divindade, a Vida que se está manifestando através de Sirius; é uma expressão que é organizada e vital além de qualquer coisa que o homem possa visionar e que é livre a um ponto completamente sem limites além do poder de compreensão do homem. O princípio de liberdade é uma energia de fermentação que pode permear a substância de maneira singular; este princípio divino representa um aspecto da influência que Sirius exerce sobre o nosso sistema solar e, particularmente, sobre o nosso planeta. Este princípio de liberdade é um dos atributos da Deidade (como vontade, amor e mente) que, por enquanto, a humanidade pouco conhece. A liberdade pela qual os homens lutam é um dos aspectos mais inferiores desta liberdade cósmica, a qual está relacionada a grandes desenvolvimentos evolutivos que capacitam a vida ou aspecto espírito a libertar-se do impacto, do contato e da influência da substância.

É o princípio de liberdade que permite que Sanat Kumara habite a Terra e ainda assim permaneça livre de todos os contatos, exceto com Aqueles Que já percorreram o Caminho da Libertação e agora permanecem livres no plano físico cósmico; é isso que habilita o iniciado a atingir um estado de “unidade isolada"; é aquilo que jaz por trás do Espírito da Morte e forma o poder motivador daquele grande Agência libertadora; é aquilo que fornece um “caminho de poder” entre a nossa Hierarquia e o distante sol, Sirius, e dá o incentivo para a “cultura de liberdade” ou de liberação que motiva o trabalho dos Mestres de Sabedoria; é aquilo que produziu o fermento e o vórtice de conflito naquelas eras distantes e que foi reconhecido no presente através dos resultados da Lei de Evolução em todos os reinos da natureza; é aquilo que subjaz ou jaz sob ou por trás de todo o progresso.

Esta misteriosamente “influência exercida”, este “afastamento” da forma, como podemos chamá-la, emana de Sirius e para ela não temos um nome; é a lei da qual as três leis cósmicas - as Leis de Síntese, de Atração e de Economia - são apenas aspectos. Nenhuma destas três leis subsidiárias impõe qualquer regra ou limitação sobre o Senhor do Mundo. A Lei de Liberdade, todavia, impõe certas restrições, se é que podemos usar tal paradoxo. Ela é responsável pelo fato do Senhor do Mundo ser conhecido como o “Grande Sacrifício”, pois, sob o controle desta lei, Ele criou nossa vida planetária e tudo que está sobre e dentro dela, com o fim de aprender a manejar esta lei com pleno entendimento, com plena consciência, e contudo, ao mesmo tempo, trazer libertação para as miríades de formas de Sua criação.

A Lei de Economia afeta, hoje, a humanidade como um todo em toda e cada fase de sua vida. A Lei de Atração está começando a ganhar algum controle, particularmente no trabalho que a Hierarquia comprometeu- se a fazer; e muitos iniciados e discípulos mais velhos se estão tornando conscientes da significância da Lei de Síntese e estão reagindo ao seu impacto. Mais tarde, quando se aproximar de um dos sete Caminhos, o Mestre trabalhará com a Lei de Liberdade. Este não é, como vocês já devem ter presumido, seu verdadeiro nome, pois, em última análise, liberdade e libertação são efeitos de sua atividade. Esta singular e misteriosa Lei governa a Vida e as Vidas em Sirius, e representa para aquela desconhecida “esfera de inteligente e funcionante atividade” o mesmo que a Lei de Economia representa para o nosso planeta - a mais inferior das leis que controlam a existência na forma planetária.

Esta Lei de Economia, como já aprenderam em minhas obras anteriores, incluí muitas leis menores ou subsidiárias; podemos, pois, dizer que esta Lei de Liberdade faz a mesma coisa. Até que a existência de mais atributos divinos seja admitida e eles admitidos como aspectos, não é possível dar nome à lei que incorpora a Lei de Liberdade porque não há em nossa língua uma palavra adequada. Porém, a informação dada ligará, em suas mentes, Sirius ao nosso pequeno planeta, a Terra.

A Maçonaria, como originalmente instituída na longínqua noite dos tempos e muito antes da dispensação judaica, foi organizada sob a direta influência de Sirius e modelada, tanto quanto possível, sobre certas instituições de Sirius e guardando uma ligeira semelhança, também, com nossa vida hierárquica - como vista à luz do Eterno Agora. Sua “Loja Azul” com seus três graus está relacionada com os três grandes grupos de Vidas em Sirius, pois lá não existem reinos da natureza, como nós os possuímos; esses grupos recebem todos Aqueles Que escolhem o quarto Caminho, e Os treinam no modo de existência e tipo de vida que é encontrado em Sirius. Isto tornará claro para vocês que as menos desenvolvidas das Vidas de Sirius são - sob o nosso ponto de vista - todas Elas iniciados de elevado grau. A Maçonaria está, portanto, conectada de modo peculiar com o quarto Caminho. Ao longo das eras, a tradição maçônica tem sido preservada, mudando de nomenclatura de tempos em tempos, reinterpretando suas Palavras de Poder, e consequentemente afastando-se cada vez mais de sua original beleza e intento.

É chegada a hora, sob a lei cíclica e em preparação para a Nova Era, que maçons de entendimento espiritual realizem certas mudanças. A presente coloração judaica da Maçonaria está completamente ultrapassada e tem sido preservada por tempo excessivo, pois hoje ela não é nem judaica, nem cristã e, na verdade, não deve ser nem uma, nem outra. Os graus da Loja Azul são inteiramente judaicos em seu fraseado, e isto deve ser alterado. Os Graus Superiores são predominantemente cristãos, embora permeados por nomes e palavras judaicas. Também isto deve ter um fim. Esta coloração judaica é hoje um dos principais empecilhos à plena manifestação da intenção maçônica e deve ser mudada, embora preservando intactos os fatos, detalhes e estruturas do simbolismo maçônico. Seja qual for a forma que a nova nomenclatura venha a tomar (e esta mudança virá inevitavelmente), também ela passará depois de prestar o devido serviço. Assim, a transformação cíclica prosseguirá até a hora em que o grosso da humanidade, encontrando-se no quarto Caminho, passe, pelo processo iniciatório, para Sirius, do qual o nosso grau E ∴ A ∴ é um pálido reflexo.

5. O Caminho do Raio

A história da evolução na Terra, sob o ângulo da humanidade, é uma história de progresso, de enfáticas revolucionárias decisões e crises culminantes. Sem tal história nós não poderíamos perceber o progresso feito e o gradual crescimento da resposta sensível ao contato e às impressões mentais e espirituais. A história da evolução é, na realidade e sob o ponto de vista ocultista, a história da libertação do espírito por meio das formas em contínuo desenvolvimento, as quais - em ordeiro desdobramento e por exigência do espírito - atendem às suas necessidades em qualquer ciclo e em qualquer grau de crescimento, como resultado da resposta da substância ao impacto e impressão espirituais.

Este impacto e esta impressão relacionam-se com a junção de substância e espírito, de forma e matéria, e estão também estreitamente ligados ao aparecimento cíclico dos raios, com suas variantes influências, qualidades e intenções, pois todos eles contribuem para o processo evolutivo à medida que entram e saem ciclicamente de manifestação. É preciso reconhecer que cada Senhor de raio, enquanto segue Seu próprio caminho de desenvolvimento, possui certas qualidades a expressar e certos aspectos de vida a desdobrar e manifestar. O efeito dessas intenções desses Senhores ou Vidas de raio sobre o planeta é, sob Seus ângulos, puramente incidental e tem lugar sem planejamento, sendo devido às atividades cíclica, circulatória e cósmica em que Eles estão eternamente ocupados. Sua intenção e propósitos não estão, de modo algum, relacionados com a humanidade - um fato que os homens estão propensos a esquecer.

É, porém, com estas intenções de raio que o Iniciado do sexto grau está ocupado quando Ele passa para a quinta senda ou Senda do Raio. Sua decisão e a intenção do Senhor do raio a princípio e a intenção conjunta de todos Eles eventualmente, estão curiosa e singularmente conectadas. O Mestre nesta Senda trabalha na compreensão da intenção e dos propósitos de vida dos Senhores dos raios. Muitas almas de primeiro raio dirigem-se para esta senda, pois há uma estreita conexão entre a decisão quando da sexta iniciação e esta quinta Senda; isto é de esperar-se por duas razões: uma, que todos os Mestres encontram-se em um dos três raios principais, e segundo, que todos os Mestres têm de desenvolver uma compreensão do mundo do Propósito cósmico. É uma conexão baseada no uso da vontade; é a vontade-para-o-poder, a vontade-para-o-amor, e a vontade-para-conhecer, além de outros quatro aspectos da vontade que formam a base elementar do treinamento dado nesta quinta Senda. As almas de outros raios alcançam a mesma meta e, ocasionalmente, escolhem esta Senda, embora ela não constitua para Eles a linha de menor resistência, como e frequentemente para os Mestres do primeiro raio.

Mestres do primeiro e segundo raios seguem-na frequentemente, e cada um Deles tem um modo diferente de abordagem, técnica e tipo de realização:

1 - Almas de primeiro raio têm de negar sua “unidade isolada" e estudar a beleza e o valor da diferenciação. Este período de treinamento é seguido por um misterioso processo chamado “identificação múltipla”. Observem como o adjetivo aqui transmite a ideia de muitos e de plural, enquanto o substantivo oferece o conceito da unidade e de singular. Nestas duas palavras, aparentemente contraditórias embora esotericamente significativas, está incorporado um aspecto da iniciação a ser vivenciado nesta Senda.

2 - O Mestre de segundo raio que decide seguir este caminho tem de negar suas tendências atrativas e magnéticas e aprender o significado da “intenção isolada com uma multiplicidade de metas". Eu não sei de que outra forma traduzir a frase arcaica que descreve o objetivo do treinamento do Mestre nesta Senda. O exclusivo tem de tornar-se o inclusivo num mundo de realização percebido de forma inteiramente nova, enquanto que o inclusivo tem de dominar a técnica de exclusividade e tornar-se exclusivo em um novo reino de realização; é uma exclusividade que não possui em si o mais leve elemento da grande heresia da separatividade.

Eu não posso aqui sequer indicar o tipo ou qualidade das intenções dos Senhores dos raios que o Mestre da sexta iniciação tem de aprender a compreender. O treinamento dado a Ele termina numa outra tremenda decisão que O colocará num grupo de Vidas em algum planeta sagrado ou em algum sistema solar que será uma correspondência a Shamballa no nosso pequeno planeta. Shamballa incorpora a vontade ou propósito de nosso Logos planetário. A meta que estes iniciados treinados na Senda do Raio alcançam é alguma esfera de atividade onde propósitos sublimes e intenções divinas são realizados.

6. A Senda onde o Próprio Logos está

É preciso lembrar, à medida que este peculiarmente abstruso assunto é abordado, que o Logos solar está muito distante, no sentido evolutivo, do nosso Logos planetário, assim como este está distante do ponto de consecução de um discípulo aceito. Contudo, os dois estão ligados por uma unidade subjetiva e similaridade de objetivo. Em certos pontos no Caminho da Evolução Superior Suas duas linhas de energia encontram-se e se fundem. Nosso Logos Solar também desempenha um papel peculiarmente interessante no desenvolvimento de toda a nossa vida planetária. Em favor da clareza, embora ao mesmo tempo falando simbolicamente, Sanat Kumara pode ser considerado como um discípulo pessoal do Logos Solar, com tudo que isso indica de responsabilidade cósmica.

Tivemos grande dificuldade em considerar de forma compreensível o caminho palmilhado por Aqueles Mestres Que decidiram pelo Caminho de treinamento para Logoi planetários. É, portanto, muito mais difícil e praticamente impossível dizer qualquer coisa sobre este Caminho que é seguido por Aqueles Grandes Seres Que estão em treinamento para Logoi Solares. Sanat Kumara é um deles. Nem todos os Logoi planetários seguem o Caminho dos Logoi solares, porque posições igualmente excelsas aguardam por Eles em outras partes do universo. Estes Mestres, como já declarei em Um Tratado sobre o Fogo Cósmico, Que palmilham este Caminho são de fato raros, e até agora tiveram que entrar neste Caminho via a evolução dévica ou angélica e, então, por transferência para o quinto Caminho ou Caminho do Raio. Todavia, mudanças têm sido feitas, e agora um Mestre pode passar para este sexto Caminho diretamente e sem entrar na evolução dévica.

Este sexto Caminho é aquele em que os Mestres em treinamento têm de trabalhar com os devas que são tão frequentemente os agentes móveis do processo criativo na criação solar. Os Mestres Que entram neste Caminho, eventualmente e como parte de Seu treinamento, entram na Câmara do Conselho de algum dos planetas sagrados antes de Se transferirem para o grupo que guia nosso Logos solar; isto, por sua vez, é somente uma fase temporária, embora em ambos os casos o tempo abarcado pode cobrir vastos períodos, segundo o ponto de vista da humanidade. Eles trabalham com princípios desconhecidos para nós, na Terra, embora dois desses princípios venham a ser revelados mais tarde; muitos deles são fatores controladores em outras esferas e em outros esquemas planetários que são mais avançados do que o nosso; então, o Mestre em treinamento atua como o guardião desses “princípios energéticos” ou como agentes distribuidores. Deste modo, Venus foi o guardião do princípio da Mente e trouxe-o como um puro presente à humanidade embrionária.

O Caminho da Filiação Absoluta

Como já indiquei anteriormente, pouca coisa pode ser dita a respeito deste misterioso Caminho que conduz a um triângulo (se posso assim expressar-me) formado de três linhas de energia de diferente e grandemente variada efetividade vibratória. Este triângulo é da natureza de uma porta aberta, apresentando uma oportunidade única e sem precedentes Àqueles Que descobrem este Caminho. Assim como um dos sete Caminhos produziu finalmente uma relação com as Plêiades, também este Caminho relaciona nosso sistema solar com a constelação da Ursa Maior. Temos, pois, o seguinte triângulo composto de uma corrente de energia emanando da Ursa Maior, outra corrente de energia fluindo do Coração do Sol ou do nosso Logos Solar, e a linha de base constituída das sete correntes de energia vindas dos sete planetas sagrados. A potência e efetividade deste triângulo é, portanto, única e aparente; ele produz relação entre nosso sistema, nossos planetas e o universo. Este triângulo “aberto” oferece oportunidade para Aquelas Vidas Que - do outro lado do triângulo oposto ao que é apresentado ao nosso sistema solar e seu conteúdo - procuram ajudar nosso sistema solar e trazer os planetas não sagrados ao ponto de liberação que é a sua particular meta. Através desta porta triangular, todos os grandes Avatares entram no nosso sistema e “encontram o Ponto onde Eles podem servir”.

O influxo da energia extrassolar é que produz os sete Caminhos cósmicos. Não existe tal coisa como sete Caminhos solares. Na maioria dos casos, os Caminhos conduzem para fora do nosso sistema solar.

Se vocês estudarem o ensinamento mais abstruso (mais velado e mais simbólico do que este) vocês encontrarão certas afirmações feitas que - para o esoterista - lançarão muita luz sobre as apresentações mais simples neste Tratado sobre os Sete Raios. É mais simples porque somente são dados aqueles pontos que carregam em si o germe da iluminação possível ao público em geral; é estritamente uma apresentação da verdade para o discípulo iniciado, É uma apresentação estritamente na linha do primeiro e terceiro raios, enquanto este Tratado tem uma abordagem de segundo raio. Esta declaração pede uma cuidadosa consideração, algo que até hoje não foi reconhecido.

Entre as mudanças tornadas necessárias pelo desenvolvimento extraordinariamente rápido da humanidade, com a consequente intensificação das qualidades dos discípulos, é o fato de que o Mestre - defrontando-se na sexta iniciação com uma estupenda decisão a tomar - não mais precisa entrar no Caminho indicado inteiramente às cegas como até então. Ele recebe a revelação da verdadeira meta unida dos sete Caminhos e também a visão de suas variadas metas intermediárias individuais. Daí a quinta iniciação ser chamada a “Iniciação da Revelação". Ele pode assim tomar Sua decisão com os olhos abertos e não deslumbrado pela glória.

Aqui, é preciso elucidar um ponto. Todo o padrão do equipamento mental do discípulo entrante é tão mais elevado do que costumava ser, devido ao desenvolvimento mental e intuitivo do homem, que este fato forçou mudanças correspondentes dentro da própria Hierarquia. Os Mestres Que estão agora avançando para o Caminho da Evolução Superior são igualmente de muito maior desenvolvimento. O aspecto vontade está presente num alto grau (embora vocês pouco percebam isso), e este é um novo fator condicionando bastante. Amor e inteligência distinguiram os Mestres até há trezentos anos. Amor, inteligência e vontade distinguem hoje os Mestres. Esta é também outra razão para as amplas mudanças feitas e é interessante notar que o grosso das mudanças deve-se à resposta dos homens ao trabalho hierárquico. É a humanidade que tem forçado esses acontecimentos de tão longo alcance; a humanidade também tem forçado revelações que se acreditava que só poderiam ser dadas aos homens daqui a milhares de anos ou até à chegada da sexta raça-raiz.

Um exemplo da expansão da informação dada pode notar-se em relação ao segundo Caminho. Nada é mencionado, em minha primeira apresentação dos sete Caminhos em Iniciação, Humana e Solar, sobre uma constelação condicionante. Em Um Tratado sobre o Fogo Cósmico, eu menciono que a energia entra no nosso sistema vinda de uma fonte desconhecida, via Gêmeos. Nesta mais recente contribuição sobre o assunto, menciono que Libra, a Balança, está envolvida. Deste modo, encontramos neste Caminho do Trabalho Magnético duas influências mescladas, a de Gêmeos e a de Libra. Temos. portanto: 

A energia dual de Gêmeos é trazida a um ponto de balanceamento por meio da influência de Libra, e esta energia dual balanceada é então liberada para o nosso sistema solar. Esta corrente entrante de energias balanceadas forma o segundo Caminho. Nesta frase dei-lhes muita informação.

Eu pedi a A. A. B. para incorporar no final desta instrução uma passagem de Um Tratado sobre o Fogo Cósmico, pois este ensinamento sobre os sete Caminhos é como um comentário culminante. Não vou deter-me sobre ele, mas se vocês tiverem habilidade espiritual, imaginativa e especulativa, poderão compreender muita coisa. Também pedi a A. A. B. para acrescentar a esta instrução as sete tabulações dadas anteriormente de modo a completar esta tríplice apresentação. Não insisto para que estudem ou dediquem muito tempo a considerar os sete caminhos. O palmilhar de um ou outro desses Caminhos está muito distante de vocês, e seria uma perda de tempo. Todavia, quero lembrar-lhes que em cada esforço para viver corretamente, de forma bela e útil, para controlar a mente e alcançar uma compreensão amorosa jaz o fundamento para a correta decisão quando da sexta iniciação. Algum dia vocês também se encontrarão neste ponto da escolha única e é o que vocês fazem aqui e agora que determinará o caminho que seguirão.

Um Extrato de Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Os sete Caminhos, numa certa etapa que não pode ser definida, tornam-se os quatro Caminhos, devido ao fato de que nosso sistema solar é um sistema da quarta ordem. Esta fusão é efetuada da seguinte maneira:

Os iniciados no Caminho I “lutam seu caminho” para o Caminho VI.
Os iniciados no Caminho II “alquemizam-se” para o Caminho VII.
Os iniciados no Caminho III ao “furar o véu” encontram-Se no Caminho V.

Resta considerar o Caminho IV. Por este Caminho passam todos aqueles que, combinando devoção e atividade, atingem a meta, mas a quem ainda lhes falta o pleno desenvolvimento do principio manásico. Este sendo o sistema solar de amor-sabedoria ou de desenvolvimento astral-búdico, o quarto Caminho incluí o maior número de filhos dos homens. Na Hierarquia do nosso planeta, os “Senhores de Compaixão” são em número maior do que os “Mestres de Sabedoria". Os primeiros precisam passar para o sol Sirius para lá sofrerem uma tremenda estimulação manásica, pois Sirius é a fonte emanadora de Manas. Lá o místico precisa ir e tornar-se “uma centelha de mahática eletricidade.

Estes sete Caminhos não estão relacionados à natureza ou ao balanceamento dos pares de opostos. Eles estão relacionados unicamente à unidade, com aquilo que utiliza os pares de opostos como fatores na produção de LUZ.

 CAMINHO I. SERVIÇO TERRESTRE
Atributos Sábia compaixão.
Fonte Constelação do Dragão, via Libra.
Método Doze identificações cósmicas.
Hierarquia Sexta
Símbolo Um dragão verde saindo do centro de um sol ardente. Por trás do sol e acima dele vêem-se dois pilares de cada lado de uma porta fechada.
Qualidade ganha Luminosidade.
CAMINHO II. CAMINHO DO TRABALHO MAGNÉTICO
Atributos Capacidade de resposta ao calor e conhecimento de ritmo.
Fonte Uma constelação desconhecida, via Gêmeos.
Método O ato de entrada no solo ardente.
Hierarquia A terceira e a quarta.
Símbolo Uma pira funerária, quatro tochas, e uma estrela de cinco pontas subindo em direção ao sol.
Qualidade ganha Velocidade da eletricidade.
CAMINHO III. CAMINHO DE TREINAMENTO PARA OS LOGOI PLANETÁRIO
Atributos Visão cósmica, audição dévica e correlação psíquica.
Fonte Betelgeuse, via o signo de Sagitário.
Hierarquia Quinta.
Método Identificação prismática.
Símbolo Uma cruz colorida com uma estrela no centro tendo por trás um sol brilhante, e encimada por uma Palavra Senza.
Qualidade ganha Visão etérica cósmica ou clarividência setenária.
CAMINHO IV. CAMINHO PARA SIRIUS
Atributos Êxtase cósmico e beatitude rítmica.
Fonte Sirius, via o Sol, que vela um signo zodiacal.
Hierarquia Velada pelos números 14 e 17.
Método Duplo movimento rotativo e dança rítmica sobre o quadrado.
Símbolo Duas rodas de fogo elétrico, girando ao redor de uma Cruz de cor laranja, com uma esmeralda no centro.
Qualidade ganha Não revelada.
CAMINHO V. CAMINHO DO RAIO
Atributos Um senso cósmico de direção.
Fonte A Estrela Polar, via Aquário.
Hierarquia Primeira e Segunda.
Método Um processo de insulação elétrica e o aprisionamento de magnetismo polar.
Símbolo Cinco bolas de fogo contidas dentro de uma esfera. A esfera é formada por uma serpente inscrita com o mantra da insulação.
Qualidade ganha Estabilidade cósmica e equilibrium magnético.
CAMINHO VI. CAMINHO DO LOGOS SOLAR
Não é dado Não é dado
CAMINHO VII. CAMINHO DA ABSOLUTA FILIAÇÃO.
 Não é dado  Não é dado

Uma Análise da Tensão Mundial

A tensão no mundo hoje (escrito em 1947), particularmente na Hierarquia, é tal que produzirá outra e talvez última crise mundial, ou então tal aceleração da vida espiritual do planeta que a chegada das condições da tão esperada Nova Era será surpreendentemente apressada. Quero que considerem cuidadosamente o que tenho dito aqui, lembrando-se do que já lhes disse no passado acerca de pontos de tensão Esta presente tensão constitui um grande problema para o discípulo em treinamento, e portanto, nosso tema nesta instrução é peculiarmente apropriado.

Há muita miragem no mundo hoje e grande parte dela está concentrada na Rússia, devido à juventude e à básica inexperiência política daquele povo. Os Estados Unidos da América são também um país jovem e inexperiente, mas não tanto quanto o povo russo. Hoje, os russos estão sofrendo da miragem do poder, da miragem do planejamento, da miragem daquilo que eles consideram um grande ideal (que de fato é), a miragem do prestígio e a inevitável - mas efêmera - miragem do totalitarismo. É este mesmo totalitarismo que também constitui o seu ponto mais fraco, porque ele conduz inexoravelmente a uma revolta do espírito humano. Esse espírito humano é encontrado na Rússia exatamente na mesma proporção em que é encontrado em qualquer outro país no mundo.

A liberdade é essencialmente um atributo espiritual que subjaz a todo o processo evolutivo. Isto deve ser sempre lembrado pelos homens, em toda a parte, como uma realidade fortalecedora e condicionadora. A liberdade tem sobrevivido a eons de oposição do princípio do egoísmo escravizador e é grandemente responsável, atualmente, pela luta na qual estamos todos participando.

O país que está hoje mais livre do egoísmo é a Grã-Bretanha; ela tem experiência, é velha e, portanto, madura em seu pensamento; ela aprendeu muito num tempo relativamente curto e seu julgamento é seguro. O país mais egoísta no mundo, hoje, é a França, com os Estados Unidos acompanhando-a de perto em segundo lugar, embora segundo linhas totalmente diferentes; ambos são materialmente egoístas e absorvidos pelo capitalismo. A Rússia é também egoísta, mas é o egoísmo de um ideal fanático, mantido por um povo imaturo e jovem demais. O egoísmo dos Estados Unidos é também devido à juventude, mas ele eventualmente se renderá à experiência e ao sofrimento. Há - felizmente para a alma deste grande povo - muito sofrimento reservado aos Estados Unidos. O egoísmo da França é menos desculpável; ela também é velha e experiente. Inúmeras vezes tem sido vítima das forças armadas da Alemanha e clama ao mundo sobre isso. A França esquece que ela frequentemente invadiu a Europa Central na Idade Média, e que as conquistas napoleônicas são parte da História relativamente moderna. Seu calamitoso destino (segundo ela o considera) não obstante lhe dá a oportunidade de tornar-se espiritual em sua vida e atitudes, em vez de grosseira e intelectualmente - ainda que brilhantemente - material. Ela ainda não aprendeu sua lição, e ainda se mostra pouco inclinada a fazê-lo. Tensão, privações econômicas e angústia poderão ensiná-la. O resultado será a estabilidade.

Nas mãos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Rússia, e também nas mãos da França, está o destino do discípulo mundial, a Humanidade. A humanidade tem estado a passar por provas que são preparatórias para a primeira iniciação; elas têm sido duras e cruéis e ainda não estão inteiramente terminadas. Os quatro Senhores do Carma estão hoje trabalhando através destas quatro Grandes Potências; é, todavia, um carma que busca liberar, como, aliás, todo o carma. Na crise vindoura, a verdadeira visão e uma nova liberdade, além de um horizonte espiritual mais amplo, serão alcançados. A crise, se for tratada corretamente, não precisará chegar uma vez mais ao horror último.

A área de dificuldade - como bem sabemos - é o Oriente Próximo e a Palestina. Os judeus, por suas atividades ilegais e terroristas, criaram uma base de grande dificuldade para aqueles que estão procurando promover a paz mundial. Como um membro judeu do meu Ashram destacou (e eu o cumprimento pela visão de sua alma), os judeus abriram outra vez, parcialmente, a porta para as Forças do Mal, as quais trabalharam originalmente através de Hitler e sua maligna gangue. A “vedação” daquela porta não tinha sido completada com sucesso, e é o papel da sabedoria descobriu isto a tempo. Estas Forças do Mal trabalham através de um triângulo do mal, uma ponta do qual encontra-se no movimento sionista nos Estados Unidos, outro na Europa Central, e o terceiro, na Palestina. A Palestina não é mais a Terra Sagrada, e não deve ser assim considerada.

Gostaria que tivessem em mente estes pontos enquanto investigam o quadro mundial. Este quadro está tomando forma e autoriza o reconhecimento. Ele envolve os judeus (que não são uma nação e sim um grupo religioso), o Oriente Próximo e a Rússia. Nos mapas que se encontram nos Arquivos da Hierarquia espiritual, toda a área do Oriente Próximo e Europa - Grécia, Yugoslávia, Turquia, Palestina, os Estados Árabes, Egito e Rússia - está coberta por uma pesada nuvem. Poderá essa nuvem ser dissipada pelo pensamento e planejamento corretos da Grã-Bretanha, dos Estados Unidos e da maioria das Nações Unidas ou terá ela de precipitar-se em desastre sobre o mundo? Apresentará ela uma tarefa árdua demais para ser enfrentada por esse discípulo inexperiente - a Humanidade?

No que escrevi acima, vocês têm o quadro da verdadeira situação. É uma situação que encontra a Grã-Bretanha temporariamente enfraquecida e ineficiente (exceto pelo pensamento claro de seu povo e sua maturidade política); ela encontra os Estados Unidos não acostumados ao poder, um tanto arrogantes, com um forte complexo de superioridade, sem experiência e, contudo, ao mesmo tempo, extraordinariamente bem intencionados e fundamentalmente corretos. É a massa do povo que é correta em seu pensamento e não seus representantes no Congresso.

Não me cabe dizer-lhes o que acontecerá, embora a Hierarquia saiba. A humanidade precisa - assim como todos os discípulos - ser deixada inteiramente livre para decidir seu próprio destino. A humanidade ainda não aprendeu a difícil lição que todos os discípulos têm de dominar: a lição da vida dual do homem cuja alma está funcionando e cujo cérebro físico está constantemente ciente deste fato.

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